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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lula confessou dívida com as rádios comunitárias


Durante entrevista coletiva concedida antes da cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural no dia 7 de novembro de 2007, em Belo Horizonte, o ministro Gilberto Gil reconheceu a necessidade do governo buscar uma solução mais justa para o problema das rádios comunitárias do país.

Logo após a cerimônia, ocorreu a abertura da Teia 2007. Durante o intervalo entre estas atividades, as autoridades permaneceram presentes no palco, quando Roberto Emanuel, da Rádio Constelação, ajudado por alguns amigos, conseguiu entregar ao ministro duas cópias de um documento sobre a emissora, perseguida e fechada pela Anatel como milhares de outras.

"Conforme informação do professor Valdir de Castro Oliveira, da Escola de Comunicação da UFMG e do próprio responsável pela emissora, Roberto, fiscais da agência estiveram no dia 13/03/2003, na Rádio Constelação, a qual é operada por deficientes visuais, agredindo-os física e moralmente." [http://www.midiaind ependente. org/pt/red/ 2003/03/249674. shtml]

Promessas esquecidas

O ministro, que havia, muito gentilmente, se deslocado de sua cadeira para a extremidade do palco, abaixo da qual se encontrava nosso anônimo herói, entregou uma cópia ao presidente Lula, a seu pedido. Cego, negro e condenado pelo "Estado oligárquico e autoritário" (Marilena Chauí) em que vivemos, Roberto Emanuel cumpriu dois anos de pena pelo delito de usar seu direito de ouvir e ser ouvido. Tinha de comparecer a cada bimestre à Justiça Federal. Estava também em prisão municipal, não podendo se ausentar de Belo Horizonte por mais de 15 dias sem se comunicar com este órgão. Presidente da Aliança Nacional dos Deficientes Físicos (Anadefi), ele coordenava a única emissora de que se tem conhecimento no planeta operada por portadores de deficiências, ou melhor, portadores de talentos especiais.

Ao discursar, no final da abertura, Lula confessou que tem uma grande dívida para com as emissoras verdadeiramente comunitárias. Manifestou sua estranheza pelo fato de que somente se divulga que elas derrubam avião, como se as outras (comerciais, educativas, legislativas. ..) fossem imunes a esta possibilidade. O presidente também afirmou que criou um Grupo de Trabalho para resolver este problema. Foi efusivamente aplaudido.

Há uma gravação na qual o presidente insiste, durante a campanha, ser "o defensor número 1 das rádios comunitárias", coisa em que acreditávamos e não nos esquecemos de suas promessas, conforme áudio disponível aqui.

Mas, lamentavelmente, para um grande número de petistas e militantes de partidos mais à esquerda, comprometidos com a luta pela democratização, a impressão atual é que o poder o fez esquecer delas até o dia de ontem, agindo de forma totalmente adversa ao que se dizia ser.

Esperança se transforma em medo

O que o presidente não disse foi que este Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) foi criado por ele em 2005 e encerrado naquele mesmo ano, mas o relatório final permaneceu engavetado por meses entre o jogo de empurra do Palácio do Planalto e o Ministério das Comunicações – um colocando a culpa no outro pelo atraso. O FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação registrou essa embromação:
"O movimento das rádios comunitárias formado pelo FNDC, Abraço, Amarc, Abccom, Farc, SJPDF e MNDH protocolou no Palácio do Planalto, dia 24/01/2006, o relatório produzido pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) de Radiodifusão Comunitária. O texto foi concluído em agosto de 2005 para ser entregue ao presidente Luís Inácio Lula da Silva. Sob diversos argumentos, entretanto, continua retido no Ministério das Comunicações (Minicom). Passados cinco meses, o movimento cansou de esperar que o documento chegasse oficialmente à Presidência da República e o levou até lá. O relatório, segundo as entidades, precisa ser tornado público para dar início ao debate entre o governo e a sociedade civil." [http://www.fndc. com.br/internas. php?p=noticias&cont_key=8942]

O presidente também não disse que houve um outro Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério das Comunicações, em 2003, cujo relatório também foi negligenciado. Também houve um grupo trabalhando para a preparação da I Conferência Nacional de Radiodifusão Comunitária, morrendo de esperança e frustração na praia do Palácio do Planalto.

Muitos de nós já têm dificuldade em acreditar que essa dívida será realmente paga... Não que não o queiramos, conscientes de que contribuímos substancialmente para sua eleição e reeleição. Como é difícil constatar que nossa esperança vem se transformando em medo e nos cansando de tanto esperar, como afirma a direita.

Heitor Reis

Lula confessou dívida com as rádios comunitárias

Adeildo Vieira lança CD "Há braços"


Adeido Vieira é um dos músicos paraibanos que dão força ao movimento de rádios comunitárias. É nosso parceiro nas aventuras pela democratização da comunicação.

Dia 07 de dezembro, no Espaço Cultural em João Pessoa, show de lançamento do CD "Há Braços", do companheiro Adeildo Vieira. Ingresssos a R$ 12,00 e R$ 6,00 (meia).

sábado, 28 de novembro de 2009

ITABAIANA (PB): Rádio Comunitária prestigia artistas locais


Wagner Lins, radialista Clévia Paz e o músico Jonatas

Com menos de um ano de funcionamento, a Rádio Comunitária Rainha FM, da cidade de Itabaiana, Paraíba, já é a coqueluche da cidade por manter estreita ligação com os ouvintes e prestigiar os artistas da terra. Como exemplo, temos o poeta, cantor e compositor Wagner Lins, cujas músicas tocam regularmente na programação da Rainha FM. Eis algumas manifestações dos ouvintes:

“Nunca na minha vida pensei que ainda iria escutar boa música em rádio, mas uma certa manhã, ouvindo a rádio comunitária Rainha, escutei uma linda voz acompanhada de uma belíssima melodia. Era um rapaz que já me serviu como garçom e para minha surpresa revela-se um ótimo cantor: Wagner Lins (Norma).

“Wagner, estou torcendo pra que você consiga logo a gravação do seu CD, que Deus te guie”. (Norma).

“Simpatia deveria ser o nome de Wagner Lins. O cara é muito simpático e boa gente, além de ser um fenômeno cantando”. (Lucas).

“Sou cantor de brega da cidade há mais de 10 anos e sinceramente, tenho que admitir: esse tal de Wagner é muito bom mesmo! Parabéns, cara, e boa sorte na sua carreira”. (Galego do Brega).

“Talento em itabaiana é o que não falta. Conheci um cara que é um cantor e compositor que trabalha numa lanchonete. Wagner é gente fina, parabéns”. (Michael).

“Vocês precisam conhecer o Ponto de Cultura da nossa cidade. É o máximo. Lá está o Wagner Lins pra nos receber e também o artista plástico Diego e tantos outros. O local é lindo e bem central. Adorei”. (Adriana de Souza).

Comentários publicados no blog “Itabaiana Hoje”. É como bem diz o grande músico brasileiro Francis Hime: “as estações de rádio deveriam mostrar a diversidade de nossa música. O que se toca nas rádios comerciais é um absurdo. Pelo menos as rádios deveriam mostrar os dois lados da moeda, dando espaço à boa música e às coisas que não têm qualidade, deixando as pessoas fazerem sua escolha”.

Rádio Pilõezinhos FM estará no ar em breve


O Ministério das Comunicações, divulgou no Diário Oficial da União a portaria nº 952 de 20 de Novembro de 2009, que dá a autorização para fase experimental da Rádio Comunitária do Município de Pilõezinhos (PB), que terá o nome PILÕEZINHOS FM, através do Instituto de Promoção e Ação Social Francisco Pereira dos Santos, na frequencia de 87,9. A nova rádio terá o objetivo de informar e ajudar a cada cidadão na luta pelo seus direitos nas conquistas por uma sociedade mais justa e solidária. Será uma Rádio amiga do povo, onde o povo terá vez e voz.

PILÕEZINHOS FM - Brevemente NO AR. Aguarde...

fonte: http://piloezinhosnoticia.blogspot.com/2009/11/radio-piloezinhos-fm...

Zumbi dos Palmares será nome de rua em Campina Grande.


Olá Povo da negritude:

Repasso notícia que encontrei no endereço http://www.rededenoticias.com/
informando da propositura de dar nome ZUMBI dos PALMARES a uma rua de Campina Grande.

Vamos acompanhar e apoiar a idéia.

Paraibinha (Benjamim – UEPB)

Dirigente da ABRAÇO propõe boicote contra rádios comerciais


Compas,

Quero acrescentar mais informações sobre o ocorrido ontem, para que possamos pensar na estratégia de ação jurídica.

1- O ato foi um flagrante de ilegalidade, pois não poderia se configurar flagrante delito, haja vista a decisão da Juíza da 1º Vara federal que entende que não se constitui crime a instalação de equipamentos de radiodifusão, pois os artigos 70 da lei 4117/62 e o 183 da Lei 9472/97, trata a especificação de telecomunicaçõ es, isso é decisão jurídica favorável, o MP tentou recorrer da decisão da Juíza na Turma Recursal de São Paulo, e perdeu, e está levando a disccussão para o Supremo Tribunal, enquanto não julgar o recurso em última instância do STF, vale a decisão da Juíza.

