PORTO DO CAPIM RADIOWEB

sábado, 20 de setembro de 2014

Comunicadores de Mari comemoram aniversário da cidade com entrevista na Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares

Ricardo Alves
Os radialistas comunitários Manoel Batista e Ricardo Alves, da Rádio Comunitária Araçá, de Mari/PB, estarão no programa “Alô comunidade” neste sábado, 20, a partir das 14 horas. A cidade festeja aniversário de emancipação política, cujas celebrações começaram ontem, 19, com eventos organizados pela Prefeitura local.
Os comunicadores comunitários irão falar sobre sua cidade, além de abordar temas ligados à cultura e radiodifusão comunitária.
O programa, apresentado por Fábio Mozart e Marcos Veloso, tem início às 14 horas, transmitido pela Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110 KHZ), com reprise por diversas rádios comunitárias e sites da internet. O programa tem difusão em tempo real pela Rádio Web Comunitária Porto do Capim (www.radioportodocapim.com.br)
“Alô comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, parceria com o Coletivo de Jornalistas Novos Rumos, Sociedade Cultural Posse Nova República e Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, de Itabaiana.
Também para ouvir em tempo real:


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Alo Comunidade 161 ARIMATEIA FRANCA JACINTO MORENO

 Nesta edição entrevistamos o sindicalista Arimateia França e o videasta Jacinto Moreno. Produção de Dalmo Oliveira. Locução de Beto Palhano e Dalmo Oliveira. Sonoplastia de Mauricio José.





Jessier Quirino e as rádios comunitárias


Conheço Jessier Quirino desde 2004, quando fizemos parte da comissão que organizou as comemorações pelo centenário do poeta Zé da Luz, em Itabaiana. Naquela ocasião, produzimos uma revista, fizemos um espetáculo musical e inauguramos o busto do poeta matuto de Itabaiana. No espetáculo, apresentaram-se os artistas itabaianenses Adeildo Vieira, o forrozeiro Aracílio Araújo e o saxofonista Arnaud Neto, com um detalhe: foi a primeira vez que esses consagrados músicos tiveram a oportunidade de se apresentar em sua terra natal. Sabe por quê? Pelo simples motivos de que a população não conhece as obras desses artistas de tão alto valor. E isso acontece porque as rádios comerciais não tocam suas músicas. Eles não fazem parte do esquema do velho jabaculê, que consiste na prática de uma gravadora pagar dinheiro para a transmissão de músicas em uma rádio ou TV. Por isso, só são divulgados nas verdadeiras rádios comunitárias, aquelas que adotam o princípio de valorizar os artistas da região. 
Recebemos mensagem de Nesmar Monteiro, morador da cidade de Ipiuá, uma comunidade pequena no sertão da Bahia. Naquelas paragens, informa o leitor, “o poeta Jessier Quirino retrata o Nordeste como ninguém, entra na alma do nosso povo, fala com uma sabedoria de quem viveu as agruras e alegrias do sertanejo. Aqui em nossa Rádio Comunitária, o Jessier Quirino está invadindo as casas com suas prosas e canções. Mas tem um detalhe: só as rádios comunitárias tocam Jessier, porque as outras se resumem ao forró falsificado das bandas bundinhas”. Isso indica duas verdades: primeiro: Jessier Quirino hoje é um nome nacional, indiscutivelmente a maior revelação paraibana no campo da poesia e da música regional dos últimos tempos. Segundo, as rádios comunitárias estão resgatando a autêntica cultura de raiz, através das ondas eletromagnéticas de baixa potência, nas pequenas cidades brasileiras. 
Corrupção também é cultura: a palavra jabaculê tem origem africana, e seu sentido original é “oferenda para que os maus espíritos não interfiram na harmonia da comunidade”. O jabaculê das rádios comerciais é, portanto, uma “oferenda” para que o esquema do lixo da indústria cultural continue a rolar nas ondas do rádio, em detrimento da música de qualidade. Mas cabe a pergunta: e rádio comunitária também não “come” jabaculê? Pode até ser, mas é um tanto complicado, porque a indústria da música não se interessa por pequenas rádios que só alcançam uma pequena cidade ou um bairro. O negócio deles é macro, no atacado, envolvendo grandes redes de rádio e TV. 
Mas voltando ao Jessier Quirino, o fotógrafo Euclydes Villar da microssérie “A Pedra do Reino”, da Rede Globo, o homem tá se tornando “nacioná e internacioná”, mas onde ele reina mesmo é na difusora de pé de poste do interior, e nas pequenas emissoras como a Rádio Comunitária Alto Falante, do Alto José do Pinho, comunidade pobre do Recife. Lá tem um programa chamado “Politicando”, que fala de temas ligados à política, logicamente, em linguagem simples para o povão. No programa eles tocam músicas que falam de política. Rodam Legião Urbana, Raul Seixas, Lobão e outros. Daí apareceu um morador da comunidade que entrou no debate e recitou “Comício de beco estreito”, um poema clássico de Jessier Quirino. Portanto, menino, quando o poeta está na boca do povo, é porque está consagrado pra “seculum seculorum”. Assim falou Zaratustra e Biu Penca Preta...
Fábio Mozart

