sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Marcha Mundial das Mulheres: Por uma comunicação com todas as vozes!


A Marcha Mundial das Mulheres junta-se a outras organizações do movimento social e vem publicamente manifestar seu descontentamento com a nomeação do novo Conselho de Comunicação Social - CCS, que tomou posse neste mês de agosto. Nossa crítica dirige-se principalmente à maneira antidemocrática com que foram escolhidas as pessoas para compor o novo CCS, que está longe de representar a diversidade e pluralidade do povo brasileiro! Além da total falta de transparência na reativação de um organismo que estava desativado há mais de 6 anos, não há uma mulher sequer entre os representantes efetivos, e apenas três entre os suplentes.

Órgão auxiliar do Congresso Nacional, tal Conselho terá entre suas funções a de emitir pareceres e recomendações sobre a programação das emissoras de rádio e televisão, bem como avaliar questões ligadas à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da informação e de expressão. Nós mulheres, sabemos bem o que é não ter liberdade de expressão, pois tivemos calada nossa voz historicamente. Sabemos também o papel nefasto que tem tido os meios de comunicação na banalização da violência e da sexualidade, na propagação de valores consumistas e individualistas, e de uma educação sexista. A cultura patriarcal e machista predominante mercantiliza nosso corpo na mídia, ao mesmo tempo que tenta controlar a vida das mulheres com discursos religiosos.

Por isso criticamos a composição desse Conselho! Além de não ter uma única voz que represente mais da metade da população, entre as cinco representações da sociedade civil duas são ocupadas por religiosos ligados à Igreja Católica. Para a presidência do CCS foi indicado Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro! Suas primeiras declarações já se posicionam contrárias às reivindicações da sociedade civil pela democratização dos meios de comunicação em nosso país, aferidas seguidamente em diversas Conferências Nacionais, tanto das Mulheres, quanto da Comunicação. É a comprovação da falta de diálogo e interação com as organizações do movimento social que historicamente debatem a pauta da comunicação! Nem a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, composta por 180 parlamentares e representantes da sociedade civil foi ouvida!

Também nos preocupa a proximidade do nosso Governo Federal com o empresariado do setor, com quem tem sido discutidas políticas de comunicação, o que não acontece em relação ao movimento social. Preocupam-nos posições como a externada recentemente pelo Ministro das Comunicações, garantindo aos associados da Abert (Assoc. Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão) que mudanças na regulamentação dos serviços de comunicação eletrônica não passarão pela questão do conteúdo. Ora, a regulamentação do conteúdo que chega diariamente as casas das famílias é demanda antiga do movimento de mulheres, e deve fazer parte da atualização do marco regulatório das comunicações no país - demanda histórica de setores da sociedade que lutam por uma mídia mais plural e democrática. Essa é a opção de democracias consolidadas como Reino Unido, França e Portugal, cujos modelos de regulação democrática passam por questões de conteúdo e poderiam servir de referência para o Brasil.

Por tudo isso, a Marcha Mundial das Mulheres une-se às demais vozes que clamam por um Estado verdadeiramente laico e democrático em nosso país! Queremos a garantia de direitos dos cidadãos e cidadãs, especialmente com a ampliação da liberdade de expressão e do direito à comunicação, com o objetivo de ampliar o pluralismo e a diversidade. Esperamos ter nossa voz ouvida pelo novo Conselho de Comunicação Social! Solicitamos imediata abertura de diálogo com as entidades e organizações do movimento social, especialmente dos segmentos discriminados na sua composição, como as mulheres. Pelo fim da desigualdade e de todo o tipo de discriminação, esperamos deste novo CCS um exercício pelo avanço da nossa democracia!

MMM

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Radialista comunitário lança cartilha pregando voto consciente


Como forma de alertar o eleitor até o dia 7 de outubro sobre a importância do voto consciente, o poeta Hugo Tavares Dutra (foto),  Coordenador executivo da Abraço potiguar   lança a cartilha Cidadania e eleição com o titulo “ Ficha Limpa – Ficha Suja Eleitor ou Candidato?, dentro do projeto Cidadania e Eleição desenvolvido desde o ano de 2004. A cartilha é composta por nove paginas e  poemas que abordam temas como eleição, cargos em disputa, importância do voto na democracia, política do pão e circo, voto facultativo, falsa ajuda prometida pelos políticos e o voto aos 16 anos. A cartilha vem acompanhada de um CD com 10 faixas. Hugo afirma que apesar de muitas pessoas insistirem o CD e a cartilha não são vendidos. “Troco o CD e a cartilha pelo comprometimento de algumas pessoas em trabalharos temas dos poemas seja em escolas, universidades ou mesmo em grupos de amigos”, disse. A cartilha já foi lançada  nos municípios de Currais Novos, Caicó  São Paulo do Potengi, Apodi,Campo Redondo e a cidade de santa Cruz sede da Abraço Potiguar   Hugo disse que após o lançamento pelo interior , vai iniciar divulgação na Paraíba. “Hoje somos reconhecidos pelo trabalho desenvolvido acerca do tema, porém temos um longo trabalho pela frente”.

Sobre o poeta
Paraibano da cidade de Brejo do Cruz, viveu a sua infância em Catolé do Rocha-PB, e, ainda, adolescente foi morar em João Pessoa, depois Natal-RN. É pedagogo, com pós graduação em História do Nordeste(UFRN) e funcionário do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística há 30 anos. É sócio fundador da Assibege-Sindicato dos funcionários do IBGE/RN. Participou ativamente do movimento estudantil (UFRN)nos anos 80/90. É sócio fundador da Associação Rádio Comunitária Santa Rita – Um Bem da Comunidade (Santa Cruz-RN). É compositor com várias músicas gravadas. Participou de inúmeros festivais pelo Nordeste. É pesquisador da obra de Fabião das Queimadas e da obra de Mons. Expedito Sobral de Medeiros.Tem vários trabalhos publicados: Olhai os Grilos dos Campi, A luta pelas Adutoras, Brasil 500 anos, Cartilha da Eleição (2004),etc. Quando chamado faz release acústico com seu violão para mostrar as suas composições.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Mobilização nas redes e nas ruas lança campanha para expressar a liberdade