2 - O delegado somente dizia tratar-se de ordens superiores, o que demonstra a intenção de criminalização do movimento. Entendo que existe uma ordem superior, do delegado chefe, do Chefe geral da polícia, do governador do estado e depois do monopólio, pois o joaquim tem razão: Não se trata de um caso isolado, existem diversos casos de fechamento de rádios pela polícia civil. Em barretos não existe mais rádios no ar em decorrência destes procedimentos, em Indaiatuba tem um delegado (olha o nome do cara, Gardenal) que fecha todo mundo. Em São Paulo existe também delegados que fazem estas atrocidades, como vemos sempre em matérias da rede globo. Agora descobrí recentemente, que existe uma empresa, formada por ex agentes da Anatel, que prestam serviços as rádios comerciais. Sua funçâo é identificar o local das emissoras, e encaminhar a denúncia para a Polícia federal. Já conseguimos identificar os caras. Agora só falta pegar.

3 - Estarei agora pela manhã na coorregedoria da Polícia Civil, onde irei pessoalmente protocolar uma denúncia formal contra o Delegado, solicitando providências e abertura de inquérito contra o mesmo. Também encaminharemos denúncia ao Ministério Público.

4 - Quanto a devolução dos equipamentos, na segunda - feira encaminharemos ao Fórum da Justiça federal o HC de trancamento do Inquérito e a devolução dos equipamentos, este caso é tranquilo, pois já temos em mãos 12 vitórias nesta situação, graças ao posicionamento da juíza que se mostra a cada dia mais favorável a esta questão.

5 - Temos que aproveitar o fato político desta situação e proponho uma situação mais radical. Que é:

a) temos na região metropolitana de Campinas, aproximadamente 40 emissoras comunitárias. Somente este ano, foram fechadas 15 emissoras na região, um prejuízo de mais de 70 mil reais. Uma única chamada numa emissora comercial de Campinas, custa em média 5 mil reais. è uma guerra econômica, que está custando caro para o movimento. Por isso a reação poderá ser da seguinte maneira: Colocar todos os transmissores de nossas emissoras na mesma frequência de uma rádio comercial e dar a elas o mesmo prejuízo que tivemos no último ano. Se fizermos isso em uma semana, o prejuízo deles serão maior. Pois a emissora não falará na cidade.

2- fazer um ato político em frente a uma emissora da cidade, convocando a população da proximidade e discutindo com eles a situação da radiação não ionizante, que segundo estudos causa sérios danos a saúde da população.
3- Exigir um posicionamento oficial do Ministério da justiça contra a ação truculenta de ontem, pois o Governo Serra mostrará ao monopólio que ele terá condições de nos reprimir.

4 - Exigir como prioridade absoluta a ANISTIA, não como projeto de lei a ser discutido no Congresso, mas um decreto presidencial.

5 - Adoção de um outro decreto que institui mo sistema brasileiro de Rádio Digital, e por fim;

A alteração da lei, tal qual foi discutida no seminário da abraço.

Se fizermos uma ação desta em cada estado então, aí ninguém segura.

Um abraço,

Jerry

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Jornalismo cidadão na Rádio Comunitária Salgado FM


Alonso Magney, o rapaz da foto, é diretor presidente da Rádio Comunitária Salgado, na pequena cidade de Salgado de São Félix, interior da Paraíba. Ele é formado em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba, campus Campina Grande.

A rádio hoje existe graças à determinação e à luta de Alonso. Na universidade, ele sedimentou a consciência já formada de que é fundamental o acesso á informação para que as pessoas possam exercer seus direitos, opinando e participando da vida coletiva. Enfrentou muitos obstáculos até obter a licença de funcionamento da rádio comunitária que hoje presta um serviço imprescindível ao desenvolvimento de sua comunidade.

Na sua cidade, a parcela da população que tem acesso ao jornal e outras fontes de informação além da TV e rádio é absurdamente pequena. Nesse contexto, a qualidade do que se transmite numa rádio comunitária assume grande importância. Por isso, Alonso Magney procura a melhor programação para influenciar na formação das pessoas e da opinião pública. Como único produtor de informação de sua comunidade, ele sabe da responsabilidade que tem, à frente de sua mídia comunitária.

Senhor das técnicas do bom jornalismo, Magney incorporou ações jornalísticas tendentes a servir aos interesses concretos dos cidadãos, uma espécie de “jornalismo social”, voltado à discussão e solução dos problemas de sua comunidade.

Fábio Mozart

NOTA DE JERRY

Companheiros,

Quero agradecer a todos que mostraram sua solidariedade ao ligarem pessoalmente e que mandaram e-mails.

Diante de tanta arbitráriedades cometidas e a forma truculênta da ação canibalesca dos agentes da repressão do estado brasileiro, só nos resta a resistência. Informo a todos, que a Rádio Manancial voltará a funcionar em breve. Estamos já com um transmissor novinho em folha, desta vez de 300 Watts, onde nossa voz se fará ouvir dentro do estômago do monopólio e dos agentes de repressão do estado Brasileiro.

Nossa Conferência Paulista, construída junto com os mais diversos segmentos dos movimentos populares não se mostra só na disputa das propostas da conferência. Mostra-se disposta a ir para as ruas. A solidariedade demosntrada pelos companheiros nos faz acreditar que a luta das rádios comunitárias no Brasil é uma Luta de todos.

Esta guerra apenas começou. A Confecom será histórica no sentido de apontarmos a contradição de classe, e o apoio recebido nos encoraja ainda mais para ir as ruas. Não dá pra tolerar mais barbáries, por isso, QUEREMOS A PUNIÇÃO IMEDIATA DESTE DELEGADO CARRASCO E DE TODA A SUA EQUIPE, ALÉM DA DEVOLUÇÃO DOS EQUIPAMENTOS CONFISCADOS E DO DINHEIRO DA FIANÇA.

NÃO TOLERAREMOS MAIS AÇÃO COMO ESTA. DE CADA RÁDIO COMUNITÁRIA FECHADA, UMA AÇÃO DIRETA NAS RUAS.

LIBERDADE PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS.

OUSAR, RESISTIR, TRANSMITIR SEMPRE.

Um abraço, sempre fraterno e sincero,

Jerry

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Delegado liberta Jerry Oliveira

Oi pessoal..

Bem, graças a articulação e solidariedade dos movimentos sociais especialmente a Bia (Intervozes), Jerry está do lado de fora da cadeia.

Pois é.
Depois de alguns telefonemas o delegado foi orientado a deixar Jerry solto, pois sua prisão é totalmente ilegal.

A senhora responsável pela rádio ainda está detida e o advogado está negociando da melhor forma possível.

Abraços à todos

Ckristiani Albquerque Costa
ABRAÇO-SUDESTE

Comissão de Direitos Humanos critica repressão às rádios comunitárias e acompanha caso de Hortolândia



Deputado Luiz Couto questiona legalidade das prisões de comunicadores comunitários

Brasília(DF) – Na manhã desta quinta-feira (26), durante operação da Polícia Civil de Hortolândia(SP) , cidade próxima a Campinas, o coordenador-regional da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Jerry Oliveira, recebeu voz de prisão de um delegado que não quis se identificar.

Segundo Oliveira, os policiais informaram que chegaram à rádio comunitária Manancial graças a uma chamada do Disque Denúncia local. A operação foi realizada sem mandado judicial. Além do coordenador da Abraço, também foi detida a senhora Djanira Vilella.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados enviou ofício requerendo informações sobre o caso ao delegado titular da Delegacia de Hortolândia, Luis Antonio Loureiro Nista. No ofício a Comissão também critica a repressão às rádios comunitárias.

“Ademais, manifestamos a V. Sa. n ossa preocupação acerca do sistemático e intenso processo de repressão e perseguição às rádios comunitárias e seus militantes por parte de agentes do Estado, notoriamente das forças policiais e da Agência Nacional de Telecomunicaçõ es (ANATEL), fato que já motivou denúncias contra o Estado brasileiro junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), e esperamos que esta operação não se configure como parte desse processo”, diz o comunicado, que também foi remetido ao Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, e ao Procurador Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, do Ministério Público Federal, Jefferson Aparecido Dias.

O presidente da CDHM, deputado Luiz Couto (PT-PB), questiona a legalidade da operação. “Quem possui competência para atuar nesse tipo de caso, que envolve radiodifusão, é a Polícia Federal. Não en tendo o que justifica a ação da Polícia Civil numa operação que já seria arbitrária de qualquer forma, pois o fechamento de uma rádio comunitária constitui uma violação ao direito humano à comunicação da comunidade”, declarou o parlamentar.


Já o deputado Pedro Wilson (PT-GO), vice-presidente da CDHM, considera grave que essa repressão ocorra às vésperas da 1ª Conferência Nacional de Comunicação. “Dentro de poucos dias, milhares de militantes, profissionais, gestores do poder público e de empresas estarão em Brasília debatendo as políticas de comunicação, na ótica da liberdade de expressão, do direito à comunicação e de outros direitos da cidadania. Seria importante que os órgãos de repressão às emissoras comunitárias decretassem uma moratória nesse momento, até em respeito a esse processo inédito e histórico e tão importante que representa a conferência nacional de comunicação”, propõe Pedro Wilson.

