PORTO DO CAPIM RADIOWEB

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rádio Comunitária Bicuda defende meio ambiente e melhor qualidade de vida no Rio


Após dez anos de negociação com o Ministério das Comunicações, a região da Leopoldina conquistou a primeira rádio comunitária que defende o meio ambiente e a conscientização do cidadão em 24 de outubro de 2008. Depois dessa vitória, a ONG iniciou intensa mobilização para arrecadar recursos e reconstruir o estúdio da Rádio Comunitária Bicuda FM 98,7 MHz.

          A programação privilegia a música popular brasileira e busca a participação da sociedade civil na construção da grade de programação. Além da defesa da Serra  e de melhor qualidade de vida à população, a direção da Bicuda Ecológica não abre mão de uma conscientização através das ondas da Rádio. “Promoção da cidadania é um dos pilares de uma rádio comunitária. Nós não abrimos mão dessa prerrogativa”, afirma o jornalista e coordenador da Rádio Bicuda FM 98,7, Carlos Osório.

          No ar desde início de 2009, a população local tem demonstrado interesse pela Rádio Comunitária Bicuda FM 98,7 MHz, principalmente pelo estilo das músicas tocadas. A Rádio está aberta à população. Alguns moradores já fazem programas nela, como é o caso do apresentador Fabio Sena. Ele afirma que a Rádio Comunitária é um instrumento importante para difusão de ideias que não teriam oportunidade na grande mídia. Ela existe para reivindicações de moradores locais e para que os mesmos possam ser informados de assuntos que interfiram no seu cotidiano, completa.

          No mês em que a licença da Rádio faz aniversário, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro entregou o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, no dia 21 de outubro de 2009, pelo comprometimento com a busca da cidadania e melhor qualidade de vida.


          A programação da Rádio traz informação, lazer e cultura à sociedade civil. Com isso, espera-se atender um público de diversas idades, satisfazendo a população e também melhorando o nível de conscientização da participação de cada cidadão na construção de uma sociedade mais igualitária, ciente de seus direitos e deveres.

domingo, 19 de outubro de 2014

Fim de concessão de meios de comunicação a políticos com mandato


A data de 18 de dezembro foi marcada como o Dia Internacional pela Democratização da Comunicação. Além de comemorar a data, entidades promoveram, ao longo da semana, uma série de atividades com o objetivo de ampliar o debate e a coleta de assinaturas em apoio ao chamado Projeto de Lei da Mídia Democrática.

O projeto propõe nova regulação do sistema de comunicação do país, a partir de medidas como o estímulo à concorrência e a proibição da outorga de concessões para políticos com mandato eletivo.

“Esta tem sido uma semana importante para o debate e a luta pela democratização em pauta mais uma vez”, avalia Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que está à frente da organização das atividades da semana.

Segundo o FNDC, ações como debates e atos públicos ocorrem em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, Sergipe, São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Maranhão.

Também está sendo promovida a campanha "#Foracoronéisdamídia", que quer alertar sobre os impactos que a posse de concessões de meios de comunicação por políticos causam na democracia.

A campanha é uma parceria entre Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Os organizadores destacam que o Artigo 54 da Constituição Federal proíbe que deputados e senadores firmem “contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”.

Além da regra constitucional, o Códio Brasileiro de Telecomunicações estabelece que “não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial”.

Como emissoras de rádio e televisão funcionam por meio de concessões públicas, as organizações que participam da campanha defendem que essa proibição deve ser respeitada.

Essa não é, contudo, a realidade vivenciada no país. Apesar das normas, o projeto Donos da Mídia mostra que, até 2009, 271 políticos eram sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação no país. Até então, os casos eram comuns a praticamente todas as unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais. Os políticos citados pelo estudo eram filiados a dez partidos.

Para enfrentar esse cenário, desde 2011 tramita na Justiça a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 246.


Elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a ADPF questiona a outorga e a renovação de concessões de radiodifusão a pessoas jurídicas que tenham políticos com mandato como sócios ou associados.

