PORTO DO CAPIM RADIOWEB

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Rádios comunitárias se reúnem no RS para discutir rumos



No dia 20 de outubro ocorreu o encontro de rádios comunitárias no RS. Entre os temas discutidos estava a cobrança do ECAD, o repasse de recursos de campanhas públicas pelo governo do estado, conjuntura nacional e estadual do movimento de rádios comunitárias.

Do Paraná foram representadas três rádios comunitárias: Cerro Azul, Telêmaco Borba e Ponta Grossa. Do RS também se fizeram presentes três emissoras: Ronda Alta, Três Palmeiras e outra de Porto Alegre. Também marcaram presença uma rádio comercial e outra educativa, do Paraná. “O encontro foi produzido, pena que com poucas rádios comunitárias”, afirmou Luiz Dsulinski, do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias.

As rádios também estão discutindo estratégias de pressão aos governos e parlamentares na mudança da legislação restritiva que impede do desenvolvimento da comunicação pública e comunitária. Para isso a pressão em parlamentares para o ingresso na Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão e Direito a comunicação, garantindo o comprometimento com as propostas aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação, é considerada importante. No campo jurídico, um seminário está sendo construído com a participação das regiões para alimentar o avanço também no judiciário, palco recente de retrocessos que impedem o pleno funcionamento das iniciativas comunitárias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


Manobras, a primeira rádio comunitária de Portugal em FM


A Rádio Manobras está no ar desde 2011. O estúdio provisório está instalado nos Maus Hábitos, no Porto

Texto de Ana Chaves 

Anselmo Canha, coordenador do programa Manobras no Porto, achava que era necessário criar uma rádio no e para o Porto. Hélder Sousa anuiu, Marisa Ferreira juntou-se e a rádio Manobras nasceu. Sintonizam-se em 91.5 FM, em antena aberta, desde Setembro de 2011.

O número 178 da Rua de Passos Manuel, no Porto, não os denuncia, mas foi no Maus Hábitos que se instalou esta “rádio sem preconceitos”. Aqui qualquer pessoa pode “manobrar" mesmo que a dicção seja caótica e o sotaque um delator de origens. O projeto, diz Marisa convicta, é pioneiro no país: “Em antena aberta somos os únicos”. Aqui, qualquer pessoa pode fazer rádio. Só é necessário vontade, uma ideia e, única obrigação, que o Porto seja a inspiração do programa.

Hélder, tem 34 anos, é produtor de teatro e é o responsável pela Manobras. Marisa, 32 anos, trocou a cenografia pela Manobras, à qual se dedica agora a tempo inteiro. Apesar da fragilidade formal e técnica, a rádio tem emissão 24 horas por dia, cinco das quais com conteúdos novos e três em directo.

Questionados sobre os programas com maior sucesso, Hélder, Marisa e Filipa Mora (também colaboradora) referem o “Contribuinte”, programa dirigido por Hélder todos os sábados entre as 11h e as 13h. Também “Cinema”, com Luís Mestre, e o (H)aircut, uma rubrica quinzenal com "conversa de gajas" integram o painel dos “mais ouvidos” (vê programação à esquerda).

Recolha do património sonoro do Porto
O maior investimento são os sons da cidade, que combina com a máxima “nunca desligamos o gravador”. Servem como repertório de memória e depoimentos: “No fundo, no fundo, é um arquivo de recolha do património sonoro do Porto”.

São ouvidos, maioritariamente, por jovens entre os 25 e os 35 anos e contam com quase 600 amigos no Facebook. Os mentores da Rádio Manobras preveem construir uma estrutura suficientemente sólida para não se eclipsarem num ano de crise. Uma das ideias passará por se associaram à Universidade do Porto.


Aferir audiências não é possível: "Não temos como saber... mas, pelo menos, todos os meus amigos ouvem", diz Hélder entre risos. Mas sabem o que querem e o cérebro parece não desligar da ficha. A última ideia? Encontrar o maior coleccionador de rádios da cidade. Porquê? Marisa também não sabe, nem interessa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Alo Comunidade 167 DADA WENCESLAU

Nesta edição uma entrevista risonha com o ator Dadá Wenceslau. Fábio Mozart entrevistou também o polêmico jornalista e promotor de justiça Tião Lucena. Produção e apresentação de Fábio Mozart. Locução de Marcos Veloso. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.