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada entre 14 e 17 de dezembro, em Brasília(DF). Mais informações:
www.confecom. com.br

Polícia prende coordenador da ABRAÇO em Campinas


Aqui é Ckristiani, esposa do Jerry de Oliveira, Coordenador da ABRAÇO/SP.
Semana passada tivemos aqui em Campinas 3 rádios fechadas em apenas uma semana.
Isso não tem parado desde a Conferência de Comunicação de Campinas.
Estamos enfrentando a maior barra por aqui.
Como se não bastasse, a ANATEL acompanhada da polícia visitou hoje cedo uma das rádios associadas à nossa entidade e acabaram levando preso também nosso coordenador sudeste, JERRY DE OLIVEIRA.
Tudo isso por ter se apresentado como Coordenador do movimento de Rádios comunitárias.
Haja força e coragem!
A quem puder contribuir de qualquer forma que seja aqui está o telefone dele.
019-9731-7632

Abraços à todos


Ckristiani Albuquerque Costa
ABRAÇO-REGIONAL SUDESTE

Colegas,

Acho que precisamos repudiar oficialmente, enquanto Abraço, a prisão do companheiro Jerry e articularmos uma audiência com o Ministro da Justiça para denunciarmos esses abusos.

Fica nossa solidariedade cearense ao Jerry e nosso repúdio à criminalização do movimento de rádios comunitárias.

Lamentável!

Ismar Capistrano

Gabeira contra a Conferência Nacional de Comunicação


Eu sei que não deveria, mas estou boquiaberto com o que acabei de ver na televisão, na Globo News, no programa Espaço Aberto .

Fernando Gabeira e Miro teixeira num programa para falar sobre a Conferência Nacional de Comunicação. De um lado Miro Teixeira defendendo a Liberdade de Imprensa, só batia nesta tecla e do outro lado Fernando Gabeira dizendo coisas inimagináveis, do tipo: "o Governo não deve se meter neste assunto porque a tecnologia por sí só resolverá o problema da comunicação", além disto "sugeriu" ao Governo Federal que tomasse um caminho diferente dos outros países da América Latina. Ficaram inúmeras vezes repetindo que o governo estava fazendo um jogo populista e que a conferência era uma coisa do PT, Conferência que o tempo todo chamavam de Congresso.

Gabeira hora se esquivava, e hora desqualificava a Conferência, dizendo que com a internet não há mais necessidade de se mexer nesta questão da comunicação porque os blogs já davam conta do recado, que o Brasil deveria dar o exemplo para outros países do continente e sair disto.

Falaram o tempo todo em liberdade de expressão, em vários artigos da constituição, mas não falaram em rádios comunitárias.

Falaram que o Governo Federal gasta um bilhão de reais em publicidade, mas não falaram que este dinheiro vai justamente para esses grandes monopólios e oligopólios.

Amigos, foi uma vergonha !

O outrora libertário Fernando Gabeira é hoje um pelêgo sem escrúpulos. Fernando Gabeira causa mais estragos do que os inimigos. E Miro teixeira foi um omisso !

abs

Claudio Salles.

SENADO MEXE NA LEI DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

As autorizações para exploração de serviço de radiodifusão comunitária poderão ficar restritas a entidades com pelo menos dois anos de atuação. Projeto nesse sentido (PLS 260/09) acaba de ser aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A matéria, já acolhida em reunião anterior da comissão, voltou à pauta para reexame de emenda apresentada ao texto, que foi rejeitada.

Sob a presidência do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os senadores da CCT prosseguem a análise da pauta, que inclui 40 pedidos de autorização de funcionamento de emissoras de rádio e televisão.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CONFECOM PARAÍBA – Depoimento de membro da Rádio Comunitária Diversidade


Participei da Conferência Estadual de Comunicação na Paraíba, e acredito ter sido uma grande conquista popular a sua realização, mas as cenas que vi no encerramento mostraram que grupos se atacaram por conta de diferenças que não deveriam prevalecer naquela ocasião. Foi deprimente.

Como militante do movimento de rádios comunitárias, me senti extremamente abalado, pois percebi que a Paraíba não avança em relação à democratização da comunicação por causa dessas intrigas entre grupos do movimento social, tendo como pano de fundo, muitas vezes, diferenças político-partidárias. Não percebem quem são nossos verdadeiros adversários nessa briga, e continuamos lutando entre nós mesmos, fazendo o jogo do sistema.

Fiquei decepcionado com a fala de alguns companheiros que defendiam que o segmento A ou B carrega a luta da comunicação nas costas. Faço parte da Rádio Comunitária Diversidade e por conta disso respondo com alguns amigos diversos processos federais por praticar o DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Quando decidimos fazer isso, abrimos mão do nosso direito de prestar concurso público e dificultamos nossa possibilidade de um trabalho formal. Apesar de todo repressão que sofremos, sabemos que não sozinhos na luta pela DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO e isso nos fortalece para continuar e temos o prazer de dividir o peso dessa luta com todo movimento e os diversos segmentos da sociedade civil.

Espero sinceramente que os movimentos sociais paraibanos deixem de lado as diferenças mostradas no final da Conferencia Estadual e partam unidos com muita garra para defender com unhas e dentes as propostas do povo paraibano na Conferência Nacional de Comunicação.

Ricardson Dias – Rádio Comunitária Diversidade – João Pessoa-PB
rd_rdias@hotmail.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rádio Comunitária Nativa recebe prêmio nacional


O Ministério do Meio Ambiente divulgou hoje (24) os nomes dos vencedores do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente de 2009. O prêmio é um reconhecimento às iniciativas consideradas exemplares na superação e substituição de modelos predatórios e danosos ao meio ambiente por outros racionais e sustentáveis, que minimizem impactos sobre a Amazônia Legal.

A Rádio Nativa FM, Associação Rádio Comunitária de Altamira, no Pará, recebeu menção honrosa no Prêmio Chico Mendes do MMA, mas não consegue receber outorga do Ministério das Comunicações e sua presidenta está cumprindo pena por colocar rádio comunitária no ar sem outorga. Um governo desconectado.

Joaquim Carlos - Brasília

Comissão de Comunicação está paralisada por culpa do senado.


Deputada Luiza Erundina

A deputada Luiza Erundina, ativa militante da democratização da comunicação, na Alesp, dia 21 de novembro, disse que os processos de renovação de concessões públicas das emissoras estavam parados de uma hora para outra começaram a ser renovados, este movimento dá a entender que esta pressa toda pode ser uma tentativa de regularizar a situação antes de possíveis alterações provocadas pela Confecom. Muitas destas emissoras estão a mais de 30 anos operando sem nenhum questionamento e nenhuma contrapartida.

Ressaltou a deputada Erundina que não só a fiscalização da concessão pública das emissoras de rádio difusão têm sido impedida como também o único Conselho de Comunicação Social do país, criado pela Constituição Federal e instalado somente após 10 anos, com muita pressão, hoje está desativado há 3 anos em razão do presidente do senado não se dispor a convocar uma sessão do Congresso para eleger um novo Conselho de Comunicação Social cujos conselheiros estão com seus mandatos vencidos. Este Conselho é o único representante da sociedade civil e não está funcionando por omissão do Senado Federal.

Victor Zacharias

Assista o vídeo no blog: http://cartaolaranja.blogspot.com

Justiça condena radialista comunitária

Como sempre, os processos de solicitação para legalização das rádios comunitárias andam a passos de tartarugas, porém a sentença para as pessoas que fazem comunicação comunitária sai rapidamente. A Ex Coordenadora da Rádio Comunitária Popular Fm de Brasil Novo, Rosemayre Rosa Acácio, grávida de sete meses foi condenada a prestar serviço à APAE em Altamira uma vez por semana durante um ano. Não é um absurdo prestar serviço a APAE, uma entidade que presta um importante serviço à comunidade Altamirence, o absurdo é, procurar qual crime ela cometeu. Há cinco anos presta serviço de comunicação comunitária à comunidade de Brasil Novo, será esse o crime?

Coordenadora da popular Fm, Rosimayre, nunca mediu esforço para cumprir seu papel na condução do único meio de comunicação no município, que chega às comunidades mais distantes. A emissora conta com a total audiência e beneficiam diretamente toda a população em tempo real, tanto na zona rural quanto urbana, fica no ar 19 horas por dia e presta um importante serviço de informação, entretenimento, utilidades públicas e contribui significativamente para o desenvolvimento do município. Os trabalhos são possíveis porque conta com serviços voluntários, participação do povo, apoio das entidades sócias e do comércio em geral.


O processo foi acompanhado pelo Advogado Emanuel Chaves e sua equipe. O prazo pra recorrer é somente se esgota HOJE, segunda 16. As perguntas que estamos fazendo são: Porque chegou a esse ponto? Em que grau de prioridade foi dado ao caso? Faltou argumentação ou atenção? De quem é esse problema? Não podemos aceitar que os crimes e desvio de dinheiro público que acontecem em nossa região ficam impunes enquanto as emissoras e os responsáveis por elas são condenados por prestar serviço de comunicação comunitária.

A Popular Fm de Brasil Novo, Pará, foi fundada em 04 de junho de 1988, fecha por quatro vezes, nove pessoas notificadas, apreensão de todos seus equipamentos, outorgada somente este ano, onze anos depois.

A verdade é que, independente das rádios estarem ou não outorgadas, elas continuam sendo perseguidas. Sabemos que algumas rádios pagam o preço por atuar sem a bendita autorização como forma de pressão para que o Ministério das Comunicações agilize os processos! Porém, se agilizam sim, os processos contra as rádios e contra as pessoas que são notificadas e tratadas como bandidas, sem falar na apreensão de equipamentos de rádios comprados através de coletas feita pelas pessoas e pelas entidades sócias das emissoras.

