PORTO DO CAPIM RADIOWEB

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Radialista comunitário paga multa de R$ 3 mil com moedas para protestar em Campinas

Condenação da Justiça deu início a ato pelas rádios comunitárias.
"Nunca houve nada parecido nas agências da cidade", afirma banco.

Do G1 Campinas e Região
Jerry de Oliveira com moedas para o pagamento da condenação em Campinas (SP) (Foto: Marina Ortiz/ G1)Jerry de Oliveira com moedas para o pagamento da condenação em Campinas (Foto: Marina Ortiz/ G1)
O radialista Jerry de Oliveira chamou a atenção em uma agência da Caixa, no Centro deCampinas (SP), ao pagar uma multa no valor de R$ 3,1 mil apenas com moedas nesta tarde de quarta-feira (1º). Ele foi condenado pela Justiça Federal sob a acusação de calúnia, injúria e difamação contra dois agentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) durante o fechamento de uma emissora comunitária no município há seis anos.
Oliveira conta que a condenação deu início a um protesto que previa o pagamento da multa com moedas e uma campanha pelas rádios comunitárias. O ato, que contou com o apoio de diversos movimentos sociais, foi realizado nesta quarta-feira, no Largo do Pará, já que segundo o radialista, esse era o prazo que ele tinha para quitar o documento e não ser detido.
“A gente queria chamar atenção para a liberdade de comunicação e resolveu chamar atenção com a multa em moedas. A ideia surgiu porque não valia a pena abrir um recurso e o custo seria mais alto do que a própria multa", explicou.
Ato contra a condenação do radialista Jerry de Oliveira em Campinas (SP) (Foto: Marina Ortiz/ G1)Ato contra a condenação nesta quarta-feira em
Campinas (Foto: Marina Ortiz/ G1)
Moedas pelo chão
Durante o ato, moedas de R$ 1, R$ 0,50, R$ 0,10 e R$ 0,05 foram espalhadas pelo chão em frente ao prédio da Justiça Federal. Segundo Oliveira, eram mais de 30 mil, o que daria aproximadamente 250 quilos de metal.
O radialista conta que com a ajuda das rádios comunitárias de todo o país foi muito rápido arrecadar a quantia. "Elas se solidarizaram em ajudar no pagamento. E foi muito rápido, três meses e veio de todo canto do Brasil. Até as prostitutas do Jardim Itatinga ajudaram", destacou.
Foram necessários dois carrinhos de mão para levar o pagamento simbólico até a agência da Caixa, que fica ao lado da Justiça Federal, para efetuar o pagamento. No entanto, o radialista avaliou o ato desta quarta como uma vitória. "Nos estamos felizes da vida com essa conquista solidária”, destacou.
Contagem das moedas
Segundo a assessoria da Caixa, nunca houve nada parecido nas agências de Campinas e foram necessários três funcionários para ajudar a separar as moedas e inseri-las na máquina que faz a contagem. O procedimento durou uma hora e meia.
A assessoria do banco disse ainda que o radialista conseguiu pagar o documento e que até sobraram moedas, mas que não foi possível apurar quantas eram no total. Mesmo com a movimentação, a agência funcionou normalmente.
A Anatel foi procurada pelo G1 para comentar o caso, mas o órgão não respondeu até a publicação da reportagem.

Movimento de rádios comunitárias perde valoroso militante no Rio Grande do Norte


A cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, perde na manhã desta quarta-feira, dia 1º de Julho, Hugo Tavares Dutra, um dos grandes nomes de Santa Cruz, batalhador em diversas áreas para o desenvolvimento da cidade.

Funcionário do IBGE, Hugo sempre foi um militante ativo. Fundador da Associação Rádio Comunitária Santa Rita, Hugo Tavares destinou boa parte de sua vida à comunicação e a usá-la para contribuir com a sociedade.

O comunicador também foi voz ativa para as regiões Trairi e Potengi na luta pela Adutora Monsenhor Expedito. Ao lado do Monsenhor Expedito, cobrou dos políticos e a adutora hoje é uma realidade e contribui muito para os municípios nas terras secas em que vivemos.

Hugo tavares também foi importante para reativação do campus de Santa Cruz da UFRN e sua ampliação, sendo um interlocutor da sociedade com as autoridades para o projeto se tornar realidade.

Outra faceta importante de Hugo era a arte. Apaixonado, Hugo foi escritor, poeta e um amante da cena cultural santacruzense, defendendo a classe artística em importantes momentos de sua vida.

Na sua última batalha, Hugo lutou contra o câncer desde o ano passado, mas não resistiu a doença e faleceu nesta manhã no Hospital Policlínica, em Natal.


Édipo Natan

terça-feira, 30 de junho de 2015

Comunidade da floresta amazônica se mobiliza para criar rádio comunitária

A comunidade Boca do Mamirauá está localizada numa das áreas mais preservadas da Amazônia brasileira, a cerca de 30 quilômetros do município de Tefé, no estado do Amazonas. As 24 famílias que moram na região vivem basicamente do ecoturismo e da agricultura de subsistência que tem como o principal produto a farinha.

No último final de semana, o povoado deu um importante passo para fortalecer a mobilização local. Com o apoio de entidades parceiras e comunicadores populares independentes, a comunidade conseguiu colocar no ar a Rádio Comunitária Mamirauá FM (97.3).

Com a antena instalada no alto de uma árvore conhecida como castanha de sapucaia e utilizando o rio como aliado para refletir e retransmitir as ondas num raio de mais dois quilômetros, a Rádio Mamirauá é uma conquista para os 66 moradores da região.

O interesse da comunidade em ter uma rádio vem desde de 2012, quando através do apoio de ativistas do ramo da comunicação, o povoado conseguiu instalar as chamadas ‘bocas de ferro’, a tradicional rádio-poste. Com uma programação voltada para a área de serviços comunitários, ‘as bocas de ferro’ trouxeram uma nova realidade para os moradores da região, que poderá ser ampliada a partir de agora com a transmissão da Rádio Mamirauá em FM.

Francivane Martins, mora na comunidade e faz parte da equipe da rádio. Segundo ela, a presença de uma emissora comunitária ajuda bastante no dia a dia dos moradores. A comunicadora conta que antes tinha que sair de casa em casa para avisar sobre reuniões, pessoas doentes e outros informes. De acordo com Francivane, agora tudo ficou mais fácil com a utilização da rádio.

A distância geográfica dentro da própria comunidade é um fator que acaba dificultando a comunicação entre os moradores. O comunicador independente que ajudou na instalação da Rádio Mamirauá, Marco Lopes, chama a atenção principalmente para lei 9.612/98, que estabelece os parâmetros para a Radiodifusão Comunitária. Para ele, a legislação não atende as necessidade da população que vive afastada dos grandes centros, já que a realidade em termos de distância e número de habitantes por metro quadrado é totalmente diferente das zonas urbanas.

A programação da Rádio Mamirauá ainda está sendo construída. Os moradores já receberam oficinas sobre a legislação das rádios comunitárias no Brasil e o conceito de rádio. No próximo final de semana a comunidade decidirá o tempo de funcionamento da nova emissora e os programas que ocuparão a grade.

Informações: Agência Pulsar

Foto: Ligia Apel

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cineasta poderá assumir direção de rádio comunitária em João Pessoa

O cineasta e teatrólogo Marcos Veloso (foto) deverá assumir a direção da Sociedade Cultural Posse Nova República, mantenedora da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, atualmente presidida pela jornalista Fabiana Veloso. “Vou fazer o convite a ele, pois estou no final do mandato e o grupo precisa se renovar”, disse Fabiana.

Marcos Veloso foi um dos fundadores da associação e atualmente trabalha com projeto teatral na cidade de Mari.

A Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares tem sede no bairro Ernesto Geisel, em João Pessoa, e se encontra fora do ar, atuando apenas na internet, em parceria com a Rádio Web Comunitária Porto do Capim.

A Sociedade Cultural Posse Nova República é uma organização não governamental que atua nos bairros Ernesto Geisel, Funcionários, Grotão e adjacências, em João Pessoa, fazendo um trabalho de socialização com crianças e adolescentes, através de projetos de resgate da cidadania, procurando dar voz aos excluídos da comunidade através do teatro, esporte, música, oficinas de capacitação profissional, rádio comunitária e outras atividades que “possam dar uma opção à juventude, no lugar do crime e da violência”, disse Beto Palhano, participante do grupo.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

PARAÍBA



Grupo patrocinado por rádio comunitária obtém segunda colocação em concurso de quadrilha junina

Edglês Gonçalves

A quadrilha junina Fogueirinha, de João Pessoa, ficou com a segunda colocação  no campeonato estadual de quadrilhas. O grupo fez um resgate histórico da origem das quadrilhas e a colonização brasileira, com o tema "Navegar é Preciso". A quadrilha pessoense vai disputar o Nordestão em Maceió, nos dias 11 e 12 de julho. O quadrilheiro Edglês Gonçalves teve como padrinho de investimento o programa “Alô comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. 

A primeira colocação ficou com a Moleka 100 Vergonha, quadrilha junina de Campina Grande, A final aconteceu na noite da quinta-feira (25) na Pirâmide do Parque do Povo e reuniu oito quadrilhas de diversos lugares da Paraíba na finalíssima do festival.

Além da Moleka 100 Vergonha e da Fogueirinha, mais seis quadrilhas disputaram a final. A Mistura Gostosa, Explosão Nordestina, Flor de Mandacaru, Fogueirinha, Lageiro Seco, Fazenda Nordestina e Paixão Junina.

Edglês Gonçalves é ator e arte educador, voluntário no projeto Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, em Itabaiana, onde trabalha com artes cênicas, danças populares e outras manifestações folclóricas.  O programa “Alô comunidade” conta com as parcerias do Ponto de Cultura e do Coletivo de Jornalistas Novos Rumos. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Alo Comunidade RICHARDSON DIAS

 



Nesta edição Fabio Mozart conversou com Richardson Dias sobre rádio comunitária e democratização da comunicação. Produção e apresentação de Mozart, com sonoplastia de Maurício Mesquita.

As emissoras de rádio e televisão são outorgadas com o compromisso de valorizar a cultura e a educação. Quais das emissoras de Campinas (e do Brasil) cumprem este dispositivo constitucional?

Quais emissoras de rádio e TV valorizam a mulher? Quais as emissoras valorizam a diversidade cultural brasileira? Os direitos humanos? 

Este debate foi tratado com propriedade durante o seminário Daniel Hertz, organizado pelo coletivo de comunicação do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Campinas/SP.

 A mídia tem lado. Está a serviço de um modelo proposto pelo capital para desenvolver processos de desumanização da sociedade. Entendemos como controle social a organização da sociedade para que as concessões públicas de rádio e TV cumpram seu papel no sentido de promover valores humanos, a educação e a cultura. Para isso é mais do que necessário a criação de um Conselho Municipal de comunicação em Campinas.


Jerry Oliveira