Nesta segunda-feira, 27 de agosto, foi dada a largada da campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo”. De forma irreverente e com muito debate político praças, praias, ruas, sindicatos e as redes sociais foram tomadas por manifestações por uma nova lei geral para as comunicações no Brasil. O lançamento da campanha marcou, também, os 50 anos do Código Brasileiro de Telecomunicação – uma lei ultrapassada pela tecnologia e pelo avanço dos direitos sociais que perdura pelo lobby dos empresários do setor e pela omissão do Estado brasileiro em sepultá-la.
A dia de mobilizações começou de manhã, nas redes sociais, com um tuitaço para denunciar a falta de pluralidade e diversidade nos meios de comunicação brasileiros. A hashtag #paraexpressaraliberdade transbordou as fronteiras nacionais e ganhou o mundo.
O cordel da peleja entre o Marco Regulatório e a Conceição Pública foi outro marco que agitou a internet, mostrando o que a gente não vê pela TV.

SP: Cortejo e Filosofia

Sepultamento que ocorreu, de forma simbólica, na cidade de São Paulo. Concentrados na Praça do Patriarca, manifestantes distribuíram panfletos informativos a população, realizaram um breve ato político e um cortejo fúnebre que se encerrou em frente ao Teatro Municipal, com direito a caixão e tudo.
Em seguida, um debate no sindicato dos jornalistas organizado pela Frentex - Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão com a presença da professora de Filosofia da USP – Universidade de São Paulo, Marilena Chauí, lançou oficialmente o início da campanha. Em debate da campanha, Marilena Chauí afirma a importância de nova lei para as comunicações.

PE: Praia no Capiberibe

Em Recife, a galera se reuniu no domingo, 26, às margens do rio Capiberibe transformando em praia. As entidades que defendem o direito à comunicação em Pernambuco uniram-se ao movimento “Eu Quero Nadar no Capibaribe e você?” para lançar a campanha “Para Expressar a Liberdade” com festa. Em pleno domingo de sol, os manifestantes mostraram para a população que liberdade de expressão tem tudo haver com muitas outras lutas da sociedade. E que dá, sim, para unir militância e diversão. Praia da liberdade de expressão lança campanha no Recife.

DF: Para expressar a liberdade é preciso igualdade

Racismo, pluralidade e diversidade na rádio e TV foram os principais assuntos do lançamento da campanha em Brasília, que aconteceu em conjunto à comemoração de 5 anos da Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF). Os dados sobre o racismo na mídia foram apresentados pelo professor e cineasta Joel Zito. As pesquisas das quais participou indicam que, em uma semana de programação (pouco mais de 300 programas de variedade), apenas 3 programas tratavam sobre a temática negra. Mas o mais alarmante, a porcentagem de apresentadores eurodescendentes em telejornais chega a 93%. "A representação racial na mídia deve corresponder à proporção de negros e índios do Brasil para garantir a diversidade" diz o professor. No DF, lançamento da campanha discute a igualdade racial.

SE: Mobilização e debate

Em Aracaju, a mobilização aconteceu no calçadão do centro da cidade, levantando a bandeira da diversidade e da pluralidade na mídia, os manifestantes reiteraram que uma nova lei para as comunicações precisa contemplar a inserção de conteúdo regional na produção e respeito aos direitos humanos. Para dar sequência ao ato de mobilização, houve um debate no Sindicato dos Bancários para lançar oficialmente a campanha em Sergipe. SE: Entidades realizam ato em prol do marco das comunicações.

Rio: Alegorias de um teatro aberto

Os cariocas se paramentaram para expressar a liberdade na Cinelândia no final da tarde desta segunda (27). Música, teatro e cordel se articularam nas ruas do centro explicando para as pessoas que o código que regula a radiodifusão no país comemora seus 50 anos praticamente intocado, antecedendo até o lançamento do primeiro satélite. Sergival Silva recitou o cordel sobre a “Peleja de Marco regulatório e Conceição pública na terra sem lei dos coronéis eletrônicos”. Lançamento da campanha acontece cercado de alegorias no Rio de Janeiro.

ES: Da assembleia legislativa ao shopping

Em Vitória, também na segunda (27) houve panfletagem em frente à Assembleia Legislativa e no maior shopping Center da capital, Vitória. Integrantes do Intervozes ( Coletivo Brasil de Comunicação Social ) no Estado entregaram uma versão sintetizada da carta de apresentação da campanha, informando sobre a data e o propósito da campanha. ES: Ato marca o lançamento da Campanha Para Expressar e Liberdade entre capixabas

PA: Debate inicial já define agenda da campanha

Um debate na Faculdade Ipiranga deu o ponta pé da campanha em Belém. Com a participação do Prof. Paulo Roberto Ferreira, da sindicalista Vera Paoloni (CUT), do artista popular Mário Filé, do jornalista Carlos Pará e do estudante Victor Javier, dezenas de alunos e cidadãos interessados puderam discutir as razões e objetivos da campanha, que pretende mobilizar corações e mentes em todo o Brasil. Os organizadores deste movimento no Estado deixaram sinalizada a proposta da organização de um grande debate público, com transmissão pela Internet, para 10 de outubro, como próximo passo da campanha na região.

PR: A televisão do povo

Em Curitiba, munidos de uma TV de papel e um microfone, os manifestantes ocuparam a Boca Maldita, no centro, para dar voz e vez ao povo na televisão. Assim foi o lançamento da campanha, organizado pela Frentex-PR, mostrando que para expressar a liberdade as pessoas precisam ter acesso aos meios de comunicação para pode colocar suas opiniões, fazer circular sua produção artística e cultural, e dar visibilidade para todos. O ato chamou a atenção para a necessidade de garantir a liberdade para a atuação das rádios comunitárias e para que cesse imediatamente a criminalização e a perseguição às pessoas que constroem no cotidiana uma comunicação mais democrática e socialmente relevante.

