PORTO DO CAPIM RADIOWEB

domingo, 2 de agosto de 2015

Paraíso das Águas (MS) inaugurou sua Rádio Comunitária no dia 1º de agosto




O município de Paraíso das Águas (MS) comemora com muita emoção e alegria a chegada de sua primeira emissora de rádio comunitária, a FM PARAÍSO 87.9. A rádio iniciou sua atividades no dia 1º de agosto, às 09h da manhã, na Avenida Manoel Rodrigues da Cruz, 275, sala “04”, 1º andar, no Centro de Paraíso das Águas.

 A rádio é um sonho da população,  em especial da diretoria da Associação Comunitária de Desenvolvimento Artístico e Cultural do Paraíso das Águas – ASCOPA, que tem como presidente o advogado, empresário e radialista, Dr. Sebastião Lázaro da Silva – “BIM”, que comemora este momento tão aguardado.

Desde 2010, de acordo com a Licença Provisória nº  5006275 – LPE 53W0040 – 947 de 04/11/2010, emitida pelo Ministério das Comunicações (MC), a rádio já podia estar instalada, mas devido à instalação do município que ocorreria em 2013, a Associação então resolveu aguardar este processo, quando encaminhou ofício ao Ministério das Comunicações informando. Somente agora, um novo Projeto Técnico foi elaborado e encaminhado para o órgão, para que finalmente a emissora pudesse operar em “fase experimental”. Como Paraíso das Águas passou a existir como município, ao pesquisar a emissora no mapa da Anatel ou MC, não consta rádio na cidade. Somente quando consultado pela antiga sede Costa Rica, diante disto, a Ascopa já entrou com uma petição ao MC e Receita Federal  para que o sistema seja atualizado.

A Rádio FM Paraíso 87.9, atende todos os requisitos técnicos exigidos pelo Ministério das Comunicações e Anatel, conforme a Normativa 01/2011 e Portaria nº 197, de 1º de julho de 2013.

Para a Ascopa, o grande foco da rádio é promover a cultura, a arte e as ações sociais da comunidade local, onde expande a comunicação da população com maior rapidez. “A falta de comunicação local dificulta o dia-a-dia da nossa população. Um exemplo é quando um cidadão perde um documento ou precisa noticiar o falecimento de um ente querido, encontra uma grande dificuldade em fazer estes tipos de comunicado chegar aos ouvidos da comunidade de Paraíso das Águas e que  a partir de agora, em casos como estes, o cidadão terá um canal direto com toda a população”, enfatizou o presidente da Ascopa.

(O Correio News)



quinta-feira, 30 de julho de 2015

TV Comunitária do Distrito Federal completa 18 anos com festa democrática


A TV Comunitária do Distrito Federal (TVCOMDF) está completando 18 anos. E para celebrar o aniversário da emissora, será realizada no dia 13 de agosto, uma grande festa com shows ao vivo de várias bandas, manifestações artísticas e microfones abertos em prol da democratização dos meios de comunicação e do fortalecimento da comunicação comunitária no país. O evento acontecerá das 19h às 23h30 no Edifício Bernardo Monteverde 2 (SIG. Quadra 3 Bloco B), ao lado do Restaurante Fogão Nativo.

A TVCOMDF está no ar desde o dia 13 de agosto de 1997, graças aos lutadores Paulo Miranda e Ruy Godinho; mas o seu processo de criação começou em janeiro de 1995. A emissora possui eixos de luta quem vem sendo colocado em prática durante os seus 18 anos.

Agência Abraço

terça-feira, 28 de julho de 2015

Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares tem nova diretoria e planeja ações

Beto Palhano, Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Marcos Veloso

A diretoria da Sociedade Cultural Posse Nova República está sob nova batuta: assumiu a presidência da ONG o teatrólogo e radialista comunitário Marcos Antônio Veloso. A primeira reunião da nova diretoria ocorreu neste domingo, 26, na sede provisória da entidade, no Bairro Ernesto Geisel. “Estamos motivados para implantação de uma radioweb, resgatando o antigo projeto de rádio comunitária e com uma programação composta 100 por cento de música paraibana”, diz o novo presidente.

Uma outra deliberação aprovada durante a reunião foi o projeto “Cine Cuiá”, que pretende implantar experiência de cineclube nas comunidades adjacentes. “A ideia surgiu por acaso numa conversa que a gente fazia sobre o cinema paraibano, pernambucano, o cinema mais experimental. Depois das projeções vamos convidar alguns realizadores para debater com a plateia. Explorar algumas temáticas e provocar a discussão da comunidade”, informa Veloso.

Os diretores da ONG decidiram ainda encampar duas atividades sociais direcionadas ao Geisel: “A primeira será a organização de uma manifestação pública para reivindicar homenagem ao Maestro Vilô, dando nome ao overdrive que o Governo da Paraíba está construindo na BR 230 defronte para a entrada principal do bairro. Não concordamos com a homenagem que está sendo proposta ao ex-governador pernambucano. Temos paraibanos ilustres que merecem esse tipo de homenagem, além disso o Maestro Vilô foi morador-fundador do Geisel, onde finalizou seus dias”, defende Marcos.