Esperamos que esse seja um bom momento para tratar do assunto, pois teremos a oportunidade de propor mudanças significativas em favor do movimento de rádios comunitárias na primeira Conferência Nacional de Comunicação.

domingo, 22 de novembro de 2009

Aprendiz de ditador ou mestre da mutreta?



Rádio Zumbi dos Palmares, uma comunitária autêntica

Fábio Mozart

Às sete e meia da “madrugada” de uma segunda feira, amigo meu telefona para pedir orientação sobre como proceder para participar de uma rádio comunitária instalada em sua cidadezinha. Conforme ele, a direção da tal emissora transformou-a em um reduto do seu grupo político e, o que é pior, impedindo que os cidadãos participem efetivamente da rádio. O exercício do direito de comunicação no âmbito das emissoras comunitárias deve assegurar que as comunidades não sejam somente receptoras, mas sobretudo que desempenhem a função de emissores, sendo agentes protagonistas de fato e direito nestes veículos instituídos com a finalidade de servirem aos interesses do município ou do bairro. Esse é o espírito da lei que criou o serviço, mas o reconhecimento desse direito é um problema nas pequenas comunidades do interior, onde um grupo se apodera da rádio comunitária e passa a operar com as mesmas características e finalidades das rádios comerciais, onde o único objetivo é a audiência e consequentemente o lucro, pois quanto maior a audiência mais credibilidade terá para o anunciante que mais investirá na emissora.

Esse questionamento vem dando pano para as mangas em conflitos que já estão sendo levados ao Ministério Público Federal. Acho que é uma falha de caráter do brasileiro, resquício de nossa colonização, esse ranço autoritário. Fatia mínima de poder na mão de um zé ruela qualquer já é suficiente para mostrar seu lado de déspota. Eu aconselhei ao camarada buscar seu direito na Justiça. O grande problema é a falta de informação das pessoas sobre os princípios e finalidades das rádios comunitárias, contribuindo para que oportunistas se apropriem destes espaços e deles façam uso em beneficio próprio, adotando práticas mais comuns às rádios comerciais, deixando em segundo plano o papel social que deveriam desempenhar. São emissoras comunitárias de fachada, que na grande maioria dos casos são propriedades de pequenos empresários ou grupos políticos e agremiações religiosas.

Nesse capítulo da astúcia e cinismo de alguns “donos” de rádios comunitárias, um se destaca pelo inusitado do seu regulamento. O camarada quer se perpetuar como presidente da rádio e botou lá no estatuto um artigo que diz que os casos omissos serão resolvidos exclusivamente pelo presidente, e uma dessas omissões é exatamente a eleição. O ditador confesso e assumido reina em uma cidadezinha da Paraíba. Ah!... se os homens de bem tivessem a imaginação dos canalhas!

www.fabiomozart.blogspot.com

sábado, 21 de novembro de 2009

Moção de apoio às rádios comunitárias


Além das discussões que estavam na pauta de discussão do 5º Fórum da BR 163 Sustentável, a questão da comunicação comunitária enquanto instrumento de democratização foi discutida e este Fórum se posicionou favoravelmente às Rádios Comunitárias, o que motivou a produção de um documento discutindo a problemática e afirmando a necessidade urgente de mudanças na legislação que rege este instrumento de comunicação de fundamental importância para a BR 163 e a Amazônia como um todo, leia abaixo e entenda melhor esta questão:

O Fórum da BR 163, reunido em Itaituba (PA), em 12/11/2009, aprovou a moção em solidariedade às Rádios Comunitárias, diante dos seguintes fatos:

1 – as longas distâncias entre as sedes dos municípios e as comunidades torna a rádio o principal veículo de comunicação e de utilidade pública entretenimento, difusão de culturas na região;

2 - o fechamento das emissoras comunitárias apreensão de equipamentos de transmissão e a perseguição aos dirigentes com processos judiciários em andamentos responsáveis por essas entidades na região têm crescido de forma vertiginosa;

3 - há na região algumas Rádios legalizadas, nas cidades pólos, porem no interior onde não tem sinal de Rádio não há mais nenhuma rádio comunitária em funcionamento;

4 – a legislação sobre rádio comunitária não leva em conta a realidade regional, com vastas áreas desabitadas e comunidades dispersas. Pedimos que a habilitação assegure o alcance de um raio de 100 Km;

5 – a realização da I Conferência Nacional de Comunicação vem em boa hora, pois há a necessidade da democratização dos veículos de comunicação;

6 – é preciso uma mudança na legislação de rádios comunitárias, possibilitando a criação de uma verdadeira comunicação comunitária, no lugar de dificultar como ocorre atualmente;

7 – é preciso uma moratória com relação às multas aplicadas até o momento às entidades comunitárias de comunicação, permitindo que instalem suas rádios sem sofrer a perseguição policial, processos jurídicos e a apreensão dos equipamentos pela Anatel/Dentel;

Por fim, o Fórum do Plano da BR 163 – Sustentável acredita que às rádios comunitárias precisam ser apoiadas e incentivadas, pois são o principal, senão o único veículo de comunicação que atende os verdadeiros interesses comunitários do povo da região amazônica, especialmente as comunidades da BR 163 e Transamazônica

Itaituba, 12 de novembro de 2009
Postado por O Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163 - Pará às 18:09
Marcadores: atividades realizadas, Plano BR 163 Sustentável, rádio comunitária

fonte: http://forumbr163.blogspot.com/2009/11/mocao-em-solidariedade-as-ra...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Conferência do Rio Grande do Norte defende liberdade para as rádios comunitárias


A adoção de regras que facilitem o funcionamento das emissoras comunitárias foi o tema dominante na abertura da Conferência Estadual de Comunicação, terça-feira, em Natal. O encontro já conta com mais de 150 inscritos e a participação de entidades da sociedade civil é significativa, principalmente de movimentos pelos direitos das mulheres e de defesa de minorias. O presidente da Mesa Diretora da Conferência, Marcos Dionísio, saudou a expressiva participação social: “Quanto mais gente melhor para a pluralidade do debate”. Ele também lembrou a importância da internet: “Nossa expectativa é que possamos formatar um modelo de política de comunicação pro país. E que também possa oferecer o acesso digital ao conjunto da população, democratizando o acesso à internet e transformando essa ferramenta em um importante exercício de cidadania”. O encontro encerra-se nesta quarta-feira, com a eleição de 23 delegados: 10 da sociedade civil, 10 representando o segmento empresarial e 3 o poder público.

Com a Assessoria de Comunicação da CONFECOM

Etapa de Rondônia propõe a proibição de publicidade dirigida a crianças


A CONECOM Rondônia defendeu a proibição de propaganda voltada para crianças. Também foi proposta a reativação da emissora estadual. O presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia, Cleiton dos Santos (foto), afirmou: “A importância de uma conferência como essa é a possibilidade da sociedade propor alternativas para a área da comunicação no Brasil. Seja na produção, distribuição ou até no estabelecimento de regras sobre o que é consumido”. O encontro terminou no dia 13, em Porto Velho, com a eleição de 23 delegados: 10 da sociedade civil, 10 do segmento empresarial e 3 do poder público. A Conferência estadual de Rondônia foi convocada pela Comissão Organizadora Nacional, já que nem o Governo do Estado, nem a Assembléia Legislativa chamaram o encontro.

* Com Assessoria de Imprensa da CONFECOM

Conferência de Santa Catarina defende um novo marco regulatório para a comunicação


A elaboração de um novo marco legal para a comunicação e a criação de uma defensoria pública para as mídias comunitárias e digitais foram as principais propostas apresentadas na etapa catarinense da Conferência Nacional de Comunicação. Cássio Giovani Turra, representante da ABRAÇO na Comissão Organizadora Estadual afirmou: “Podemos ter avanços efetivos em relação às rádios comunitárias e em algumas questões pontuais como a necessidade de observação de parâmetros mínimos de produção de conteúdo dentro dos meios de distribuição”, afirmou.

A abertura da Conferência, na Assembléia Legislativa, contou com uma homenagem ao jornalista e professor Daniel Hertz, autor do livro “A história Secreta da Rede Globo”, e um defensor da democratização da comunicação no Brasil. Daniel faleceu em 2006. A representante da CUT na Comissão Organizadora Nacional, Rosane Bertotti, destacou a importância da Conferência Nacional de Comunicação CONFECOM:. “Este é um momento que temos desde pensadores e acadêmicos até operários debatendo comunicação. Nessa oportunidade você tem o patrão e o empregado, o setor público e o contribuinte elaborando propostas de políticas públicas. É assim que se faz democracia”, afirmou. A conferência realizada entre os dias 14 e 15, contou com 251 inscritos e elegeu 45 delegados: 20 da sociedade civil, 20 do segmento empresarial e cinco do poder público. Mais de 450 propostas foram encaminhadas para a I CONFECOM, que acontecerá em Brasília, entre os dias 14 e 17 de dezembro.