FNDC nas redes: 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mutirão prepara primeira rádio comunitária quilombola da Paraíba


Técnicos e dirigentes das rádios comunitárias Araçá e Zumbi montam emissora quilombola na zona rural de João Pessoa

Nesse domingo, 26, radialistas comunitários se encontraram na comunidade quilombola de Mituaçu, na zona rural do Conde (PB), num verdadeiro mutirão para colocar no ar a rádio FM comunitária daquela comunidade. Eles testaram o transmissor, na frequência 89.7 megahertz, a antena e a mesa de som. Os equipamentos foram instalados pelo eletrotécnico Firmino Nino, da Rádio Comunitária Araçá de Mari.

"Infelizmente faltaram alguns cabos para ligarmos o transmissor à mesa de som, mas conseguimos verificar o sinal da FM que pode ser sintonizado pelos aparelhos de rádio dos nossos automóveis", diz Geilsa Paixão, que adquiriu parte da aparelhagem semana passada na cidade de Campina Grande.

Segundo a líder comunitária, a intenção da associação é de fazer a inauguração oficial e festiva da nova emissora nos próximos 15 ou 20 dias. "Mandamos convite até para o governador", diz animada. Geilsa acrescenta que essa será a primeira rádio comunitária a ser instalada, com licença do Ministério das Comunicações, dentro duma comunidade quilombola.



Durante toda a manhã, Severino Ramos, da Rádio Araçá, de Mari, José Moreira, atual presidente da ABRAÇO-PB, Rodolfo Crea, da Rádio Alquimista, da Comunidade de Monsenhor Magno, Fabiana Veloso e Dalmo Oliveira, da Sociedade Cultural Posse Nova República e da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, do Ernesto Geisel, se debruçaram sobre os equipamentos disponíveis, montando minimamente aquilo necessário para colocar a emissora no ar.

"Além da parte técnica, estamos dispostos a repassar nossas experiências na formatação de conteúdos, dos programas e também na composição do conselho comunitário que deve definir a grade de programação e os marcos regulatórios para o funcionamento da rádio", comenta Oliveira.

A anfitriã ofereceu aos convidados um típico almoço da região, com feijão verde e galinha.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Alô comunidade" está no ar, no Youtube

Fábio Mozart no "Alô comunidade"
 
 
Nesta edição, entrevista com Mário Cruz, do Núcleo de Estudantes Negros e Negras da UFPB. Mulheres do Jardim Veneza falam sobre importância da rádio comunitária, fiscais federais agropecuários realizam protesto regado a leite na Lagoa. 
 
Lançamento do CD "Mostra Sesc de Música Paraibana 2011".
 
Produção e locução de Fábio Mozart e Dalmo Oliveira, Beto Palhano e Damara Soweto. Sonoplastia de Luciano Jr. e Ivan Machado.
 

domingo, 26 de agosto de 2012

Segunda acontece o lançamento da campanha nacional que pede a democratização da comunicação


Na segunda-feira (27) acontece o lançamento da Campanha Nacional por Liberdade de Expressão para Todos e por um Novo Marco Regulatório das Comunicações. A data é simbólica, pois marca os 50 anos do Código Brasileiro de Telecomunicações. O lançamento da campanha ocorre simultaneamente em Aracaju (SE), Brasília (DF), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

A campanha está sendo organizada por diversas entidades da sociedade civil e tem como objetivo promover a luta por uma nova regulação dos meios de comunicação de massa no Brasil.
O lançamento da campanha em Aracaju ocorre às 15h, logo após haverá um debate sobre liberdade de expressão e democratização da comunicação no Sindicato dos Bancários, no centro da capital sergipana. Em Brasília, será às 19h30, com a realização de um debate sobre os cinco anos da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF). Já em Recife, a campanha será lançada em um evento que começa às 10h e vai até as 21h. No Rio, será às 17h na Cinelândia, com a apresentação de vídeos, recitais de poesia e cordel, shows de músicas e a realização de um debate público. E em Curitiba, acontecerá um ato público, puxado pela Frentex – PR Frente pela democratização, a partir das 11h, na Boca Maldita, centro da cidade, com a presença de diversos movimentos sociais.

Em São Paulo, o lançamento da campanha será no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, às 19h30. No evento, haverá ainda um debate com a presença de Marilena Chauí, filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP), e Rosane Bertotti, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Às vésperas das eleições municipais, a ideia é debater o que os prefeitos e vereadores podem fazer para promover uma comunicação democrática e plural nas cidades. Antes, acontecerá um ato lúdico, às 17h, em frente à Prefeitura de São Paulo e uma caminhada até o Teatro Municipal, no centro da capital paulista.
Durante a semana, outros eventos serão realizados em torno da Campanha Nacional por Liberdade de Expressão para Todos e por um Novo Marco Regulatório das Comunicações.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rádio Comunitária Zumbi faz parceria com rádio Mituaçu

Quilombolas ganham FM Comunitária em Mituaçu

Equipamentos da Zumbi estão à disposição da Mituaçu | Foto: Roberto Palhano
Na última terça-feira, 14, dirigentes da Sociedade Cultural Posse Nova República estiveram novamente na comunidade quilombola de Mituaçu, na zona rural do Conde, para fazer a entrega de equipamentos para a Rádio Comunitária Mituaçu FM. Dalmo Oliveira e Roberto Palhano já estiveram em duas ocasiões na comunidade. Dessa última vez levaram alguns equipamentos pertencentes à Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, emprestados em regime de comodato.

"Estamos apoiando a implantação da Mituaçu desde o momento que a Geilsa anunciou que havia conseguido a concessão por entendermos que o surgimento de uma nova rádio comunitária só fortalece nosso movimento", diz Oliveira, que atua com Geilsa no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial.
Emissora terá excelente estrutura e vai funcionar junto ao
 Centro de Inclusão Digital da Comunidade | Foto: Dalmo Oliveira

Os equipamentos emprestados à Mituaçu pela Zumbi foram: mesa de som de oito canais, dois aparelhos geradores de estéreo, um cabo de radiodifusão de cerca de 20 metros, suporte para microfone e um transmissor da marca APEL. "O transmissor precisa de um pequeno conserto, mas soubemos que a associação de Mituaçu resolveu adquirir um novo. Nós também estamos dispostos a repassar um pouco da nossa experiência na elaboração de programas, vinhetas e demais produtos de áudio", informa Palhano.