Pede ainda a proibição da diplomação e a posse de políticos que sejam, direta ou indiretamente, sócios de pessoas jurídicas concessionárias de radiodifusão.

De acordo com a ADPF, é preciso que esse tipo de relação de propriedade seja declarada inconstitucional.

Sobre a situação atual, o texto mostra que a falta de fiscalização das concessões, permissões e autorizações para que essa prática seja evitada configura omissão por parte do Poder Executivo, com consequências para a garantia do direito à informação e para a própria democracia brasileira.

No ano passado, o Ministério Público Federal se posicionou sobre o tema. Ele reconheceu a proibição constitucional, mas deu parecer negativo à ADPF, alegando falta de delimitação do objeto.

A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes e ainda não há previsão de quando será votada.


  Com Agência Brasil



sábado, 18 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Hoje tem palhaço no “Alô comunidade”


O multimídia Dadá Venceslau estará no programa hoje à tarde, 18 de outubro, às 14h, na Rádio Tabajara AM, 1.110 KHZ, ou pela internet no site da emissora e na Rádio Web Comunitária Porto do Capim (www.radioportodocapim.com.br )

Dadá nasceu em um domingo de carnaval em Patos, sertão da Paraíba. Começou a trabalhar como artesão, expôs em feiras típicas em Tambaú e no Rio de Janeiro, onde a partir dos anos 80 começou a sua experiência com a arte circense, o teatro e as artes plásticas. Em 1985, de volta à Paraíba, fundou o Supimpa Produções Artísticas e surgiu a Trupe Agitada Gang, onde arrebatou vários prêmios como ator, cenógrafo, figurinista e aderecista.

Com o personagem "O Palhaço Dadá" participa do carnaval de Rua, na confecção de estandartes e alegorias. Gravou o CD Canta Palhaço, resgatando as cantigas de roda do cancioneiro popular.

O programa é apresentado por Fábio Mozart e Marcos Veloso, produção da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, parceria Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, Coletivo de Jornalistas Novos Rumos e Sociedade Cultural Posse Nova República.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aécio e Marina são contra patrocínio oficial para rádios comunitárias, diz colunista

Radialistas de São Paulo pedem lei que regule mídia no Brasil

O colunista Leandro Mazzili, editor da coluna “Esplanada”, publicada em mais de 20 jornais brasileiros, anotou em uma de suas publicações: “Para que a Presidente Dilma não virasse alvo de Aécio e Marina, o PT entubou no aliado PCdoB o projeto de regulação da mídia (por ora) – em especial o financeiro, com proposta de equivalência na distribuição de patrocínios oficiais. A proposta inclui rádios comunitárias no mesmo rol de grandes emissoras. O projeto está com a deputada federal Luciana Santos, de Pernambuco.”

“O colunista ‘esqueceu de mencionar que o projeto não interessa aos candidatos e, muito menos, às grandes corporações da mídia nacional, capitaneadas pela Rede Globo. Ele deixa transparecer que considera absurdo a equivalência entre rádios populares e rádios comerciais para receber verbas públicas”, disse Fábio Mozart, da Aparte - Associação Paraibana de Comunicação Comunitária, Alternativa e Popular.

“A viabilidade dessas emissoras requer mais que o aval do Estado. Geralmente criadas por comunidades de poucos recursos, as dificuldades de implantação e operação são muito maiores. E, embora oportuna para caracterizar a operação não comercial dessas emissoras, a vedação da propaganda fecha-lhes as portas à viabilidade econômico-financeira. Uma solução que foi adotada nos EUA, no Japão e em alguns países europeus e que se mostrou eficaz é a aplicação direta de recursos públicos”, observou o deputado Walter Pinheiro.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Deputado da Paraíba anuncia liberação de rádio comunitária em Mangabeira


O deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Manoel Junior, anunciou a liberação do Ministério das Comunicações para o funcionamento da Rádio Comunitária (Radcom) Associação Mangabeira de Todos, para executar o serviço na cidade de João Pessoa – PB. A Portaria nº 424 com a autorização da instalação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Foi com imensa satisfação que recebi essa notícia do Ministério e repasso aos moradores de João Pessoa, em especial Mangabeira. Há 15 anos que a comunidade está na luta para conseguir a instalação. E, assim que tomei conhecimento da morosidade para a liberação, abracei e lutei junto com eles, promovi audiências e articulações. Então podemos comemorar essa conquista da sociedade”, explica Manoel Junior.