Conferência de Minas Gerais prioriza a defesa da radiodifusão comunitária


O fortalecimento das rádios comunitárias e o acesso gratuito a banda larga foram os temas que dominaram os debates. A criação de um fundo nacional de apoio a radiodifusão comunitária, a destinação de 30% das verbas públicas de publicidade para as emissoras comunitárias e mídias alternativas, a criação de conselhos de comunicação nas três esferas de governo e a universalização do acesso a banda larga foram temas em destaque na conferência mineira. Foram apresentadas 674 propostas e eleitos 144 delegados: 64 representando a sociedade civil, 6.4 o segmento empresarial e 16 o setor público.

A destinação de 30% da publicidade governamental para as rádios e tevês comunitárias, jornais de bairro com baixa tiragem, internet e mídias comunitárias estão entre os temas que serão encaminhados para a Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM. Bem como a criação de um Fundo Nacional de Comunicação Comunitária, financiado com impostos a serem cobrados das empresas comerciais de comunicação. O subsídio estatal para a digitalização das emissoras comunitárias foi outro tema presente nas resoluções do encontro. Assim como a transmissão em sinal aberto pelas tevês comunitárias, a desburocratização das concessões na área da radiodifusão comunitária e o fim da proibição de veiculação de publicidade em emissoras comunitárias.

A universalização do acesso gratuito a banda larga, como política pública, utilizando os recursos de Fundo de Universalização das Telecomunicações – FUST foi um dos temas priorizados pela Conferência. A criação de conselhos de comunicação nas esferas federal, estadual e municipal, com caráter deliberativo e participação popular também está entre as propostas que serão enviadas para CONFECOM. A Conferência aprovou 16 moções, entre elas a defesa da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão e o repúdio a criminalização dos movimentos sociais por parte da mídia.

Conferência de comunicação de Pernambuco tem significativa participação social


A diversidade de atores sociais foi a tônica da Conferência Estadual de Comunicação de Pernambuco. “Elegemos nossos 30 delegados da sociedade civil contemplando todos os segmentos que se apresentaram para a discussão, inclusive garantindo a representatividade regional”, afirmou Ivan Morais Filho do segmento da sociedade civil. Entre as propostas encaminhadas a regionalização da produção de conteúdo alcançou amplo apoio em todos os segmentos. A Conferência encerrou-se no domingo, após três dias de debates. Foram encaminhadas cerca de 500 propostas para a Conferência nacional, e eleitos 68 delegados: 30 da sociedade civil, 30 do setor empresarial e oito do poder público.

A sociedade civil garantiu, na delegação, a representação das três regiões do Estado: litoral, agreste e sertão. Na área metropolitana a representação da sociedade civil abarcou integrantes de rádios comunitárias, de sindicatos, do movimento pela democratização da comunicação, de defesa dos direitos humanos, de entidades de mulheres e de negros e da juventude. Mereceu destaque a proposta de produção local do material didático. Assim será possível reduzir os custos, gerar benefícios para a economia local e agilizar a distribuição.

Conferência da Bahia defende a produção regional


A Conferência Estadual de Comunicação da Bahia, realizada entre os dias 14 e 15 de novembro, em Salvador, priorizou a defesa da produção regional. A questão das concessões das rádios comunitárias e a democratização dos meios de comunicação, também tiveram destaque. O governador Jacques Wagner assinou decreto criando grupo de trabalho para definir, em 180 dias, a regulamentação do Conselho estadual de Comunicação. O encontro contou com a participação de 696 delegados e encaminhou mais de 200 propostas para a Conferência Nacional de Comunicação.

A proposta de regulamentação do artigo 221 da Constituição Federal, que estabelece cotas para a produção de conteúdos regionais mereceu grande destaque. Assim como a regulamentação da radiodifusão comunitária e a implantação de uma rede pública de comunicação. Outro aspecto positivo foi a diversidade étnica, territorial, de gênero e de segmentos sociais presentes no evento. Foram eleitos 180 delegados para representarem o Estado na I Conferência Nacional de Comunicação, sendo 48 da sociedade civil, 48 dos empresários e 12 do poder público.

CONFECOM do Tocantins conta com participação indígena


A etapa estadual da Conferência Nacional de Comunicação do Tocantins contou com a participação de 30 índios da etnia xerente, que viajaram de Tocantínia, a 76 quilômetros de Palmas, para acompanhar a Conferência Estadual de Comunicação – CONECOM. “Estou gostando muito e aprendendo bastante”, comentou Ilzelene Xerente, de 20 anos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rádio comunitária é selecionada para receber Ponto de Cultura


O PROJETO NOVO TEMPO CULTURAL, da Associação Comunitária de Louveira, foi um dos 300 selecionados nesta segunda-feira, dia 16 de novembro, em cerimônia realizada na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo com a participação de representantes do Ministério da Cultura (MinC).

Esse projeto é um convênio entre o Governo Federal e o Estadual e visa apoiar entidades e incentivar iniciativas da sociedade civil por meio do fomento, difusão, produção e formação cultural.

Foram inscritos neste edital 1.188 projetos de todo o Estado de São Paulo. Cada projeto receberá um total de R$ 180 mil ao longo de três anos. O valor total de recursos é de R$ 54 milhões, sendo R$ 36 milhões do Ministério da Cultura e R$ 18 milhões da Secretaria de Estado.

O PROJETO NOVO TEMPO CULTURAL foi idealizado pelo jornalista Eduardo Sona e tem por objetivo ser um centro de cultura voltado para a formação dos jovens através da comunicação e da inclusão digital, resgate das tradições e levantamento da história da cidade de Louveira.

O projeto após implantado, será um centro de apoio às oficinas e workshops sobre os mais variados assuntos, principalmente, os relativos à história da cidade.

Neste local serão ministradas palestras, oficinas, workshops e cursos diversos sobre os mais variados assuntos como arte digital, inclusão digital, cidadania, história, filosofia, etc. Todas as oficinas resultarão em trabalhos a serem apresentados através da Internet em site especialmente desenvolvido pelo projeto.

Aproveitando o espaço disponível, pretende-se também montar – com a ajuda dos grupos de jovens – um museu virtual da cidade. Toda a pesquisa e digitalização do acervo serão realizadas pelos próprios alunos.

À partir da implantação e pelo fato de funcionar junto à Rádio Comunitária, todas as ações do Centro Cultural será devidamente coberta pela emissora, que manterá em sua grade de programação um horário específico para isso. Essa programação, agregada a outros trabalhos realizados pelos alunos, também será veiculada pela Internet através do site da emissora.

Entre as oficinas e cursos oferecidos, os jovens encontrarão diversos deles da área de comunicação como locução, produção e história da música. Nesse caso, além dos trabalhos específicos a serem realizados nos cursos, os alunos poderão também colocar seus projetos em prática através da emissora de FM.

A união da teoria e da prática oferecerá aos jovens novas possibilidades profissionais e educacionais. Além da transmissão via FM, a Internet será outro meio a ser amplamente utilizado no projeto.
Os alunos serão apresentados às novas ferramentas como as redes sociais e vídeos digitais. Após receberem os conceitos, seus projetos digitais serão veiculados e divulgados pela Internet. Com isso, rompe-se a barreira local, tornando esses trabalhos, interessante para outros grupos e cidades.

Unindo arte com o meio digital, os jovens terão em mãos novas ferramentas de comunicação que farão toda a diferença em seus futuros profissionais. É a arte e cultura promovendo, assim, a inclusão social entre os menos favorecidos.

Os Pontos de Cultura contemplam iniciativas que envolvem a comunidade em atividades ligadas à arte, educação, cidadania e economia solidária. Os grupos selecionados passam a receber recursos dos governos para potencializar seus trabalhos. Atualmente, existem 1.500 Pontos de Cultura espalhados pelo país, sendo que o Estado de São Paulo será o estado a ter a maior rede do País.

Sobre Eduardo Sona

Jornalista, radialista e palestrante, formado pela Faculdade Cásper Líbero e com passagens pelo Jornal da Tarde, Rádio Eldorado FM e Rádio Transamérica FM. Desde março deste ano é o responsável pela programação e jornalismo, da Rádio Comunitária Novo Tempo, da cidade de Louveira e conta com a ajuda da jornalista Juliana Horta - a Jujah para toda empreitada cultural.

Anatel autoriza duas rádios comunitárias na Paraíba

Ato do Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel autoriza o uso de radiofreqüência para as localidades de Cajazeirinhas e Araçagi, na Paraíba. A entidade de Cajazeirinhas é a Associação Comunitária Rural de Barrento, e em ARAÇAGI quem vai gerir a rádio comunitária é a Associação dos Pequenos Produtores dos Sítios Picapau, Guaribas e Agostinho.

O Diário Oficial da União de 19/11/2009 publicou os atos.

Mídia privada: eles não querem dividir o bolo


Vem aí a Conferência Nacional de Comunicação, entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Brasília. É a primeira vez que se discute nesse nível a comunicação social brasileira.

Um tema é de nosso interesse, nós da mídia comunitária, que é o debate sobre os três sistemas de comunicação. Pela Constituição, deveríamos ter três sistemas de comunicação: o privado, o estatal e o público (não estatal). O privado pertence aos empresários da comunicação, que visam lucro. O estatal é ligado aos governos, e o público, não-estatal, é justamente o serviço de radiodifusão comunitária, regulamentado pela Lei 9.612/98, formado por entidades sem fins lucrativos, com gestão pública e democrática.