Por intermédio da Zumbi, a Rádio Araçá FM Comunitária, da cidade de Mari, também se juntou ao mutirão de apoiadores para colocar a Mituaçu FM no ar, através do radialista Severino Ramos, que tem orientado na aquisição dos equipamentos e no apoio técnico para a nova emissora.
Geilsa, Dalmo, Ramos e Palhano avaliando demanda técnica da rádio

A seguir matéria produzida pelo jornalista Dalmo Oliveira sobre a última visita à comunidade:

Rádio Comunitária quilombola entra no ar neste domingo (26) na Paraíba



Neste domingo (26) a Rádio Comunitária Mituaçu FM, na Comunidade Quilombola de Mituaçu - Conde/PB, filiada da Abraço e autorizada pelo Ministério das Comunicações, estará entrando no ar de forma permanente. Os equipamentos ainda não foram comprados, mas a entidade está em plena campanha de arrecadação financeira. Inicialmente, a Rádio funcionará com equipamentos advindos da parceria feita com a Rádio Comunitária Araçá FM de Mari e Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares.

O Processo de Outorga da Mituaçu FM já se encontra na Câmara dos Deputados. A Lei determina que depois de 90 dias de protocolo na Câmara, se não foi votado, o Ministério das Comunicações é obrigado a emitir a Licença Provisória. Isso vale até que a Câmara vote o processo. Neste caso, a Mituaçu FM prosseguirá sempre operando. 

Os operadores da rádio participarão de oficinas para montar a grade de programação da Mituaçu FM que pode ser sintonizada em 87,9 MHz.

Contatos da Rádio Comunitária Mituaçu -  (83) 8772-2931  e-mail: geilsamituacu@hotmail.com

Abraço/PB
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Rádio comunitária do Maranhão lamenta fechamento



Fundada em 10 de junho de 2001, a Rádio Comunitária Conquista FM (95,5 MHz) é de responsabilidade da Associação de Difusão Comunitária e Popular (ADCP) que congrega vinte organizações de vinte bairros de São Luís, entre eles João Paulo, Coroado, Coroadinho e Jordoa.

A programação é feita, em sua grande maioria, por pessoas dessas comunidades e há grande inserção de temas sobre minorias como mulheres, negros, homossexuais, alcoólatras, crianças e adolescentes. A rádio consegue ainda reunir diversas religiões em sua programação semanal. A rádio encontra-se fechada atualmente. Foi invadida pela Polícia Federal que “sequestrou” seus equipamentos, tirando-a do ar.

Com uma programação voltada para as manifestações culturais maranhenses, a rádio é conhecida por promover campanhas de combate à dengue, DSTs, violência doméstica e exploração sexual. Desde sua fundação, a Conquista FM vem acumulando uma série de vitórias para o Coroado e demais comunidades que estão ao alcance de suas ondas. Entre elas, a reforma da praça do Mururu, a construção de uma escolinha de Reforço escolar para crianças do bairro e o envolvimento de mais de 100 jovens na programação, produção e operação da emissora.

Ao contrário das chamadas 'rádios piratas', que não possuem endereço, não prestam nenhum tipo de serviço à comunidade, a Conquista FM possui uma ligação direta com a população carente de São Luís e, mesmo sendo constantemente ameaçada, sempre divulgou suas atividades e endereço fixo.

A SMDH reconhece, através do Prêmio de Mérito Profissional, a importância da Rádio Conquista enquanto um canal alternativo de comunicação. Ao contrário dos outros anos, e dadas as circunstâncias, não será premiado um profissional, mas um grupo de pessoas na figura da rádio.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MP do Rio Grande do Norte adverte rádio comunitária sobre propaganda eleitoral



A Promotoria Eleitoral na 59ª Zona enviou uma recomendação à Rádio Comunitária Vale do Piranhas, na cidade de Jardim de Piranhas, a fim de evitar a prática de propaganda eleitoral e a emissão de opiniões sobre possíveis candidatos. Tais medidas são necessárias para  evitar condutas que possam violar a legalidade do processo eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral considera que as Rádios Comunitárias tem o papel de prestar serviços de utilidade pública, com finalidade educativa e  informativa em benefício da comunidade,  e por isso só podem receber patrocínio sob forma de apoio cultural. Dessa forma não podem ser propagados bens, produtos, serviços e vantagens que promovam o patrocinador.

Além disso, a recomendação alerta que a liberdade de imprensa sofre limitações durante o período eleitoral, sendo vedado à empresa assumir a propaganda eleitoral de partidos e candidatos. E por isso, o não cumprimento da recomendação poderá resultar em advertência, multa, e em caso de reincidência, revogação da autorização para funcionamento da rádio.

A Rádio Comunitária Vale do Piranhas terá o prazo de dez dias úteis para informar à Promotoria Eleitoral as providências que serão tomadas, bem com deixar ciente todos os seus colaboradores para que a recomendação não seja violada.


Ascom MPF


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Papel das rádios comunitárias é discutido em Orós-CE


Radialistas comunitários do Centro Sul participaram do curso de Programação Radiofônica Educativa e Comunitária no dia 13 de agosto, em Óros

No Ceará, os comunicadores das rádios Quixelô FM, Alencar FM de Iguatu e Nossa Fm de Óros discutiram sobre democratização da comunicação, rádios livres, comunicação comunitárias, educomunicação e rádios comunitárias.

O coordenador da Nossa FM, Cláudio Nascimento, ressaltou a riqueza do debate. “Recebemos ideias que podem ser adaptadas em nossa prática. O papel do radialista, principalmente dos comunitários, é a parceria com o cidadão”, afirma. Victor Lavor da Alencar FM concorda com Cláudio. “Conheci a história e como ser uma rádio comunitária”, disse. Já o diretor da emissora de Iguatu ressaltou a luta das rádios comunitárias. “Nossas emissoras perdem seus direitos antes tê-los”, defende. Por isso, para Marcelo Vilar, “precisamos aproximar nossas rádios”. Já Suzi Araújo reclamou que esperava um conteúdo mais técnico no curso.