Associação de Rondônia rompe com Abraço Nacional e forma nova entidade de rádios comunitárias

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, secção Rondônia, será extinta e em seu lugar será formada outra entidade. “Vamos mudar a razão social e criar novo nome de fantasia para nos desvincular da Abraço nacional que não serve mais para representar os interesses das rádios comunitárias”, informou Edmilson Costha (foto), Coordenador. Ele disse que será uma instituição completamente nova, com novo estatuto. “A Abraço não nos representa mais, e no nosso 4º Congresso Estadual, que será realizado em abril de 2015, vamos oficializar o desligamento”, afirmou.

Edmilson fez duras críticas à Abraço Nacional, principalmente aos seus dirigentes. “Enquanto Soter, Valdecir e Irismar estiverem à frente da Abraço, não vamos juntos, porque eles atrelaram a entidade a interesses partidários e particulares, travando a nossa luta”, disse ele.

Na Paraíba, várias rádios comunitárias já se organizam para fundar a Associação Paraibana de Comunicação Comunitária, Alternativa e Popular, a APARTE, que deverá ser instalada em janeiro de 2015.


Em São Paulo, a entidade congênere também demonstra insatisfação com as posições tomadas pela Abraço Nacional. “Nós, da Abraço São Paulo, não teremos outra posição senão tornar pública nossa insatisfação em relação à Abraço Nacional, bem como nossa posição contra esta aberração do governo federal em lançar um decreto que ao invés de fazer avançar o serviço de radiodifusão no Brasil, será um grande retrocesso para as rádios comunitárias do Brasil”, opinou Jerry Oliveira, sobre as propostas de mudança no decreto federal 2615/98, que regulamenta a lei n° 9.612/98, sobre a radiodifusão comunitária no país, encaminhadas em abril pelo Ministério das Comunicações à Casa Civil da Presidência da República, as quais não são bem vistas por boa parte das direções das rádios comunitárias do país.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rádio Comunitária Bicuda defende meio ambiente e melhor qualidade de vida no Rio


Após dez anos de negociação com o Ministério das Comunicações, a região da Leopoldina conquistou a primeira rádio comunitária que defende o meio ambiente e a conscientização do cidadão em 24 de outubro de 2008. Depois dessa vitória, a ONG iniciou intensa mobilização para arrecadar recursos e reconstruir o estúdio da Rádio Comunitária Bicuda FM 98,7 MHz.

          A programação privilegia a música popular brasileira e busca a participação da sociedade civil na construção da grade de programação. Além da defesa da Serra  e de melhor qualidade de vida à população, a direção da Bicuda Ecológica não abre mão de uma conscientização através das ondas da Rádio. “Promoção da cidadania é um dos pilares de uma rádio comunitária. Nós não abrimos mão dessa prerrogativa”, afirma o jornalista e coordenador da Rádio Bicuda FM 98,7, Carlos Osório.

          No ar desde início de 2009, a população local tem demonstrado interesse pela Rádio Comunitária Bicuda FM 98,7 MHz, principalmente pelo estilo das músicas tocadas. A Rádio está aberta à população. Alguns moradores já fazem programas nela, como é o caso do apresentador Fabio Sena. Ele afirma que a Rádio Comunitária é um instrumento importante para difusão de ideias que não teriam oportunidade na grande mídia. Ela existe para reivindicações de moradores locais e para que os mesmos possam ser informados de assuntos que interfiram no seu cotidiano, completa.

          No mês em que a licença da Rádio faz aniversário, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro entregou o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, no dia 21 de outubro de 2009, pelo comprometimento com a busca da cidadania e melhor qualidade de vida.