O grande nó é que os grandes empresários da comunicação dependem de verbas do Governo, seja municipal, estadual ou federal, e um novo marco regulatório iria certamente propor mudanças para que as rádios comunitárias e demais mídias públicas não-estatais possam participar do bolo dos recursos públicos. Por isso os empresários e o Ministro das Comunicações, que também é empresário de radiodifusão, querem esvaziar a Conferência.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A resistência continua – Sinttonia FM é exemplo de comunitária em Bagé (RS)


Dez anos de espera pelo MC, e hoje, seis anos no ar!!
Rádio Comunitária Sinttonia FM, a nossa rádio. Bagé, Rio Grande do Sul.
Estamos compartilhando com os companheiros a árdua luta de manter uma rádio comunitária no ar. Com ou sem habilitação, queremos sempre fazer o contraponto a esta mídia monopolista e manipuladora.

Cada vez mais enraizada na comunidade, cada vez mais comunitária, essa é a nossa proposta.

Ontem, num sabado ensolarado do dia 15 de novembro de 2003, as 17:00h, colocavamos no ar a Sinttonia FM. Depois tivemos a fiscalização da Anatel, fechando a rádio e roubando os equipamentos.

Hoje, o Ministério Público reconhece o nosso trabalho, e mesmo sem outorga proibe a ação ilegal da Anatel.

Hoje, completamos seis anos no ar, convictos de que temos muito a fazer para deixarmos a comunicação uma ferramenta popular.

Hoje em Bagé e no mundo todo que escuta nossa rádio comunitária, estamos felizes.

Compartilhamos com este grupo que contribui sempre pela democratização dos meios de comunicação.

DANÚBIO PEREIRA BARCELOS

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

VENDEMOS GRAVADOR DIGITAL


Temos um gravador digital "Powerpack" novo na caixa, para vender. Custou R$ 150,00 mas passamos por R$ 80,00, pois recebemos outro de presente.

Interessados escrevam para RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI FM

radiozumbifm@gmail.com

(O preço inclui frete)

domingo, 15 de novembro de 2009

Fim do sonho em Pelotas (RS)


Depois de muita luta, duas prisões em flagrante, sendo na ultima conduzido à cadeia, essa semana agentes da Anatel, aproveitando-se da ignorância do dono do barraco que alugamos para manter a Rádio Comunitária Líder FM de Pelotas, invadiram a rádio e levaram o nosso transmissor. Não recebemos nenhum apoio de companheiros de luta do PT e de sindicatos que só olham para a rádio com fm muito bem localizada em um bom prédio do centro de Pelotas.

Comunicamos com tristeza o fim da Rádio Comunitária Líder FM. Não temos como comprar um transmissor. Com esse já são três presos na famigerada PF. Por ora desistimos da luta para não ter que se aliar à direita e conseguir outorga. VIVA FERNANDÃO MARRONI E SEUS CUPINCHAS, lobos em pele de cordeiro.
Elton Garcia(ex sonhador).

Rádio Diálogos no Cena Brasil (PE)


A Rádio Diálogos vai antecipar as atividades do Cena Brasil, realizado entre os dias 20, 21 e 22 de novembro no Recife. A partir dessa sexta-feira, a rádio comunitária começa a gravar programas no Nascedouro de Peixinhos. No comando da mesa de som, locução e entrevistas, aproximadamente 35 alunos do programa Multicultural da prefeitura do Recife. Esses jovens participam de oficinas de comunicação nos bairros de Areias e Mustardinha, que encontram no Cena a oportunidade de exercer a prática das teorias recebidas em salas de aula.

Os programas vão ser transmitidos ao vivo por meio de 10 rádios comunitárias parceiras, até o último dia do Cena, para toda a Região Metropolitana do Recife, além da difusão por meio do sistema No PE do Ouvido de Rádios Comunitárias

fonte: http://cenabrasil.blogspot.com/2009/11/cena-brasil-nas-ondas-da-rad...

Mais um livro sobre rádios comunitárias

Chega às livrarias a nova coleção da Global Editora em parceria com a Ação Educativa – a Conexão Juventudes. O principal objetivo do projeto é conectar os jovens aos principais problemas da sociedade contemporânea, a partir de discussões que trazem à tona suas vivências pessoais cotidianas, interesses e expectativas. Os temas, que são sempre tratados de forma didática e provocativa, mostram diferentes perspectivas da questão, e principalmente, as possibilidades de ações coletivas transformadoras.

É com muita força e propriedade que as rádios comunitárias inauguram a coleção Conexão Juventudes. Escrito pelo jornalista Fred Ghedini, Nas ondas sonoras da comunidade – a luta pelas rádios comunitárias no Brasil relata a história de algumas rádios comunitárias no Brasil e no mundo, além da luta de pessoas que constroem esse tipo de comunicação.

Através de relatos, pesquisas e muito mais, o autor revela o que há por trás das vozes que escutamos de nossos aparelhos de rádio: as dificuldades, as leis, os ideais e a criação de oportunidades profissionais para muita gente, principalmente para os jovens.

Não é fácil estabelecer uma comunicação em que o ouvinte tenha participação ativa, mas certamente é possível. A democracia dentro da mídia pode acontecer, mas depende da batalha de pessoas engajadas de fato com esse compromisso, e elas existem. “Assim, a história das rádios comunitárias é inscrita na luta mais ampla pela democratização dos meios de comunicação no Brasil, terreno no qual o autor é um bravo e exímio guerreiro”, diz Vera Masagão Ribeiro, Doutora em Educação e coordenadora de programas da Ação Educativa.

Como diz Fred Ghedini em sua apresentação do livro: “Sintonize-se nas rádios comunitárias. Você vai ficar ligado”.

Sobre o autor: Fred Ghedini é jornalista, doutorando em Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação na Escola de Comunicação e Artes de São Paulo (ECA-SP). Presidiu o Sindicato dos Jornalistas por duas gestões e sempre se interessou pela democratização nos meios de comunicação.

Fonte: Site Ação Educativa
Postado por Márcio às 05:18

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rádio Zumbi edita jornal OLHOS ABERTOS


O jornal Olhos Abertos é considerado atualmente o melhor jornal de bairro da grande João Pessoa, repercutindo os temas abordados na Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e publicando as ações culturais e sociais do bairro. O jornal tem sido importante para a organização da sociedade civil, como instrumento democrático de comunicação. Um dos objetivos é capacitar as pessoas envolvidas para a produção em mídia impressa e radiodifusão, no caso da Rádio Zumbi, possibilitando que os cidadãos conheçam e se apropriem dos mecanismos e ferramentas da comunicação, passando a determiná-los, e oferecendo espaço para escritores da comunidade. Nos anos em que circulamos, as idéias e vivências do projeto de comunicação popular têm possibilitado que moradores da periferia, tradicionalmente excluídos como sujeitos do processo simbólico, possam entrar em cena para produzir sua própria imagem, dando origem a uma intensa movimentação cultural em nosso bairro.

Como temáticas mais recorrentes, temos a violência juvenil, a falta de perspectiva para a juventude, bem como de espaços para as manifestações culturais. Participamos das discussões sobre a administração do Centro Comunitário do Geisel, onde funciona a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e onde nos reunimos ordinariamente.

A questão racial é também um tema recorrente, ao lado dos problemas inerentes à criança e adolescente na região, o preconceito da grande imprensa em relação às comunidades pobres, os projetos sociais e culturais de destaque e as visões de mundo dos diversos grupos existentes na comunidade, como os evangélicos, católicos, espíritas e artistas que não têm espaço em outras mídias.

O jornal Olhos Abertos tem um Conselho Editorial que promove reuniões mensais de pauta, onde têm assento também os diversos colaboradores. Criamos uma rede de colaboradores nas comunidades vizinhas. Estamos ainda aperfeiçoando os métodos de distribuição das edições e captação das matérias, tendo em vista os minguados recursos.

O jornal vem provendo meios para garantir a circulação e aumentar a tiragem, que hoje é de 2 mil exemplares por edição. Criamos o “Clube dos Amigos do Olhos Abertos”, com a formação de um banco de dados sobre nossos leitores e colaboradores, e sorteio de brindes, além da realização de eventos sociais como bailes, feiras e outras promoções culturais.

O jornal busca ainda a interação com jornais de bairro cujo conteúdo e gestão sejam considerados democráticos e comunitários. O jornal é distribuído gratuitamente em pontos de ônibus e estações de trem. As pessoas leem, com prazer, durante o percurso da viagem. O restante vai para escolas e estabelecimentos comerciais da área abrangida pelo projeto, além de feiras livres e residências.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Papel das rádios comunitárias é destaque nas etapas estaduais da Confecom


Quatro estados já concluíram a etapa regional da 1ª Conferência Nacional de Comunicação: Acre, Piauí, Rio de Janeiro e Paraná. Para esta semana, estão previstas as conferências em mais sete estados: Rondônia (12), Pernambuco (13), Mato Grosso do Sul (13), Bahia (14), Santa Catarina (14) e Tocantins (14).

Nesses eventos, o tema de maior interesse nas discussões foi o da democratização da informação em comunidades carentes. Situações de dificuldades enfrentadas em locais com os seringais do Acre, cidades do interior piauiense e favelas cariocas serviram de exemplo. Nos três casos, o papel social das rádios comunitárias para minimizar a defasagem da informação foi realçado.