Jonildo Cavalcanti, representante da Associação Paraibana de Rádio Comunitária, explica que a Radcom vai beneficiar diversos setores da sociedade. Ele e o líder comunitário e radialista José Gonçalves lutaram desde o início pelo projeto da Rádio Comunitária Mangabeira.

“Os segmentos sociais, culturais, educativos e a comunidade em geral esperam há tempos por esse meio de comunicação, que será de grande utilidade para comunidade de Mangabeira. O importante foi unir toda a comunidade, lideranças e segmentos sociais da comunidade em torno de um projeto bem maior e coletivo que beneficiará toda comunidade”, completa Jonildo.

Agora o processo segue para a Casa Civil, quando receberá a aprovação da presidenta Dilma Rousseff. De lá, será encaminhado ao Congresso nacional, responsável por finalizar o processo de outorga via Decreto Legislativo.

Criado em 1998, por meio da Lei 9.612, e regulamentada pelo Decreto 2.615, o Serviço de Radiodifusão Comunitária regula a radiodifusão sonora, em frequência modulada (FM), de baixa potência (25 watts) e cobertura restrita a um raio de 1 km a partir da antena transmissora.


Deputado Manoel Junior anuncia liberação de rádio comunitária em Mangabeira

Jonildo Cavalcanti, representante da Associação Paraibana de Rádio Comunitária, explica que a Radcom vai beneficiar diversos setores da sociedade. Ele e o líder comunitário e radialista José Gonçalves lutaram desde o início pelo projeto da Rádio Comunitária Mangabeira.




O deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Manoel Junior, anunciou na tarde desta segunda-feira, 08, a liberação do Ministério das Comunicações para o funcionamento da Rádio Comunitária (Radcom) Associação Mangabeira de Todos, para executar o serviço na cidade de João Pessoa – PB. A Portaria nº 424 com a autorização da instalação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Foi com imensa satisfação que recebi essa notícia do Ministério e repasso aos moradores de João Pessoa, em especial Mangabeira. Há 15 anos que a comunidade está na luta para conseguir a instalação. E, assim que tomei conhecimento da morosidade para a liberação, abracei e lutei junto com eles, promovi audiências e articulações. Então podemos comemorar essa conquista da sociedade”, explica Manoel Junior.

Jonildo Cavalcanti, representante da Associação Paraibana de Rádio Comunitária, explica que a Radcom vai beneficiar diversos setores da sociedade. Ele e o líder comunitário e radialista José Gonçalves lutaram desde o início pelo projeto da Rádio Comunitária Mangabeira.

“Os segmentos sociais, culturais, educativos e a comunidade em geral esperam há tempos por esse meio de comunicação, que será de grande utilidade para comunidade de Mangabeira. O importante foi unir toda a comunidade, lideranças e segmentos sociais da comunidade em torno de um projeto bem maior e coletivo que beneficiará toda comunidade”, completa Jonildo.

Agora o processo segue para a Casa Civil, quando receberá a aprovação da presidenta Dilma Rousseff. De lá, será encaminhado ao Congresso nacional, responsável por finalizar o processo de outorga via Decreto Legislativo.

Criado em 1998, por meio da Lei 9.612, e regulamentada pelo Decreto 2.615, o Serviço de Radiodifusão Comunitária regula a radiodifusão sonora, em frequência modulada (FM), de baixa potência (25 watts) e cobertura restrita a um raio de 1 km a partir da antena transmissora.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Audiodocumentário “O Rádio que fez história” é lançado por alunos de Jornalismo na UEPB



Alunos concluintes do Curso de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) acabam de lançar o audiodocumentário “O Rádio que fez história: contribuições para o desenvolvimento sociocultural de Campina Grande”. O trabalho tem como objetivo homenagear os 150 anos de Campina Grande, destacando a história do rádio na cidade e seu papel no desenvolvimento sociocultural da população.