O coordenador de organização e mobilização da Abraço Ceará, Sérgio Lira, explicou que, no próximo ano, deverão ser oferecidas capacitações mais técnicas com oficinas laboratoriais. “Esse é o primeiro ciclo de formação realizado a partir dos Encontros Regionais e do Seminário de Planejamento Estratégico”, esclarece Ismar Capistrano, coordenador executivo.

O curso de Programação Radiofônica Educativo e Comunitária já foi realizado nas regiões do Vale do Jaguaribe, em Jaguaruana; do Inhamuns, em Crateús; do Cariri, em Crato; do Sertão Central e Maciço do Baturité, em Itapiúna e do Centro Sul, em Óros. Os próximos serão nas regiões Norte e Metropolitana.

Informações: Abraço-CE

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Trecho de entrevista com o comunicador da Rádio Comunitária Cantareira


Programa "Para todos", da TV BRASIL, visita a Rádio Comunitária Cantareira.

Quais as prioridades ou as necessidades de uma Rádio Comunitária?

Zé Eduardo: A rádio comunitária existe em função de uma comunidade, de um
lugar específico, geográfico. Ela não é uma rádio, pensando em termos da cidade de São Paulo, de abrangência da cidade, muito menos de uma macrorregião da cidade. Ela se resume a um bairro, uma pequena região. No caso nosso, é a região Brasilândia, que tem hoje aproximadamente duzentos mil habitantes. Então é para essa região que existe a Rádio Comunitária Cantareira. É claro que nós estamos na Internet. Quem acessar a Internet no www.radiocantareira.org vai ouvir a Rádio Cantareira, na Brasilândia, falando do local e também de outros temas que interessam. Então o objetivo fundamental de uma rádio comunitária é servir a uma comunidade, que normalmente não aparece na mídia comercial. Então a gente não tem vez, não tem voz, nem espaço na mídia comercial, seja mídia impressa, na televisão ou no rádio. Se nós olharmos a periferia da cidade de São Paulo e das grandes cidades, e se nós olharmos, sobretudo a televisão e mesmo o rádio, a gente vai ver que a periferia aparece em situações muito
específicas, quais sejam: a violência policial, então dá a impressão de que na periferia só existe a violência e só existem problemas; ou então quando acontece algo muito inusitado, que não tem como esconder, que pode ser algo muito bom, legal e interessante. Então é dessa forma que aparece a periferia. Mas, na periferia, não acontece só violência, não acontecem só situações de morte e situações de abandono, de esgoto a céu aberto. Tem atuação interessante, muito movimento cultural. Existem jovens e outros grupos fazendo música, teatro e cinema na periferia. Grupos cuidam de crianças, para que não caiam no mundo da violência e das drogas. Há famílias e trabalhadores envolvidos em solidariedade com os vizinhos. Muita gente cuida de idosos e de crianças doentes. Essas coisas não aparecem na mídia, até porque não é de interesse mostrar que na periferia há vida inteligente. A rádio comunitária tem como prioridade despertar e mostrar essa ação que acontece na periferia, as ações de lutas em defesa da vida, em defesa de uma melhor qualidade de vida, mas também despertar para participar. Despertar para que as pessoas possam engrossar mais esse caldo cultural,
social, da luta por melhores condições de vida, do rap, do hip hop, do samba, do forró, das músicas que aparecem na periferia, que determinam a prioridade da Rádio Comunitária.

 Qual a sua estratégia para atrair o interesse da comunidade, em termos de participação na rádio?

Zé Eduardo: A estratégia da gente é: primeiro não queremos uma rádio comunitária que seja imitadora da rádio comercial. Não queremos imitar, embora a gente saiba que isso existe. Se você for à Rádio Cantareira ainda vai ter algum resquício disso. Nós estamos justamente trabalhando um processo de informação com os nossos comunicadores exatamente para romper com isso. Nós queremos criar uma rádio alternativa, uma rádio cidadã. Atrair ouvintes é exatamente fazer com que o público seja protagonista, que possa falar. Ele vai pedir a música, mas também vai falar do problema da rua, da festa que acontece na comunidade e da ação social que está desenvolvendo. Ele também vai mostrar a música e a arte que está fazendo. E é óbvio que vai fazer propaganda da rádio e vai chamar a atenção para que as outras pessoas ouçam o que ele está falando na rádio. A estratégia fundamental e principal para nós é exatamente esta, tanto que o nosso slogan da Rádio Cantareira é “a voz do povo no rádio”, “a voz do povo (nas ondas) do Rádio”. Na Internet, nós dizemos “a voz do povo na Internet”. Se você acessar www.radiocantareira.org, você vai ver o nosso slogan “a voz do povo na Internet”. É exatamente isto que nós queremos propiciar. Nós queremos apenas ser um canal em que as pessoas possam se comunicar, falar e dar a sua opinião. É claro que nossa proposta tem que ser aperfeiçoada. Não é uma coisa que está pronta, acabada. Sempre exige atenção da gente.

Zé Eduardo –Jornalista e educador popular.

Revista ALTERJOR
Grupo de Estudos Alterjor: Jornalismo Popular e Alternativo (ECA-USP)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Rádio comunitária promove economia solidária em área carente de João Pessoa


Crianças participam da feira de economia solidária (Foto: Fábio Mozart)

A Rádio Comunitária Voz Popular, da comunidade São Rafael em João Pessoa, inaugurou ontem (19) o Banco Comunitário Jardim Botânico que passa a fazer parte do projeto de desenvolvimento local integrado e sustentável. Na ocasião, também foi realizada a Feira de Economia Solidária, onde foi usada pela primeira vez a moeda social Orquídea do Banco Comunitário Jardim Botânico. A comunidade também celebrou na ocasião o aniversário da rádio comunitária, com participação de artistas locais.

A Radcom Voz Popular surgiu em 1999 na comunidade São Rafael e na época era chamada Rádio Fala Garotada em homenagem ao projeto desenvolvido pela AMAZONA. Em 2005, com a aquisição dos equipamentos de FM Comunitária, criou-se o conselho comunitário e através de uma votação aberta para toda comunidade, escolheu-se o nome atual.