Na Conecom - Paraná, encerrada ontem após três dias de debates, foram sistematizadas 177 propostas que serão enviadas à plenária nacional da Confecom, marcada para os dias 14 a 17 de dezembro. Foram eleitos 81 delegados, 36 dos empresários, 36 dos movimentos sociais e nove do poder público, respeitando a representatividade aprovada pela Comissão Organizadora nacional.

Entre as propostas apresentadas nos debates do Paraná estão a criação de um conselho federal de jornalistas como instrumento de aplicação do código de ética da profissão; a destinação de publicidade pública para rádios comunitárias e proibição de veiculação de conteúdo homofóbico ou degradante à cultura GLBT nos meios de comunicação foram aprovadas por unanimidade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Polícia Federal fecha rádio e avisa ouvintes

Da Redação do site comunique-se.com.br

A polícia fechou uma rádio pirata em Jundiaí, São Paulo, e assumiu o controle da programação para avisar os ouvintes. O locutor fazia uma transmissão quando os policiais chegaram e usaram a própria rádio para comunicar o fechamento.
“Atenção senhores ouvintes da rádio 94,5 Líder. Essa rádio está saindo do ar por ser pirata”, disse um dos policiais. Uma hora depois, o dono da transmissora apresentou alguns documentos, mas nenhum deles autorizava o funcionamento da rádio.
Além desta operação em Jundiaí, outra rádio pirata foi fechada em Suzano, na Grande São Paulo. A polícia conseguiu prender um sonoplasta e a dona do imóvel que hospedava a rádio, com a ajuda de uma empresa especializada em identificar frequências ilegais. Em apenas uma semana, essa foi a quarta rádio pirata fechada em Suzano.

Anatel questiona funcionamento de rádio comunitária

Outra rádio irregular também está sendo questionada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Agência teve embargo aceito contra a autorização concedida pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça para que uma rádio comunitária continuasse a funcionar enquanto o pedido de autorização não for examinado. A reivindicação da Anatel foi acolhida pela Primeira Seção do STJ.
Com informações do G1.

Qual é a de Hélio Costa?

Alguém noticiou que o seu Hélio Costa proibiu a Anatel com base no artigo 63 da lei 4117, do que restou, como normatização de radiodifusão, de lacrar, fechar, acionar a PF e o Ministério Público federal com noticia criminis de qualquer espécie de radios, comerciais, educativa, comunitarias, piratas, picaretas , clandestinas etc. Se a Anatel continua como braço da repressão à comunicação denominada radiodifusão, ou a notícia é falsa ou o sr. Hélio não tem poder e nem voz junto a Anatel, ou seja, é um fantoche fantasiado de Ministro de Estado. O sêo Hélio ainda quer ser Governador de Minas.

Gleibe José

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Senado restringe abertura de rádio comunitária



Senador Flexa Ribeiro mira sua flexa nas rádios comunitárias

Proposta aprovada na Comissão de Ciência e Tecnologia proíbe a autorização para rádios de associações ou fundações instaladas há menos de dois anos
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou há pouco uma proposta que limita a abertura de novas rádios comunitárias. O projeto, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), proíbe a concessão da exploração do serviço de radiodifusão comunitária para entidades constituídas há menos de dois anos.
Como tramita em caráter terminativo, o texto será enviado diretamente para a Câmara sem passar pelo Plenário caso não seja apresentado recurso por parte de nove senadores nas próximas cinco sessões.

Veja a íntegra do PLS 260/09

Segundo Flecha Ribeiro, as rádios comunitárias “estão invadindo o setor da comunicação privada” e tirando proveito econômico em vez de beneficiarem a comunidade local com produções artísticas, culturais e educativas.
“É preciso ressaltar que, na modalidade comunitária de radiodifusão, o Estado abre mão de receita patrimonial oriunda do licenciamento de uso de um bem público – no caso, parcela do espectro de radiofrequências – para conceder a determinados grupos sociais instrumentos de apoio ao seu desenvolvimento”, afirma o senador em seu projeto.

“Por essa razão, consideramos justo exigir-se que as associações e fundações que pleiteiam autorização para exploração do serviço comunitário estejam constituídas há pelo menos dois anos. Com isso, pretende-se evitar a utilização desse espaço público de forma inadequada, por entidades a serviço de causas que não se coadunam com os fins para os quais a radiodifusão comunitária foi criada”, justifica Flecha.
O relator do projeto, Valdir Raupp (PMDB-RO), acolheu o entendimento do colega paraense. “Trata-se de mais um mecanismo para que o poder concedente avalie possíveis contribuições da requerente à comunidade a ser atendida pelo serviço. No mínimo, pode-se afirmar que serão reduzidas as tentativas ilegítimas de obtenção da autorização estatal para constituição de rádios comunitárias, fato que vem se repetindo cada vez com maior frequência pelo país”, disse Raupp em seu parecer pela aprovação da proposta.

O senador de Rondônia aceitou uma emenda apresentada por Gerson Camata (PMDB-ES), excluindo o termo “preferências sexuais” da relação dos princípios que não podem ser objeto de discriminação nas rádios comunitárias. Camata argumentou que o uso da expressão poderia facilitar a atuação de pedófilos.

Donos de TV e rádio

A radiodifusão comunitária enfrenta forte resistência no Parlamento. Levantamento feito pelo Congresso em Foco em 2007 mostrou que um em cada cinco integrantes da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara era dono rádio ou TV. A comissão tem o poder de analisar e aprovar projetos de outorga e renovação das concessões dos serviços de radiodifusão.

No Senado, a situação não é muito diferente. O atual vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Edison Lobão Filho (PMDB-MA), é dono de uma TV. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram investigação em 2008 para apurar se a emissora havia sido arrendada irregularmente por uma organização não-governamental do Rio de Janeiro.

fonte: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=450220

Projeto de lei estende a radiodifusão comunitária para as comunidades indígenas e quilombolas


A comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o projeto de Lei 2490/07, que estende às comunidades indígenas e quilombolas o direito de operar rádios comunitárias. A lei que regulamenta o setor permite a exploração desse serviço apenas às fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos. Agora o projeto segue para votação no Senado Federal.

O relator do projeto deputado federal Antônio Carlos Biffi afirmou que: “Esse PL faz um reparo histórico, social e cultural. O projeto ampara comunidades Indígenas e Quilombolas no acesso à liberdade de expressão em qualquer lugar do país, via rádio comunitária, objetivando o acesso, a integração e a ampliação da redemocratização dos meios de comunicação”. O projeto tramitava em caráter conclusivo e já havia sido aprovado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e, por ultimo, na Educação e Cultura (CEC). No Senado Federal o projeto tramitará nas mesmas comissões e se aprovado sem modificações seguirá para sanção presidencial. Caso ocorram modificações o projeto voltará para a Câmara dos Deputados.

Josué Franco Lopes
Coordenador de Comunicação da ABRAÇO Nacional
Abraço Nacional
61-81799087

Diário Oficial publica autorizações para rádios



No Diário Oficial da União do dia 5 de novembro de 2009 foram publicadas autorizações do Ministério das Comunicações, Decreto Legislativo e autorização de uso de rádio freqüência da ANATEL para 66 localidades:

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JOAQUIM CARLOS

Projeto de Hélio Costa reduz controle do governo sobre rádios e TVs

Um projeto de lei do ministro das Comunicações, Hélio Costa, apresentado enquanto ocupava o cargo de senador em 2005, permite que emissoras de TV e rádio sejam vendidas sem autorização prévia do governo, segundo informa reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (05/11). O projeto que seria votado nesta quarta-feira (04/11), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), teve a votação adiada para a próxima semana.

A proposta reduziria o poder do Estado no controle das emissoras, já que permite a venda de rádios com potência de até 50 KW e as emissoras de TV que não são cabeças de rede sem autorização prévia do Poder Executivo e do Congresso, com exceção das que possuem capital estrangeiro. A única exigência que o projeto propõe é, após a venda, o aviso da troca de controle ao Executivo, no prazo de até 45 dias.
Se o projeto for aprovado, grande parte do mercado de rádio não terá mais controle do governo, no caso de vendas. De acordo com empresários do setor de comunicação, mais de 80% das emissoras de rádio no Brasil têm potência abaixo de 50 KW.
Mesmo depois de ter passado para o Ministério das Comunicações, Hélio Costa continua na defesa do projeto. O ministro alega alguns atrasos na regulamentação da radiodifusão, que tem mais de 50 anos e que, para ele, não condiz com as atuais necessidades do setor.

Especialistas criticam a proposta pela possibilidade de reduzir o poder do governo de fiscalizar. Outro ponto que pode restringir o projeto é o limite da concentração de propriedade de rádio e TV, imposto pela legislação.
O projeto foi aprovado em 2006 pela Comissão de Educação do Senado, tendo como relator o atual ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de família proprietária de rádios e TV no Maranhão.

O senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), acionista da TV Bahia, afiliada da Globo, é o atual relator do projeto, além de ser defensor da proposta.
Entre algumas das propostas de Costa, as empresas de rádio e TV estariam livres da obrigatoriedade de enviar anualmente ao governo um comprovante de quadro societário, além da permissão para que as companhias que mudaram de controle acionário sem aprovação prévia tenham a possibilidade de regularizar sua situação, sem sofrer penalidades.