Segundo os professores Goretti Sampaio e Rodrigo Apolinário, coordenadores da iniciativa, a proposta de “O Rádio que fez história” surgiu a partir da disciplina de Estágio Supervisionado, que propõe um produto ao final do curso. “Esta construção de memória é fruto de uma pesquisa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), iniciada há dois anos. Aproveitando este o contexto, elaboramos este trabalho”, disse Goretti Sampaio.

A participação dos alunos envolveu o trabalho de pesquisa com cunho científico, já que foram utilizados relatos de memória e história oral, e também realizaram toda a produção jornalística, da pauta à edição. No processo, também foram feitos testes de locução para a escolha do perfil mais indicado para narração dos relatos.

História para ouvir

Abrangendo desde os primeiros serviços de alto-falantes, mais conhecidos como difusoras, passando pelo pioneirismo das emissoras AM – Cariri, Borborema e Caturité – o audiodocumentário recupera a trajetória da radiofonia em Campina Grande, entre as décadas de 1930 e 1960, ressaltando os personagens, profissionais e programas que marcaram época no rádio e seu legado para as novas gerações.

Entre os entrevistados estão os professores Antonio Clarindo, Gilson Souto Maior, Luiz Custódio da Silva, além de Maria Mendes, Marilena Motta e da locutora Silvinha Alencar, e com gravações históricas em arquivos pesquisados de Hilton Motta, Joel Carlos (este entrevistado pouco antes de falecer) e Jovelino Farias, os três in memorian.

“Todos os entrevistados contribuíram muito para a construção da memória e foram peças fundamentais para a conclusão do trabalho”, destacou a professora Goretti. Segundo ela, há a possibilidade de tratar outras propostas nesta mesma perspectiva de construção da memória, a exemplo do jornalismo esportivo no rádio, o que poderá ser pesquisado por futuras turmas do Estágio Supervisionado.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Menina de 12 anos comanda programa musical em rádio comunitária de Santa Catarina


Na mesa de som da Rádio Comunitária Pinheira, na Palhoça em Santa Catarina, Ana Luíza Barcellos, parece gente grande. A menina de 12 anos é a nova locutora mirim da rádio, e há três semanas , comanda o programa pop, na 98,3 FM, em que seleciona suas músicas preferidas, lê notícias do barro e da cidade.
Todo sábado, das 8h às 10h, ela entra no ar e coloca para tocar, músicas de sua playlist  preferida do celular com cantores internacionais como Justin Bieber, Selena Gomez, Demi Lovato e Miley Cirus. Ela tem a liberdade de colocar as músicas que gosta, orientada pelos locutores mais experientes da rádio. Desinibida e comunicativa, Ana Luiza gosta do que faz. “Não tem ninguém te vendo, então me solto”, diz ela.

Durante a semana, ela se divide entre os estudos e as aulas de taekwondo, e quando chega no fim de semana, começa a preparar as músicas que tocarão na manhã de sábdo. Nos intervalos das músicas, Ana atualiza os ouvintes com notícias locais, além de informações que ela colhe com a diretora de sua escola.
A equipe da rádio havia colocado anúncios nas escolas da região em busca de novos talentos. Quando ouviu o comunicado, a mãe de Ana Luíza, Francine Régis, não pensou duas vezes e perguntou se a filha podia participar. “Ela sempre gostou de música e não chega a ser um trabalho para ela, é uma diversão. Ela aprende a lidar com a informação, com o público e é uma nova atividade”,, conta a mãe.
O fundador da rádio, o jornalista Dagoberto Bordin, elogia a iniciativa e a desenvoltura de Ana Luíza. “Ela é aplicada, pontual, baixou programas de edição de textos, e imediatamente os domina. É curiosa, se relacionou com os outros membros da nossa equipe. Já no primeiro dia, saiu falando no  microfone”,  comenta ele.

Abraço Nacional