O banco comunitário desenvolve serviços financeiros e bancários gerenciados pela comunidade, fazendo com que estes serviços, além de mais acessíveis, sejam um instrumento de organização e estímulo ao desenvolvimento local. Os créditos em consumo são concedidos em moeda social sem juros, de forma a propiciar uma sinergia entre os créditos produtivos concedidos e os créditos de consumo. 

Jovens da comunidade montam a antena da Rádio Voz Popular
A rádio é gerenciada pelo Centro Popular de Cultura e Comunicação, com sede na Rua Arquivista Jonathas Carecas, nº 514, Comunidade São Rafael, Castelo Branco III, João Pessoa-PB. Contatos por celular: (83) 8873.9289 – 8854.8148.

Justiça proíbe rádio comunitária de transmitir horário eleitoral



A Justiça Eleitoral em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro do Paraná, proibiu a única emissora de rádio da cidade, a transmitir o horário eleitoral gratuito que começa oficialmente na terça-feira (21). De acordo com a juíza eleitoral, Thalita Bizerril Duleba Mendes, todos os diretores da Rádio Comunitária Ribeirão Claro são filiados a partidos políticos, o que, na prática, segundo a magistrada, é proibido por lei. A cidade não conta com nenhuma emissora de televisão. 

Para a juíza, como os diretores estão de alguma forma ligados às siglas partidárias, havia a possibilidade de a emissora privilegiar um dos dois candidatos que disputam a eleição majoritárias e até os concorrentes a vereador. 

A cidade de Ribeirão Claro tem pouco mais de 10 mil habitantes e cerca de oito mil eleitores. O atual prefeito, Geraldo Maurício Araújo (PV), que disputa a reeleição, acredita que a medida prejudica mais a população do que os próprios candidatos. “A juíza está cumprindo rigorosamente o que está escrito na lei. Mas a população fica sem um canal direto com as campanhas. O diálogo do candidato com o eleitor fica restrito à comunicação visual e ao contato direto nas ruas”, diz o prefeito. 

Além disso, os partidos e o Ministério Público Eleitoral assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no final do mês passado que restringiu a campanha a apenas um comício e uma carreata para cada uma das coligações. A fixação de cartazes e o uso de carros de som também estão proibidas em Ribeirão Claro. 

Para o diretor geral da Rádio Ribeirão Claro, Aguinaldo Eliano da Silva, a campanha ficou prejudicada pela falta informação sobre as propostas e as intenções dos candidatos. “Sem dúvida os eleitores são mais prejudicados”, diz. 

Mesmo com candidatos, a direção da rádio e até boa parte da população discordando da ausência da propaganda eleitoral gratuita, a decisão da juíza Thalita Bizerril Duleba Mendes deve mesmo ser mantida. Nem a coligação liderada por Geraldo Maurício de Araújo nem do seu adversário Mário Pereira (PMDB) pretendem recorrer da decisão. 

Além dos dois candidatos a prefeito, Ribeirão Claro tem outros 64 candidatos que concorrem a uma das nove cadeiras de vereador.

Portal Ribeirão Claro

domingo, 19 de agosto de 2012

Baile afro no "Alô comunidade" da Rádio Zumbi


Baile Afro em João Pessoa

Programa “Alô comunidade” de ontem, 18/08/2012. Nesta edição, matéria especial sobre a rádio comunitária Mituaçu FM. Danylo Aguiar fala sobre décima edição do Baile Afro. Notícias do movimento de rádios comunitárias. Tem ainda a música de Lucas e Orquestra da Piedade. 

Produção e locução de Dalmo Oliveira, Beto Palhano e Fábio Mozart. Sonoplastia de Luciano Jr. 

Escute o programa na íntegra pelo link:



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rádios comunitárias de Mari e João Pessoa fortalecem emissora quilombola


Ramos, diretor da Rádio Araçá
Em tempos de egoísmo exacerbado, pouca solidariedade e procura por vantagens pessoais a todo custo, eis que surge a união entre rádios comunitárias autênticas para gerar outra emissora do povo. Em tempos de capitalismo ultra-selvagem e de desencantamento do mundo, duas entidades abrem mão de bens materiais em favor de outra que se forma. Falamos da Rádio Comunitária Araçá, de Mari, e Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, de João Pessoa, que demonstram o verdadeiro espírito da comunicação comunitária ao celebrar convênio para auxiliar a Rádio Comunitária Mituaçu, zona rural da capital paraibana.

A Rádio Araçá doou um transmissor e a Rádio Zumbi doou antena, cabos coaxiais, gerador de estéreo, microfones e outros equipamentos. O simbolismo dessa cooperação representa muito para os que ainda pensam em um movimento de rádios comunitárias e livres como uma forma de libertação no cotidiano sofrido dos trabalhadores. Os interesses de classe unem três associações de comunicação popular para conter a dominação/alienação da mídia convencional, levando o direito à comunicação para companheiras e companheiros quilombolas.

A participação das rádios nessa operação de auxílio à nova emissora que surge é uma prática salutar e uma atitude histórica. Aponta para a necessidade da união dos companheiros em torno de objetivos comuns. Nossa burguesia deplorável tem suas entidades de classe, sabe administrar sua hegemonia com profissionalismo. Está aí a Aber e outras organizações de rádios comerciais com seu poder de fogo contra as pequenas associações de rádio comunitária. Eles, os da classe dominante, não deixam nem as migalhas caírem da mesa para atender aos pobres, carentes desse direito constitucional. Enquanto isso, as rádios comunitárias, outorgadas ou não, vivem em um isolamento total, cada um por si. Os interesses econômicos da classe burguesa colocam explorados contra explorados e sua ideologia entorpece mentes e corações proletários. Sair desse ciclo significa tomar parte na luta do companheiro.

É isso que leva as rádios Araçá e Zumbi a ajudar a rádio Mituaçu. Afinal de contas, é histórico o desinteresse das rádios comunitárias paraibanas em apoiar o movimento. Exemplo claro é o programa “Alô comunidade”, que trata de nossas lutas comuns. Apesar de estar disponibilizado para todas as emissoras comunitárias, apenas oito delas reproduzem as edições semanais do programa, mesmo sabendo-se da carência de conteúdo na maioria das rádios. Preferem irradiar programas evangélicos caça-níqueis ou modismos alienantes do que divulgar as notícias do movimento de rádios comunitárias. Mesmo sofrendo preconceito e perseguição das rádios comerciais e seus representantes, a maioria das rádios comunitárias implanta modelos que em nada diferem de uma emissora de mercado, na ânsia de ser assimilados pela gente pobre acostumada a consumir o lixo radiofônico tradicional.