A outra atividade programada é a retomada da discussão com a comunidade para a mudança definitiva do nome do bairro, com base numa recente lei estadual que determina a retirada de homenagens aos ex-ditadores que presidiram a República no período da ditadura civil-militar que assolou o país a partir de 1964. “O general Ernesto Geisel foi um dos ditadores mais autoritários e perversos no enredo antidemocrático que jogou nosso país num período de obscurantismo, onde centenas de cidadãos foram assassinados covardemente. Nossa comunidade sempre esteve incomodada com essa homenagem que o general fez a si próprio. As pessoas que moram aqui não merecem conviver com esse tipo de sombra do mal e a lembrança eterna de uma figura que contribuiu fortemente para o atraso civilizatório e democrático do Brasil”, comenta o jornalista Dalmo Oliveira, diretor de comunicação da ONG.

Segundo ele, a ideia é iniciar um processo de conscientização dentro da comunidade, com a distribuição de panfletos e realização de plenárias populares para discutir o tema. “Vamos preparar o bairro para escolher outro nome num plebiscito, envolvendo a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de João Pessoa”. O ativista é simpático à ideia de expandir o nome “Cuiá” para o que hoje é conhecido como “Geisel”. “É um nome que tem uma identidade local, nome do rio que corta o Vale do Cuiá. Corta todo o bairro do Geisel. Tem um apelo ecológico e resgata uma palavra da língua tupi-guarani, o que é muito bacana”, defende.


Os dirigentes da associação cultural decidiram ainda reeditar o jornal comunitário “Olhos Abertos”, que circulou por um bom período na zona sul da capital. Durante a reunião, o presidente formalizou também convite ao advogado João de Deus Rafael Júnior para ingressar no quadro de sócios da entidade. Convite aceito de imediato pelo jurista que também participara da reunião.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

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Nesta edição entrevistamos o sociólogo e músico Robério Feitosa, radicado na França. Ele fala sobre ativismo social e os desafios de levar a cultura brasileira e nordestina para o Velho Continente. Produção e apresentação de Dalmo Oliveira, com locução de Beto Palhano. Sonoplastia de Maurício José 

domingo, 26 de julho de 2015



MEMÓRIA

Vito Giannotti, operário da memória e da liberdade, sempre em construção

Pesquisador da história das lutas operárias e sociais, escritor e criador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Vito se foi hoje, deixando um rastro de energia e esperança
por Paulo Donizetti de Souza publicado 25/07/2015 
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UFSM
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Vito Giannotti: mais de duas dezenas de livros e a experiência do Núcleo Piratininga de Comunicação
São Paulo – Metalúrgico, historiador, escritor, jornalista, professor, militante da democracia e do socialismo. Qualquer que seja a atribuição que se busque na biografia de Vito Giannotti, que nos deixou na madrugada de hoje (25), aos 72 anos, se encontrará um homem intenso.
Vito é filho de italianos. Chegou a São Paulo aos 21 anos, em 1964, e passou a vida toda construindo. Construiu resistência à ditadura, construiu a oposição metalúrgica de São Paulo ante sucessivas direções indignas de representar trabalhadores, construiu a pesquisa e a memória das lutas sociais e operárias, construiu pontes que, por meio da comunicação, ligassem lideranças sociais e intelectuais e suas ideais ao cidadão comum exposto à indecência da imprensa hegemônica.
Obstinado, Vito deixa mais de duas dezenas de livros. E a experiência singular do Núcleo Piratininga de Comunicação, no Rio de Janeiro. Um centro de estudos, de memória, de debates, de produção e troca de conhecimento. E de amizades.
Suas palestras eram movidas a sonho e convicção. Com a mesma fluidez de suas prosas. Era crítico ácido de sindicatos e movimentos que desprezam a necessidade de produzir comunicação de qualidade com a sociedade – com linguagem respeitosa e clara, com elegância, com profissionalismo. E mesmo quando chutava o balde ao desferir crítica a um jornal malfeito, o fazia com o objetivo nítido de construir, de impelir as esquerdas e movimentos, qualquer que fosse a corrente, a deixar de falar para o umbigo e disputar a opinião pública.
Vito foi tudo isso. Intenso, propositivo e agregador. Sua alegria, sua energia, sua contundência, e sobretudo sua esperança e prazer de lutar, contagiantes, farão uma falta danada – ainda mais nesse momento sombrio de nossa política. Valeu, Vito. Façamos nossa sua frase clássica: "A luta continua, porra!"

sábado, 25 de julho de 2015

Radialista comunitário assume Secretaria de Comunicação na Paraíba


O radialista Marcos Gonçalves, de Capim (PB), assumiu a Secretaria de Comunicação da Prefeitura local em 21 de julho. A posse foi acompanhada por amigos comunicadores, como Edinaldo Silva, Álvaro Costa e Felipe França.

Marcos Galeguinho, como é mais conhecido, atua na Rádio Comunitária Capim FM, que transmite na frequência 107,9 MHZ e se constitui numa das mais dinâmicas comunitárias da região.

