PORTO DO CAPIM RADIOWEB

terça-feira, 30 de setembro de 2014

UFPB oferece pós-graduação a distância em gênero e raça

O objetivo é capacitar e formar professores, funcionários e gestores públicos para discutir novas políticas públicas sobre esses temas. A pós-graduação, que terá duração de 18 meses, é uma iniciativa do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero da UFPB, o Nipam. O repórter Rodrigo Andrade conversou com Glória Rabay, coordenadora do curso.

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 fonte:http://espaco-experimental.blogspot.com.br/2014/09/ufpb-oferece-pos-graduacao-distancia-em.html?spref=fb

Radiodifusão Comunitária celebra Dia Nacional do Rádio lutando por uma nova Lei

Em 25 de setembro, celebra-se o Dia Nacional do Rádio. A data foi escolhida para homenagear o nascimento de Roquete Pinto, considerado o “Pai do Rádio Brasileiro”. A primeira transmissão de radiofônica no Brasil aconteceu no dia 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira. Nessa ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.
Durante mais de nove décadas, o Rádio avançou tecnologicamente e atingiu cada vez mais pessoas no mundo, com aperfeiçoamento de transmissão, e reinvenção, como forma de adaptação aos dias atuais. Ao longo do tempo, o veículo ganhou aliados para expandir seu alcance, como o telefone celular (87% dos modelos vendidos têm receptores de rádio integrados nos aparelhos), tablets, computadores, entre outros. Pela internet, por exemplo, é possível ouvir uma transmissão de rádio de qualquer parte do planeta. Mas transmissão convencional e com tanta tradição é o que ainda fascina a maioria dos ouvintes. Dados do PNAD/IBGE mostram que o Rádio continua a ter uma presença marcante na vida do brasileiro: hoje, em cada dez domicílios, nove têm um aparelho de rádio.

A Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) entende que o rádio é uma ferramenta popular que muito contribui com o desenvolvimento social do País. As Rádios Comunitárias tem como essência, o poder de interlocução do povo com sua cultura, seus direitos e com os poderes do seu Estado. Neste sentido a Abraço segue incansavelmente lutando para que uma nova Lei de Rádios Comunitárias seja implementada.
Desde a década de 90 que o movimento das rádios comunitárias, capitaneadas pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço, vem lutando para transformar a LEI MÍNIMA 9612/98, que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária no Brasil em uma lei que seja fomentadora da democratização da comunicação no país a partir do fortalecimento como órgão local de comunicação radiofônica, para promover o desenvolvimento sustentável local. Infelizmente, nesses 16 anos de existência da Lei, não foi possível mudar uma vírgula sequer do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, mesmo havendo dezenas de Projetos de Leis em tramitação na casa.
A mobilização por uma nova Lei
A Campanha por uma Nova Lei de Rádios Comunitárias no Brasil está ganhando cada vez mais força. A coleta de assinaturas promovida pela Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária)  está “encorpando” o ato que forçará o Parlamento a realizar as mudanças necessárias para a radiodifusão comunitária.  Desde o lançamento da campanha, a sede da Abraço Nacional em Brasília, vem recebendo centenas de assinaturas vindas de várias cidades do Brasil. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio Janeiro e Paraná, foram os que mais coletaram assinaturas para o envio até o momento.
A Abraço quer mobilizar as mais de 5.000 rádios comunitárias autorizadas no Brasil. A campanha é muito simples: Cada emissora fica com a responsabilidade de coletar um mínimo de trezentas, assinaturas para se chegar ao total de um milhão e trezentas mil assinaturas exigidas pelo Congresso Nacional para acatar uma proposta de iniciativa popular.
As propostas constantes do PLIP são a sistematização de nossas reivindicações desde antes da promulgação da Lei 9612/98 e contempla a totalidade de das demandas legais para as emissoras.  A  Abraço conclama às direções das Rádios Comunitárias de todo o país a promoverem esta coleta de assinaturas.

Abraço Nacional

domingo, 28 de setembro de 2014

Alo Comunidade 163 LUCIANO OLIVEIRA LUIZ DUARTE

  Nesta edição a ministra Tereza Campelo (MDS) fala sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome Mundial. Entrevistamos Luciano Oliveira, líder da Nação Maracahyba, que completa nove anos de maracatu em João Pessoa. E ainda a música regional do pernambucano Luiz Duarte. Produção e apresentação de Dalmo Oliveira. Locução de Beto Palhano. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.



MP pede extinção de rádio comunitária em Saboeiro


O Ministério Público do Estado do Ceará ajuizou uma ação civil pública, na última quarta-feira, 17, pedindo a extinção da Fundação José Cândido Silva, em Saboeiro, 462,8 km de Fortaleza. Segundo o órgão, a rádio da instituição, “Canta Galo FM 109.4”, não possui aprovação do seu estatuto pelo MPCE e não presta contas com a instituição, o que desrespeita requisitos legais previstos no Código Civil.
O MP alega ainda que, em procedimento administrativo instaurado em 2011, sobre a prestação de contas do período de 2006 a 2010, a fundação informou que não havia recebido verba do ente público ou particular. No entanto, provas colhidas atestam que a entidade recebeu determinados valores da Prefeitura de Saboeiro, em 2009.
Além da ausência da prestação de contas, o Ministério apontou que a Fundação estaria utilizando a rádio “Canta Galo FM” para a prática de atos político-partidários, o que caracteriza desvio de finalidade.
O MPCE pede que a Justiça determine a imediata suspensão da atividades da Fundação José Cândido Silva e a suspensão do serviço de radiodifusão. Em caso de descumprimento, foi sugeria a multa diária de R$ 1 mil.
O prefeito de Saboeiro, Marcondes Ferraz (PSDB),  disse que a prefeitura também ingressou ação para o fechamento da rádio. “Só serve para falar mal do prefeito e do governador, não é comunitária”, argumenta.

Abraço Nacional


sábado, 27 de setembro de 2014

Programa de rádio comunitária repercute trabalho de Ponto de Cultura na Paraíba

Estudantes visitam estúdio da Rádio Tabajara
O programa “Alô comunidade”, produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara da Paraíba AM, conta com a parceria do Núcleo de Comunicação do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, que repercute as atividades sociais e culturais da cidade de Itabaiana, mostrando suas mais diversas expressões artísticas. Semanalmente, o programa mostra entrevistas e notícias das atividades do Ponto de Cultura, considerado um dos mais atuantes da Paraíba.
O Coordenador Geral do Ponto, jornalista Fábio Mozart, afirmou que está sendo programado para 2015 um projeto de oficinas de produção de programa, entrevistas e reportagens para ajudar os comunicadores a se prepararem cada vez melhor para produzirem bons programas, boas entrevistas e reportagens. “Contamos com os produtores do programa “Alô comunidade” como orientadores dessas oficinas, como os radialistas Dalmo Oliveira, Marcos Veloso e Beto Palhano, que já fazem um trabalho de qualificação de pessoal que trabalha em rádios comunitárias na Paraíba”, disse ele.

Recentemente, o programa recebeu um grupo de estudantes da Escola Estadual João Fagundes de Oliveira, os quais participaram do 1º Festival de Vídeo Estudantil promovido pelo Ponto de Cultura Cantiga de Ninar. Os estudantes foram conhecer o estúdio da Rádio Tabajara e se familiarizar com as técnicas de organização e produção de um programa de rádio.


Dalmo Oliveira, produtor do programa, afirmou que é importante passar um pouco da experiência de trabalho na radiodifusão para os jovens que desejam assumir seu papel de comunicador em rádios comunitárias no interior da Paraíba. “Uma das missões deste programa “Alô comunidade” é justamente esse, de interagir com as comunidades e suas redes sociais, para dar voz aos segmentos mais necessitados de repercutir seus anseios e seus projetos sociais”, disse ele. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Governo do Rio sanciona lei de apoio às rádios e TVs comunitárias


O Governo do Rio de Janeiro sancionou a lei 6892/14, projeto apresentado há 10 anos atrás, em 2004, pelo deputado Estadual Carlos Minc na ALERJ. Na época, foram realizadas as primeiras audiências públicas de rádios comunitárias, culminando agora com a sansão da primeira lei do estado em apoio às rádios e Tvs Comunitárias, certamente uma das únicas no país.

A Lei 6892/14 garante o mínimo de 1% do total das verbas oficiais para a veiculação em rádios e tevês comunitárias de campanhas institucionais, como de prevenção à dengue, reciclagem de lixo, prevenção de incêndios.

“Demos uma passo para fortalecer as rádios comunitárias e diversificar expressões culturais. O cidadão não pode ser apenas receptor de códigos e mensagens do poder, mas transmissor de seus problemas, propostas. O sufoco financeiro tem levado ao fechamento de inúmeras rádios, apartadas de qualquer apoio institucional”, afirmou Minc.
Uma das lideranças do movimento das rádios comunitárias, o radialista Tião Santos se emocionou ao saber da aprovação da lei: “Confesso que fiquei emocionado ao receber essa notícia. Emocionado porque me veio à mente as muitas lutas que tivemos pelas rádios e tevês comunitárias do nosso estado. Essa lei nos recoloca na dianteira das lutas pela comunicação libertária em nosso país”.
A aprovação da lei é uma antiga luta do mandato de Minc, que tem entre suas bandeiras estimular a democratização das comunicações. “A legislação federal já diz que a destinação de verbas publicitárias deve ser proporcional à audiência dos meios de comunicação. Mas as rádios e tevês comunitárias estavam excluídas desse processo. No entanto, algumas têm grande audiência, como ficou comprovado, recentemente, com o uso pelo Exército da Rádio Maré, que fala para 160 mil moradores das comunidades do Complexo da Maré”, completa.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Programa de rádio comunitária feito por haitianos divulga a cultura caribenha no Paraná


'Haiti Universal' é transmitido por uma rádio comunitária em Cascavel. Ideia surgiu de uma participação deles em um outro programa da emissora.

A rotina de três haitianos que moram em Cascavel, no oeste do Paraná, mudou depois que eles passaram a comandar um programa em uma emissora de rádio comunitária, a Cascavel FM. Além de entretenimento para os companheiros que vivem na cidade, familiares que moram no Haiti também podem acompanhar e ter notícias deles. O programa vai ao ar todo domingo, das 20h às 21h, e também é exibido pela internet.

“Eles se queixam que é muito caro as ligações para fazer contato com as famílias lá no Haiti. Então, é uma oportunidade através da internet e do site da rádio. E também para deixar o pessoal mais tranquilo lá do outro lado que está ouvindo e ter notícias dos familiares que estão aqui no Brasil”, afirma o diretor da rádio, Diogo Tamoio.

A ideia surgiu depois de uma participação do trio em outro programa da mesma emissora. O programador gostou da participação e os chamou para fazer parte da equipe. “A rádio sempre está procurando programas alternativos para interagir com a comunidade e a gente teve a ideia de colocar eles no ar. Existe um número muito grande de haitianos dentro da cidade, mas a gente pouco conhece os costumes e os estilos musicais deles”, conta o diretor.

De acordo com a Polícia Federal de Cascavel, atualmente, 15.802 mil haitianos estão registrados e cerca de 1.300 moram na cidade. A PF informou, ainda, que são feitos pelo menos 20 pedidos de refúgio por mês na delegacia.