terça-feira, 16 de setembro de 2014


O MNRC não tem base no RS e SP, apenas.  Sua maior organicidade está no Estado de Santa Catarina,  juntamente com os demais Estados do Sul e Sudeste, além da Bahia e alguns focos em outros Estados. O MNRC não comunga do atrelamento de entidades representativas a partidos políticos ou pessoas.  O objetivo é a criação de uma nova entidade representativa a nível nacional, tipo: Associação Nacional de Rádios Comunitárias, já que o MNRC não é entidade representativa, mas apenas um Movimento Social que visa agregar todos os defensores, apoiadores e operadores de rádios comunitárias, como essência da democratização dos meios de comunicação.   
E não admitiremos que o Nome MNRC seja achovalhado, pois atualmente é a única força capaz de levar as reivindicações do meio com isenção e credibilidade.  O fato de alguns de seus integrantes apoiarem Dilma ou qualquer outro candidato comprometido com a causa, que não é o caso dos representantes empresariais, não lhe retira a legitimidade, até por que, todos temos responsabilidade sobre o que já se conquistou até aqui, principalmente de espaço institucional junto aos Governos, Poder Judiciario, OAB, Ministério Público Federal, UNESCO, OEA e ONU.   Se quiserem mais detalhes, não economizarei palavras para defender o MNRC-Movimento Nacional de Rádios Comunitárias.
MOVIMENTO NACIONAL DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS-MNRC

João Carlos Santin
Frente de Direitos Humanos e Asssuntos Jurídicos



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Coordenador da Abraço de Rondônia critica ABRAÇO Nacional e pede renovação

Edmilson Costha (esquerda) da Abraço RO

O radialista Edmilson Costha, Coordenador Geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária em Rondônia, afirmou que a congênere nacional está desacreditada, principalmente pelo envolvimento político dos seus dirigentes. “Com Soter e Valdecir, a vaca vai pro brejo. Eles controlam a organização, impedem as mudanças para democratizar e usam a Abraço para fins políticos”, disse Costha. Para ele, o atrelamento político vem esfacelando o movimento de radcom. “Pela terceira vez, adiaram o VIII Congresso da entidade para agosto de 2015, porque até para um evento desses, eles dependem de verbas públicas oriundas de emenda da deputada Luiza Erundina”, informa ele, para quem o ideal seria que todas as Abraço bancassem suas despesas.
Sobre o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, que está se organizando a partir de bases em São Paulo e Rio Grande do Sul, Edmilson Costha também não tem muitas esperanças de que saia uma renovação para enfrentamento das lutas pela democratizações da comunicação via rádios comunitárias e livres. Para ele, esse Movimento também só vai servir de massa de manobra de políticos e ativistas de esquerda. “O Jerry Oliveira não quer nem que tenham um registro de CNPJ, para que seja um movimento calcado no MST”, afirmou, acreditando que o MNRC já nasce “um pouco sem rumo.”
Edmilson Costha faz parte da Rádio Comunitária Rio Madeira FM, de Porto Velho, a partir da qual vem procurando reorganizar as lutas, conforme esclarece. 