O radialista será entrevistado no dia 15 de agosto no programa “Alô comunidade” da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, de João Pessoa. Ele faz parte do grupo de radialistas comunitários que busca formar uma federação estadual de radcom.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares nasceu da cultura de rua

Em 3 de março de 1999, foi fundada a Posse Nova República. Em 20 de novembro de 2002, fundamos a Sociedade Cultural Posse Nova República, com o ideal de levar informações através do Hip Hop, trabalhando com jovens carentes da periferia de João Pessoa, nos bairros Ernesto Geisel, comunidade da Citex, Nova República, Favela da Tieta, conjuntos João Paulo II e dos Radialistas e parte do bairro do Grotão, setores de risco social que apresentam alto grau de violência.
O trabalho é de socialização com crianças carentes através de grupo teatral, oficinas de artesanato, de rima, dança de rua e outras atividades, onde se destacam a banda “Primatas do Mutirão” e o grupo de mulheres “P.R.E.T.A”.
O Hip Hop é um movimento de contestação, que critica a exclusão social e se envolve com projetos de resgate da cidadania, mudando a cara da periferia, dando voz aos que nunca tiveram voz.
A Sociedade Cultural Posse Nova República é liderada pelo rapper Cassiano Pedra, com a participação do poeta Gilberto Júnior, jornalista Fábio Mozart, a compositora Liziê Mangueira, os atores Lamark Ribeiro e Dandara, os jornalistas Dalmo Oliveira e Fabiana Veloso, o cineasta Jacinto Moreno, a artesã Adriana Felizardo, o artista gráfico Bilu, os líderes comunitários Gerimaldo, Valdomiro, Araceli, Marcos Veloso, Tânia, Brasil e tantos outros que desejam trabalhar voluntariamente para produzir teatro, música, dança e artes plásticas através do grafite, em projetos solidários, estimulando a auto-estima do negro, do jovem, do analfabeto, enfim, do povo que é excluído. Sabendo que a pobreza não é só a falta de dinheiro, mas também de educação, saúde e trabalho, os manos e manas do movimento Hip Hop querem contribuir com a melhoria da vida na periferia.
A Banda “Primatas do Mutirão” gravou sua primeira fita demo com a ajuda do “irmão” Chico Cezar. Ao se tornar uma organização não governamental, a entidade convocou as pessoas para discutir formas de intervir no cotidiano da comunidade, de forma positiva, e uma das idéias foi produzir programa de rádio direcionado aos jovens, “na onda do Hip Hop”, como forma de debater também os problemas da comunidade e a cultura do povo. No dizer do rapper Cassiano Pedra, “na periferia não tem só droga e violência, lama e poeira, pobreza e sujeira. Aqui também existe arte, educação, música e poesia”.
Sugerindo uma linguagem de base popular, para atingir a juventude, identificando-se com o pessoal, foi elaborado um programa radiofônico, levando-se em conta o respeito ao modo de viver e ver o mundo pela identificação das características sócio-culturais dos ouvintes. Esse projeto foi levado à Rádio Comunitária de Cruz das Armas, de uma comunidade próxima, já que no Geisel não existe estação de rádio dessa natureza. Só que essa rádio é mais uma das inúmeras falsas comunitárias, sem qualquer aspecto democrático, de caráter popularesco sem ser popular, das que enveredam pelo simplismo alienante e vazio, ao tentarem imitar as rádios comerciais. A maior parte da programação é veiculação da pior qualidade de música, e o restante fica por conta dos programas evangélicos das inúmeras igrejas “de resultados”, que pagam para fazer o seu proselitismo. Nessa grade de programação, a Sociedade Cultural Posse Nova República não foi incluída.
Dessa forma, os companheiros decidiram dirigir suas antenas para a perspectiva de montar nossa própria rádio, como uma ferramenta de desenvolvimento da comunidade, atendendo às funções ética, qualitativa, instrutiva e de relacionamento que devem ter as rádios comunitárias, sendo antes de tudo democráticas. Não tivemos acesso ao conselho comunitário da Rádio de Cruz das Armas, simplesmente porque essa instância democrática não existe de fato.
A participação coletiva deverá ser a prática da rádio da comunidade, cujo nome, Zumbi dos Palmares, remete a histórias de luta que muito orgulha o movimento negro e popular. Nasceu assim a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, que já alcança a comunidade, sendo debatida nas reuniões, já fazendo parte das carências e aspirações do povo do lugar. O jovem militante já sonha com esse instrumento poderoso de conscientização política que é a rádio. O artista, o músico, o poeta, o cara que tem algo a dizer, já prepara sua forma de interação social através das ondas do rádio popular. O líder comunitário tem consciência do valor dessa ferramenta para a busca de soluções para os problemas do bairro, e a participação coletiva já é uma marca da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, que certamente enfrentará muitos obstáculos, situando-se no campo dos movimentos populares, onde os seus integrantes são comprometidos com os interesses e lutas dos setores sociais mais carentes. Só assim teremos o respeito e o reconhecimento da comunidade.

Do livro “Democracia no ar”, de Fábio Mozart