Fábio Mozart

(Publicado no blog Mari Fuxico)


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Lançado novo aviso de habilitação para rádios comunitárias em 65 municípios



Um novo aviso de habilitação para entidades interessadas em operar rádios comunitárias em 65 municípios de 19 Estados, em todas as regiões do País, foi publicado na segunda-feira (13). O período de inscrição e apresentação dos documentos necessários termina no dia 15 de outubro. O aviso atende municípios que manifestaram o interesse em novas rádios em 2003 e 2004.
Este é o oitavo aviso de habilitação para rádios comunitárias lançado em 2012 e segue o cronograma do Plano Nacional de Outorgas (PNO). Todos os municípios contemplados já contam com emissoras comunitárias ou têm processos em andamento no Ministério das Comunicações, mas já manifestaram interesse em ter novas rádios.

Os pedidos que chegam ao Ministério entram no Cadastro de Demonstração de Interesse (CDI), um mapeamento feito pela pasta no desde o ano passado para identificar onde há demanda por novas emissoras. Se o município consta no CDI, significa que já foi enviada manifestação de interesse ao órgão, mas não houve aviso de habilitação para essa localidade depois disso.
Com o PNO, a meta é contemplar, primeiramente, os municípios que não tem nenhuma rádio comunitária funcionando. Após esse processo, o ministério começa a atender as localidades do CDI.

Até o mês de dezembro, o Ministério das Comunicações lançará mais cinco avisos de habilitação para emissoras comunitárias. No ano que vem, serão 13 avisos e a meta é dar condições para que o serviço chegue a todo o País até o fim do ano, com pelo menos uma rádio comunitária funcionando em cada município.
Veja a lista completa das cidades contempladas, o formulário de inscrição, a relação dos documentos e os valores das taxas aqui

Barão de Itararé

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dissertação estuda movimento de rádios livres e comunitárias no Brasil


“De acordo com a Constituição Federal, todo cidadão tem o direito de se expressar livremente e através de qualquer meio de comunicação. Na medida em que o Governo impõe obstáculos para que a sociedade se aproprie dos meios, radio e Tv, este direito passa a ser violado pelo próprio Governo. A
resposta da desobediência civil, como forma de luta contra a violação do direito a liberdade de expressão, e tratada como caso de policia.

As experiências de livre-associações que se apropriaram de transmissores e criaram suas prÓprias  rádios, das pioneiras às legalizadas de hoje, travaram batalhas que demonstram que a política em torno dos meios de comunicação, radio e Tv, privilegia as iniciativas de caráter privado alem de não incentivar e nem proteger as experiências de apropriação pública que surgem da Sociedade Civil. Este controle insere as experiências de rádios livres e comunitárias dentro de um debate que questiona a adaptação democrática dos sistemas politicos e jurídicos sobre os meios de comunicação, criados em
torno da ideia de que são bens públicos para apropriação privada”.

(Cristiane Dias Andreotti, in “O MOVIMENTO DAS RÁDIOS LIVRES E COMUNITÁRIAS E A
DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO
BRASIL”.)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Complexo do Alemão ganha rádio comunitária feita por mulheres



O Complexo do Alemão ganhou nesta sexta-feira (10) a Rádio Mulher - Um ambiente comunitário, projeto que faz parte do Programa "Nas Ondas do Ambiente", promovido pela Secretaria do Ambiente, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A 98,7 FM fica no Casarão da Cultura, na comunidade, e é coordenada por seis moradoras locais, que fazem a produção, locução e transmissão dos programas.
Cada uma das moças recebe uma bolsa de R$ 178 mensais, pagos pelo Governo do Estado do Rio.

O secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, visitou o local e assistiu os eventos que marcaram o início oficial da atuação da rádio, entre eles uma apresentação infantil de dança. A equipe da rádio aborda temas como a Lei Maria da Penha, assuntos relativos à saúde da mulher, como prevenção de DSTs e de gravidez na adolescência, e assuntos de utilidade pública e serviço para todo o entorno do Complexo do Alemão.

- Vejo com muita alegria essa iniciativa, que mostra que as mulheres detêm o poder de se comunicar bem e de emitir ideias, conceitos e problemas de sua própria comunidade. O Estado ajudou, mas não interferimos nem no conteúdo nem na linguagem dos programas. A cultura é a base de tudo, porque motiva e mobiliza as pessoas, mudando comportamentos - afirmou Minc.
Até o momento, a Rádio Mulher conta com três programas fixos: o "Sabadão Comunitário" (das 10h às 12h), com a divulgação de eventos e ações sociais na comunidade; o "Som da Tarde" (segunda, quarta e sexta, das 14h às 16h), com músicas que vão do forró ao axé; e o informativo "Manhã do Complexo" (de segunda a sexta, das 10h30m ao meio-dia).

- A gente veio para botar um cor-de-rosa no 'clube do bolinha' que á a comunicação do Complexo do Alemão. Nossa rádio é um canal que permite às mulheres se expressarem - disse Scheila Santos, presidente da Associação de Mulheres do Complexo do Alemão e coordenadora da rádio.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental da Seam (Superintendência de Educação Ambiental), Lara Moutinho da Costa, as rádios comunitárias são, reconhecidamente, um instrumento de mobilização social.

Jornal do Brasil


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Abraço-SE participa do Projeto Mídia Jovem



Com o tema “A importância da participação dos jovens no movimento de rádios comunitárias”, o professor e secretário executivo da Abraço-SE (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária de Sergipe) Roberto Amorim, ministrou uma grande palestra no dia 08 de agosto (domingo). O evento aconteceu no auditório da Rádio Comunitária Barra FM, no município de Barra dos Coqueiros/SE. A palestra faz parte do Projeto Mídia Jovem, que está sendo desenvolvido na região sob a orientação técnica do Instituto Recriando. O objetivo é promover a participação social de adolescentes e jovens da comunidade da Barra dos Coqueiros através do uso de ferramentas da comunicação. Dessa maneira o projeto tem o intuito de incentivar a apropriação dos jovens e adolescentes sobre a função, objetivos e funcionamento das mídias comunitárias.