domingo, 14 de setembro de 2014

Mais uma publicação sobre rádios comunitárias disponível na internet


Rádios Comunitárias: avanços ou negação do direito humano à comunicação? – refere-se ao tema da Comunicação e suas implicações para a ação educativa em direitos humanos, proposta pelo Programa de Educação para a Cidadania, por meio da intervenção Rede Solidária de Defesa Social nos territórios populares da cidade do Recife, locais onde incidem os maiores índices de violência contra o segmento da população jovem. O estudo revela-se como um mote para inúmeras descobertas, para a questão específica de rádios comunitárias que, mesmo vistas  como importante vetor de comunicação, apesar de sua vocação para estarem tão perto da população que habita as comunidades, muitas vezes permanecem tão longe do alcance de muitas delas!
Nesse sentido, fica evidente o interesse manifesto pelos líderes comunitários, constituídos por grupos jovens e adultos, de conhecer esse universo das rádios existentes em sua localidade, tendo em vista a negociação de ações conjuntas com o movimento popular que venham favorecer especialmente aquelas ações voltadas para o fortalecimento da luta pela prevenção à violência.
Entretanto, o estudo, para além da realidade empírica da existência e das condições do funcionamento no cotidiano das rádios comunitárias, sugere outros desdobramentos do tema da Comunicação Comunitária, contextualizada numa conjuntura marcada por profundos conflitos. A realidade - vista pelas limitações burocráticas e legais impostas às rádios comunitárias como meios de comunicação e distribuição de informações à comunidade - remete ao pensamento crítico contra a violência política exercida pelos meios dominantes de comunicação e nos desafia à busca de uma cultura política.
(Do livro RÁDIOS COMUNITÁRIAS: AVANÇOS OU NEGAÇÃO DO DIREITO HUMANO À COMUNICAÇÃO? – De Célia Dantas Gentil Rique)

sábado, 13 de setembro de 2014

Radialistas comunitários inserem temas sobre radcom em pauta de reunião com Presidenta Dilma


O radialistas comunitário Ângelo Ignácio, de São Paulo, representará o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias em encontro com a Presidenta Dilma Roussef nesta segunda-feira, 15. “Estarei representando também os artistas suburbanos, já que se trata de um encontro de cultura, mas vou aproveitarei para defender temas da comunicação comunitária”, disse Ângelo, adiantando que falará sobre o decreto que beneficia as entidades de radcom e a descriminalização do movimento. “Terei cinco minutos para falar com a Presidenta, e o nosso objetivo é de pegar um compromisso para que ela tome a iniciativa de assinar esse decreto como o primeiro ato da sua próxima gestão”, afirmou ele.
Na questão cultural, Ângelo Ignácio disse que pretende defender a “territorialização das verbas da cultura e assimilação desse conceito nas definições de controle social, além do lazer como direito humano.”
POLITIZAÇÃO
O Movimento de rádios comunitárias, através de suas entidades mais representativas, está engajado totalmente na campanha de reeleição da atual Presidenta Dilma. A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, da qual o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias – MNRC é dissidente, faz campanha abertamente para a candidata do Partido dos Trabalhadores.
A Agência Abraço, órgão da Abraço Nacional, virou uma central de notícias da campanha da petista, enviando inclusive para as rádios comunitárias spots e releases publicitários. “A Agência Abraço é um braço do esquema de comunicação da campanha de Dilma, seu escritório funciona abaixo do escritório de conhecido senador petista”, disse Edmilson Costha, militante do movimento.  “Como teremos moral para combater o proselitismo político nas rádios comunitárias quando vemos nossas entidades representativas engajadas em campanhas partidárias?”, indaga Claudionor Mendes, outro militante.
O Boletim Radcom nas Eleições é divulgado nacionalmente através da Agência Abraço, por meio de sonoras. Uma delas informa: “Dilma diz que as mudanças promovidas pelo seu governo vão desmentir adversários”, com trechos de discursos da Presidenta candidata.  

CONTRADIÇÕES
A relação dos que se dizem líderes do movimento de radiodifusão comunitária com o governo de Dilma Roussef é repleto de contradições, juntando atração e repulsa. Jerry Oliveira, radialista de São Paulo, foi incisivo: “Não me esquecerei, Dilma, do que fizestes com as nossas rádios comunitárias e do processo de aniquilamento promovido pelo seu Ministro das Comunicações, do processo de criminalização dos movimentos sociais levado a cabo pelo seu Ministro da Justiça, do golpe na luta pela democratização da comunicação com o engavetamento do PL de mídia democrática de Franklim Martins.” Apesar de tudo, ele diz que vota na Dilma, “para evitar que a direita chegue ao poder”.