          A programação da Rádio traz informação, lazer e cultura à sociedade civil. Com isso, espera-se atender um público de diversas idades, satisfazendo a população e também melhorando o nível de conscientização da participação de cada cidadão na construção de uma sociedade mais igualitária, ciente de seus direitos e deveres.

domingo, 19 de outubro de 2014

Fim de concessão de meios de comunicação a políticos com mandato


A data de 18 de dezembro foi marcada como o Dia Internacional pela Democratização da Comunicação. Além de comemorar a data, entidades promoveram, ao longo da semana, uma série de atividades com o objetivo de ampliar o debate e a coleta de assinaturas em apoio ao chamado Projeto de Lei da Mídia Democrática.

O projeto propõe nova regulação do sistema de comunicação do país, a partir de medidas como o estímulo à concorrência e a proibição da outorga de concessões para políticos com mandato eletivo.

“Esta tem sido uma semana importante para o debate e a luta pela democratização em pauta mais uma vez”, avalia Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que está à frente da organização das atividades da semana.

Segundo o FNDC, ações como debates e atos públicos ocorrem em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, Sergipe, São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Maranhão.

Também está sendo promovida a campanha "#Foracoronéisdamídia", que quer alertar sobre os impactos que a posse de concessões de meios de comunicação por políticos causam na democracia.

A campanha é uma parceria entre Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Os organizadores destacam que o Artigo 54 da Constituição Federal proíbe que deputados e senadores firmem “contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”.

Além da regra constitucional, o Códio Brasileiro de Telecomunicações estabelece que “não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial”.

Como emissoras de rádio e televisão funcionam por meio de concessões públicas, as organizações que participam da campanha defendem que essa proibição deve ser respeitada.

Essa não é, contudo, a realidade vivenciada no país. Apesar das normas, o projeto Donos da Mídia mostra que, até 2009, 271 políticos eram sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação no país. Até então, os casos eram comuns a praticamente todas as unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais. Os políticos citados pelo estudo eram filiados a dez partidos.

Para enfrentar esse cenário, desde 2011 tramita na Justiça a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 246.


Elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a ADPF questiona a outorga e a renovação de concessões de radiodifusão a pessoas jurídicas que tenham políticos com mandato como sócios ou associados.

Pede ainda a proibição da diplomação e a posse de políticos que sejam, direta ou indiretamente, sócios de pessoas jurídicas concessionárias de radiodifusão.

De acordo com a ADPF, é preciso que esse tipo de relação de propriedade seja declarada inconstitucional.

Sobre a situação atual, o texto mostra que a falta de fiscalização das concessões, permissões e autorizações para que essa prática seja evitada configura omissão por parte do Poder Executivo, com consequências para a garantia do direito à informação e para a própria democracia brasileira.

No ano passado, o Ministério Público Federal se posicionou sobre o tema. Ele reconheceu a proibição constitucional, mas deu parecer negativo à ADPF, alegando falta de delimitação do objeto.

A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes e ainda não há previsão de quando será votada.


  Com Agência Brasil



sábado, 18 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Hoje tem palhaço no “Alô comunidade”


O multimídia Dadá Venceslau estará no programa hoje à tarde, 18 de outubro, às 14h, na Rádio Tabajara AM, 1.110 KHZ, ou pela internet no site da emissora e na Rádio Web Comunitária Porto do Capim (www.radioportodocapim.com.br )

Dadá nasceu em um domingo de carnaval em Patos, sertão da Paraíba. Começou a trabalhar como artesão, expôs em feiras típicas em Tambaú e no Rio de Janeiro, onde a partir dos anos 80 começou a sua experiência com a arte circense, o teatro e as artes plásticas. Em 1985, de volta à Paraíba, fundou o Supimpa Produções Artísticas e surgiu a Trupe Agitada Gang, onde arrebatou vários prêmios como ator, cenógrafo, figurinista e aderecista.

Com o personagem "O Palhaço Dadá" participa do carnaval de Rua, na confecção de estandartes e alegorias. Gravou o CD Canta Palhaço, resgatando as cantigas de roda do cancioneiro popular.

O programa é apresentado por Fábio Mozart e Marcos Veloso, produção da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, parceria Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, Coletivo de Jornalistas Novos Rumos e Sociedade Cultural Posse Nova República.