O Mídia Jovem faz com que os alunos assistam aulas teóricas e práticas que realizam oficinas de fotografia , web, mídia impressa, rádio e vídeo, baseando-se na metodologia da educomunicação. O conteúdo produzido prioriza temas sociais relevantes e ligados à realidade dos educandos atendidos. Essa abordagem favorece a reflexão dos alunos acerca da própria realidade e estimula a postura proativa diante de desafios encontrados nas comunidades em que eles vivem.Esta ação provoca a percepção das possibilidades de transformação social existentes na própria comunidade.

A jornalista Débora Melo expôs que “a ação contida nos objetivos do projeto busca promover uma educação voltada para a cidadania passando por transversalidades de temas sociais com o foco na comunicação como direito de todos”. Para Roberto Amorim, a evento foi determinante como incentivo à participação dos jovens e adolescentes nas associações de rádios comunitárias. “A palestra colaborou para a ampliação da ação política e compreensão da realidade por parte dos jovens e adolescentes”, finalizou Amorim.

Informações: Abraço-SE

domingo, 12 de agosto de 2012

No ar, edição nº 61 do "Alô comunidade"


Nesta edição do Alô comunidade, entrevista com Mãe Lúcia de Oyá (foto) e yadagã Dulce de Oyá sobre o Encontro de Mulheres de Terreiro em João Pessoa.

A música de Livardo Alves na voz de Walter Luiz. O noticiário da radiofonia comunitária pelo Brasil.

Produção e locução de Dalmo Oliveira e Fábio Mozart. Locução auxiliar de Beto Palhano. Sonoplastia de Luciano Jr.

Para ouvir o Alô Comunidade na íntegra, clique aqui:


sábado, 11 de agosto de 2012

Mulheres da Rádio Comunitária Diversidade de João Pessoa prestam depoimento no "Alô comunidade" deste sábado


Fábio Mozart com Célia Maria, da Rádio Comunitária Diversidade

No Alô comunidade, o povo toma conta do microfone. Ouviremos hoje (11/08) depoimentos de mulheres da comunidade Jardim Veneza, mulheres que participam da rádio comunitária Diversidade que foi fechada no ano passado pela Anatel.

Com a repressão do Governo, alguns foram processados, a Justiça desempenhou seu papel multando pesadamente os responsáveis pela rádio e o silêncio voltou à comunidade, a não ser pelas caixinhas de som nos postes que continuam teimosamente a demonstrar que o povo precisa ter voz. Ouviremos o que têm a dizer Daniella, Célia Maria e outras mulheres da comunidade do Jardim Veneza.

Tem ainda a música de Livardo Alves na voz de Walter Luiz. 

Notícias do movimento de rádios livres e comunitárias no Brasil.

 
 O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), retransmitido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites, numa produção da Sociedade Cultural Posse Nova República, Ponto de Cultura Cantiga de Ninar e Coletivo de Jornalistas Novos Rumos.

O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Beto Palhano, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso.

 Escute hoje pelas ondas da Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110) ou em tempo real pelo link:


Logo após, a edição do Alô comunidade! será disponibilizada pelos blogs:


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ponto de Cultura Cantiga de Ninar participa de Encontro de Cinema com curta sobre rádios comunitárias


Adriana Felizardo e Jacinto Moreno participam do filme "Feminino Plural"

O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, de Itabaiana, enviará o curta “Feminino Plural” para concorrer no 7º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, a ser realizado em Floriano, Piauí, entre os dias 7 e 11 de novembro de 2012.

O curta trata da participação feminina em projetos populares de radiodifusão comunitária na Paraíba, uma realização do Ponto, com direção de Rodrigo Brandão, fotografia de Jacinto Moreno, roteiro e música de Fábio Mozart, participação de Das Dores Neta e Adriana Felizardo, patrocínio da Fundação de Cultura de João Pessoa, Funjope – FMC.

Na edição anterior foram selecionados dez Pontos de Cultura de toda a federação. Cada ponto pôde trazer um representante para o evento e participar de várias oficinas, talk shows e atividades paralelas da programação.

Os filmes de Pontos de Cultura classificados na categoria de longa metragem receberão um prêmio de 1.000,00 reais cada. Já os curtas classificados receberão a quantia de 500,00 reais. Os filmes produzidos nessa categoria concorrerão com as produtoras independentes, tendo estes os mesmos critérios de avaliação.

Serão premiados com o CACTO DE OURO os melhores nas categorias: melhor filme, melhor diretor,  melhor ator, melhor atriz,  melhor roteiro, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor montagem, melhor trilha musical, melhor maquiagem e melhor figurino.

O 7º ENCONTRO NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES é um projeto selecionado pelo Programa Petrobras Cultural, promoção do Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos”, tendo como agente cultural a ESCALET Produções Cinematográficas, apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal.



Oficina de comunicação comunitária em Porto Alegre será neste sábado




Amanhã, dia 11 (sábado) acontece em Porto Alegre, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Ufgrs, a FABICO, a Oficina de Comunicação Comunitária.

O encontro é aberto a todos os interessados em fazer, discutir e conhecer o funcionamento e a importância das comunitárias para a comunicação do país.

Vão estar presentes na Oficina professores, comunicadores e estudantes debatendo as dificuldades de se fazer radio comunitário do estado e no Brasil.

A legislação, a falta de apoio do estado, a perseguição às comunitárias. Tudo isso e muito mais no dia 11 de agosto em Porto Alegre na FABICO, que fica na rua Ramiro Bracelos nº 2705, sala 103, a oficina  começa às 9h.

Interessados devem entrar em contato com comunicacaocomunidade@gmail.com e informar  como nome, telefone de contato e endereço, ou ainda preencher a ficha de inscrição para a oficina direto na secretaria da FABICO.

A oficina é uma realizaçao do Núcleo de Comunicação Comunitária da FABICO e que terá  entega de certificados e as vagas são limitadas.

Abraço RS