A organização não-governamental Coletivo Intervozes acredita que a medida reduz o poder do Congresso na fiscalização das rádios, anistia empresas que mudaram de controle ilegalmente e reduz a transparência. Já a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e de Televisão (Abert) entende que a proposta facilita as negociações, mas teme o aumento de irregularidades no setor.


claudiaverde@yahoo.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ABRAÇO elogia projeto de TV Comunitária


O Presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, José Luiz Sóter, elogiou o projeto de lei 483/08, do senador Renato Casagrande (PSB-ES), em debate na Comissão de Ciência e Tecnologia. No entanto, especialistas divergiram sobre a necessidade de se criar uma lei específica para a televisão comunitária. Para o Consultor Jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, o projeto é desnecessário, pois o governo já está criando o Canal da Cidadania, que atenderá à necessidade de programação local.

O que é o Canal da Cidadania? Todo município vai poder instalar e operar seu canal local de TV? Uma Prefeitura pode operar também uma rádio pública? Com o sistema digital, vai ser possível operar em vários canais, dando espaço para estações geradoras de sinais de radiodifusão pública? São perguntas que os leitores do blog enviam. Com a palavra os especialistas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Radialista de Alagoinha - PB



Geraldo Leite faz jornalismo na Rádio Comunitária Alagoinha FM, de Alagoinha (PB). Ele comanda a “Voz de Alagoinha” todos os dias, das 7 às 9 da manhã.

(Envie a foto de sua rádio para nosso blog)

radiozumbifm@gmail.com

Pedro Graciano ou Manoel Pedro



O radialista Manoel Pedro trabalhava na Rádio Comunitária Araçá, de Mari (PB). Foi afastado da rádio por problemas políticos e passou a trabalhar em uma rádio comercial de Guarabira (PB). Mudou até de nome. Agora se chama Pedro Graciano. Faz um programa chamado “Em cima da hora”. Boa sorte ao amigo Pedro na sua nova caminhada.

domingo, 1 de novembro de 2009

"Fuleiragem music" domina rádios comunitárias


Uns chamam de “forró estilizado”, outros rotulam essas bandas de “fuleiragem music”. As bandas, por sua vez, batizam-se de “forró romântico”. Não passa de um modismo cuja receita é muita baixaria e machismo. Por tabela, essa música de péssima qualidade descaracteriza nossa cultura nordestina e introjeta na juventude comportamentos danosos à sociedade. As letras da “fuleiragem music” apresentam uma temática repetitiva e de uma estupidez sem limites. Os espetáculos de rua enfocam cenas de pretensas danças que normalmente só se assiste em boate ou clube privê.

O que mais causa apreensão é a forma como a mulher é tratada nas letras dessas músicas, e a regressão a que está sendo levado o relacionamento homem/mulher. O crítico de música pernambucano José Teles disse que “o que o movimento feminista levou décadas para construir, os autores desses repertórios estão destruindo em poucos e pobres acordes”. Nas letras, a mulher não é só objeto, é um objeto descartável, sem valor e sem caráter. Pegue-se uma letra da música de uma banda dessas, chamada “Tapa na cara”. É de uma grossura inacreditável. Tem um trecho que diz: “ela apanha pra dormir e acorda pra apanhar”. O cara bate na mulher em todas as estrofes e no fim se justifica: “os vizinhos não sabem a cachorra que ela é”.
A Prefeitura de João Pessoa, em boa hora, excluiu esse tipo de banda em seus eventos musicais de rua. Caruaru acaba de decretar que no São João não se toca música de “forró bundinha”, como também é chamado esse lixo cultural. É uma questão apenas de bom senso e respeito a certos valores morais, éticos e culturais que não dá pra desprezar em nome do sucesso, do aplauso do público entorpecido por esse tipo de música. Esses critérios de escolha do que se deve pagar com o dinheiro público é que fizeram com que as prefeituras citadas deixassem de programar “forró de plástico” em seus eventos.

Eu lamento ouvir nas programações de pretensas rádios comunitárias o dia todo tocando essas porcarias. Eu acho que todo mundo tem o direito de gostar do que acha que é bom, por pior que esse “bom” seja. Ainda mais que, sem opção, o ouvinte só escuta esse tipo de música, porque o esquema de jabaculê é tão forte que as rádios comerciais só tocam o “forró de merda”. Sem opção, o ouvinte passa a apreciar o lixo que lhe impõem. Mas daí a programar essa excrescência em uma rádio comunitária, é de amargar!

Primeiro porque rádio comunitária está fora dos esquemas do jabaculê, que é a grana correndo frouxa para os bolsos de programadores e locutores das rádios comerciais para tocarem até a exaustão o que mandam as gravadoras. Depois, acham que é chique tocar aquela banda que apareceu no Faustão, mas no fundo estão dando força ao subproduto da indústria cultural e menosprezando o respeito à nossa cultura e aos direitos fundamentais das pessoas.
Passei em Sapé e sintonizei a Rádio Comunitária Sapé FM, que na verdade pertence ao meu compadre Mestre Camilo, um palhaço de pastoril que veio do rádio comercial e botou sua tendazinha com o nome de comunitária. O dia todo, a rádio do mestre Camilo só tocou “fuleragem music”, igual às rádios comerciais. O mestre Camilo não é culpado por sua rádio imitar as comerciais e só programar essas músicas lamentáveis. Ele não sabe, e talvez jamais venha a ter essa consciência, de que são os padrões e valores que determinam o comportamento social e que a indústria cultural é que diz como nos comportar. Ou seja, eles dizem o que é importante aprendermos. Sem nem notar, mestre Camilo divulga na sua rádio a ideologia da indústria cultural que é reacionária. Mestre Camilo toca o que está na moda, aquilo que as gravadoras determinaram que a gente ouvisse para que o povo comprasse o que vendem. Um certo companheiro de rádio comunitária me disse um dia: “se a gente não tocar o que as rádios comerciais tocam, não vamos ter audiência”. Eu acho, no entanto, que audiência não é fundamental para uma rádio comunitária.

Na Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em João Pessoa, onde milito, a gente só toca música paraibana de qualidade. Sabe como a gente consegue manter a audiência? Botando o povo para falar na rádio de 15 em 15 minutos, o dia todo. O povo gosta de se ouvir no rádio. A comunidade mantém a sintonia na rádio porque sabe que estão falando de sua realidade, dos seus problemas e de coisas que estão acontecendo no seu quintal. Mas a maioria das “comunitárias” acha mais fácil tocar o lixo da moda para manter audiência.

A trilha sonora dessas rádios comunitárias que apelam para o esquema fácil de tocar baixaria anuncia apenas que são falsas comunitárias. Porque rádio comunitária é uma coisa nova, cujo objetivo é ajudar a mudar a sociedade, e a comunidade só assume a rádio de fato quando percebe essas diferenças. A questão cultural é fundamental para as mudanças sociais. As pessoas brigam por tantas coisas, mas não brigam quando nossa cultura é estuprada. E é o que faz esse tipo de música: estupra nossa cultura.

Fábio Mozart

Documentário enfoca "microfone cor-de-rosa" nas rádios comunitárias


Mércia Chaves

A professora Mércia Chaves produziu e apresentou durante vários anos o programa FEMININO PLURAL, tratando de questões relacionadas, principalmente, com o gênero feminino, sendo considerado referência na radiodifusão comunitária da região. O programa discute temas como mulher e saúde preventiva, meio ambiente, direitos sociais, educação e comunicação popular, entre outros, veiculado nas rádios comunitárias Araçá, Sapé e Zumbi dos Palmares, no bairro Ernesto Geisel, em João Pessoa.

O programa vem contribuindo na sensibilização da população para a construção da rádio comunitária, partindo de uma reflexão coletiva. Como a rádio comunitária é um espaço essencialmente amador, onde as pessoas trabalham a partir da experimentação, já que não existe uma capacitação técnica, estamos sempre qualificando as mulheres envolvidas, visando jogar um maior número de vozes na interlocução social, daí surgindo novos líderes, novos comunicadores que jamais encontrariam espaços na grande mídia, para dialogar com seus pares e movimentar o subterrâneo da produção cultural e da organização social da periferia, onde a rádio é sintonizada, produzindo conteúdos de qualidade e dando respostas às necessidades da população.

A proposta é registrar essa experiência em formato de vídeo digital de 15 minutos. O documentário mostrará a realidade de nossas comunidades atingidas pelas ondas das rádios de baixa freqüência, a integração do povo aos projetos das entidades responsáveis por essas emissoras populares e, principalmente, depoimentos de mulheres sobre os conteúdos do programa que fala sobre educação, saúde preventiva, direitos sociais, cultura, defesa da criança, adolescente e terceira idade, entre outros temas urgentes.

O documentário será apresentado nas comunidades do Jardim Veneza, Timbó, Ernesto Geisel, Mandacaru, Mussumago, São Rafael, Cuiá, Grotão, Cruz das Armas, Cabedelo e Bayeux (Rádio Comunitária Casa Branca), localidades onde operam rádios comunitárias em freqüência modulada na grande João Pessoa, com ou sem outorga do Ministério das Comunicações. Em parceria com a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO – o curta-metragem será enviado a todas as rádios comunitárias em atividade na Paraíba e congêneres no Brasil.

Para produzir o filme, a equipe está buscando parceiros na iniciativa privada e instituições oficiais.

Gildayanna, Relações Públicas da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares