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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ouvinte de rádio comunitária reclama de desrespeito


Caros parceiros:

Segue abaixo, matéria sobre mais uma palhaçada cometida por uma rádio comunitária da cidade de Mari-PB, que vive sob os interesses políticos de sua direção. Agora é assim: Quando o "dono" da rádio chega, o ouvinte tem que sair do ar pra dar espaço pra ele! Dá pra entender isso?

Pedimos a gentileza em publicar o texto abaixo e ficamos a disposição para o que for preciso.
Agradecemos pela força!


Abraços,

:::: Redação Mari Fuxico ::::
www.marifuxico.blogspot.com

No programa "liberdade de expressão" de hoje (30), mais um acontecimento negativo do rádio comunitário mariense ocorreu. O Coordenador de Comunicação da Prefeitura de Mari, senhor Manuel Batista, participava por telefone prestando informações ao público sobre questionamentos dos próprios apresentadores quando foi solicitado que saísse do ar e voltasse a ligar novamente após o "apoio cultural" e de forma compreensiva, assim o fez. O que o senhor Manuel Batista não esperava é que estaria sendo retirado do ar para abrir espaço para o Diretor-Presidente da emissora, Severino Ramo, que ligou sem trazer nenhuma informação urgente ou que tivesse mais importância do que a informação que estava sendo prestada pelo Coordenador de Comunicação.

Quem prestou atenção e ouviu bem o programa, ficou boquiaberto com o ocorrido, afinal, foi uma bela demonstração de "democracia às avessas". Onde fica o respeito ao ouvinte? Quer dizer que quando o "patrão" liga o ouvinte tem que sair do ar ou apenas tiraram o ouvinte do ar porque tratava-se do senhor Manuel Batista? Tudo bem que os apresentadores podem ter participação liberada na programação da emissora, mas, chegar ao ponto de interromper (sem justificativa alguma) um ouvinte que prestava informações públicas apenas para satisfazer o senhor Presidente da emissora, que poderia aguardar a conclusão da participação do ouvinte, além de ser falta de respeito, é uma forma de desprezar o ouvinte e um exemplo infeliz de anti-democracia.

O senhor Manuel Batista, como ouvinte e cidadão, sentindo-se preterido e ofendido, não gostou da atitude e retornou a ligação em tom de indignação e com toda a razão não poderia deixar barato a falta de respeito que sofreu e mesmo assim, o Presidente da emissora voltou a ligar para dar resposta em tom agressivo ao ouvinte. Pois é... nem parece que estamos em 2010! Lembra muito a foto acima!

O mais interessante é que cobraram desde o início do programa, as informações do Coordenador de Comunicação e quando o homem entra no ar para satisfazer o desejo de todos, é solicitado a encerrar a participação porque pelo jeito, havia participação mais importante do que a dele na espera. Dá pra entender tanta "democracia"?

Jornalista de Tavares/PB acompanha o blog da Rádio Zumbi


A jornalista Rosa Marques é a mais nova seguidora do blog da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. A ela nossas boas vindas, com o convite para participar deste espaço fazendo comentários sobre as noticias e textos postados. Enviem noticias e textos sobre rádio para publicação.

Programa de rádio - Deboche e ridicularização


Já foi provado que um bom programa de rádio tem de ter preparação para que não seja apenas um rol de improvisos que geralmente não tem nada a ver com o que pensa o ouvinte ou com os preceitos da boa comunicação. O radialista tem de ter preparação para emitir opiniões, para fazer críticas e dizer o que pensa.

O rádio de boa qualidade é pautado no respeito a seus usuários, que têm de ser consultados para dizer o que pensam da programação ou do que se passa no meio. O rádio de boa qualidade tem atenção com seus usuários, que devem ser avisados das mudanças e consultados diante qualquer problema que esteja ocorrendo no funcionamento da emissora. O rádio que preza pela qualidade deve ter abertura para a crítica, para o questionamento e para a interatividade, pensando no ouvinte como um coadjuvante dos mais importantes para o processo comunicativo.

O bom radialista sabe que os ouvintes têm opiniões, idéias e sabem se posicionar diante do que acontece nos programas e pode dar grandes contribuições para o crescimento do programa e para o florescer de um processo pleno e forte de concidadania. O bom radialista tem o ouvinte como cúmplice e o valoriza em todos os aspectos sendo sempre preciso e verdadeiro na comunicação e no que diz no rádio. É preciso respeitar o ouvinte, evitando a pornofonia, o deboche e as idéias preconceituosas.

No meio do processo comunicativo, é urgente que os ouvintes exerçam o poder do dial, para que os que fazem rádio aprendam que o ouvinte tem idéias, sabe discernir o bem do mal e não é um simples "mala", como sempre é tratado nos bastidores de alguns programas de rádio que procuram ridicularizar a opinião do ouvinte e suas idéias. Sabemos claramente que há membros das emissoras que utilizam a opinião do ouvinte apenas com objetivos de jocosidade ou deboche que não vai ao ar, mas está presente no lado oculto do rádio. A força do ouvinte é desacreditada pelos que fazem rádio que ainda não entenderam que ouvinte organizado tem uma oportunidade de mudança grande e forte no meio rádio.

Um elemento catalisador

O rádio que se afasta do ouvinte tem de ser rechaçado e deve ser submetido ao poder do dial, rádio que não respeita o ouvinte e cassa sua opinião não deve ser ouvida e tem de amargar o ostracismo e a falta de audiência. Para que o poder do dial realmente funcione é preciso também a procura do meio publicitário e a pesquisa sobre sua importância e presença nos lares brasileiros. Os que fazem a publicidade ainda não entenderam o poder do rádio e acabam desprezando o seu potencial de garantia de divulgação dos produtos ou idéias.

O poder do dial deve ser exercido em programas desrespeitosos, em programas exclusivamente religiosos sem pluralidade cultural e em estilo de rádio vitrolão que nem mesmo as FMs utilizam mais. O rádio serviço e cidadão deve ser encorajado e é urgente que os que ouvem rádio saibam selecionar programas e discutir o que se passa no rádio para saber exercer seu poder de escolha condignamente.

O poder do dial é de cada ouvinte e se exercido seriamente poderá ser um elemento catalisador do rádio de boa qualidade que faz parte de uma comunicação ética, verdadeira e, sobretudo geradora de bons frutos na construção de um mundo melhor.

Francisco Djacyr Silva
(*) Vice-Presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará

Postado por Clube do Rádio da Paraíba

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carta da Fundação Padre Anchieta para as rádios comunitárias


São Paulo, 20 de abril de 2010

Ref – Rádio Cultura Brasil

Prezado Radiodifusor Comunitário,

A Fundação Padre Anchieta, maior e mais antiga produtora pública de conteúdos audiovisuais do país, está propondo parceria às rádios comunitárias, em torno da programação de sua emissora especializada em música popular brasileira, a Rádio Cultura Brasil (http://www.radioculturabrasil.com.br/am/).

Essa estação opera atualmente na freqüência AM, em São Paulo-SP (1200 Khz), atingindo público limitado, e é intenção da FPA que ela alcance o maior número possível de ouvintes, de forma a otimizar os grandes investimentos feitos em sua programação.

A proposta às rádios comunitárias não implica nenhuma contrapartida da parte delas, a não ser a veiculação da programação da Rádio Cultura Brasil – total ou parcial, a seu critério. A FPA não está oferecendo afiliação a uma rede, com todo um pacote de obrigações. Propõe apenas uma parceria simples, nos seguintes termos:
• A programação da RCBr será cedida às rádios sem custo de licenciamento
• As rádios poderão retransmitir a programação na íntegra ou em parte, ficando autorizadas a "cobrir" os programas da RCBr com seus próprios programas ou de terceiros, nas faixas horários que desejarem.
• As rádios obrigar-se-ão a identificar, nos interprogramas, a origem da programação recebida (usando, por exemplo, a frase "com programação da Rádio Cultura Brasil, de São Paulo"). O uso da expressão "rede" ("estamos em rede com a Rádio Cultura Brasil, de São Paulo") será facultativo.
• A FPA autoriza a gravação dos programas recebidos, para emissão em horários distintos dos que ocupam na grade da RCBr.
• As rádios poderão usar trechos de programas da RCBr em seus próprios programas, desde que a sua procedência seja identificada aos ouvintes.
• A rádio aderente ao convênio com a FPA será citada no portal de internet da RCBr, com link para seu website. A recíproca também existirá: a RCBr será citada, com link, nos site da rádio parceira.


Entendemos que essa parceria, bastante flexível, pode ser do interesse de sua emissora. Se assim for, ficamos na expectativa de um contato, ao inteiro dispor para quaisquer dúvidas e informações adicionais que sejam necessárias.
Atenciosamente,

Gabriel Priolli
Coordenador de Expansão e Rede
(11) 2182.3660 – (11) 2182.3661
gabrielpriolli@tvcultura.com.br

Rádios comunitárias de João Pessoa pedem à ABRAÇO para abraçar a luta por um Conselho Municipal de Políticas Culturais


Marcos Veloso, à direita, já foi Coordenador Jurídico da ABRAÇO-PB

Os produtores culturais de João Pessoa estão lutando pela implantação do Conselho Municipal de Políticas Culturais da cidade. Esse Conselho - Lei 11.900 - já aprovado e sancionado pelo Prefeito em 11/02/2010. Essa Lei, propositura do Verador Bira, altera uma outra Lei 1.617, de 14 de setembro de 2005, de autoria do então Vereador Fuba.

“Acho que é o momento de todas as categorias aqui de João Pessoa - representadas nos seus fóruns ou instâncias similares - lutar para o funcionamento desse Conselho, instância adequada para o debate sobre temas culturais”, afirmou o ator Buda Lira.

“As rádios comunitárias já perderam as esperanças de ver implantado o Conselho de Comunicação. É hora de unir forças para ter pelo menos esse Conselho, que de qualquer forma abriga os temas relacionados com comunicação comunitária”, disse Marcos Veloso, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. Para ele, a entidade representativa do setor, Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba, deve se unir aos demais setores para viabilizar o Conselho.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Habilitação de rádios comunitárias

Companheiras e Companheiros!!!!

No dia 05 de maio de 2010 é o ultimo prazo para que as associações ou fundações se habilitem para prestar o serviço de radiodifusão comunitária para as 292 localidades no país (data final da prorrogação do Edital), maiores informações no http://abracocentrooeste.ning.com/profiles/blogs/governo-abre-aviso-de
Abaixo a relação das localidades:

ABRAÇO FORTE
JOAQUIM CARLOS

ACRE (3)
Capixaba, Santa Rosa do Purus e Xapuri;

ALACOAS (8)
Barra de São Miguel, Cacimbinhas, Colônia Leopoldina, Craíbas, Delmiro Gouveia, Girau do Ponciano, Traipú e União dos Palmares;

AMAZONAS (7)
Autazes, Barreirinha, Beruri, Caapiranga, Codajás, Envira e Iranduba;

BAHIA (11)
Alcobaça, Feira Da Mata, Ibipitanga, Ibirataia - Vila Algodão, Irajuba, Mansidão - Distrito de Aroeiras, Maragogipe, Palmeiras, Santo Estevão, Senhor do Bonfim e Vitória da Conquista;

CEARÁ (5)
Acaraú, Banabuiú, Guaiuba, Itapiuna e Trairi - Vila Mundaú;

ESPÍRITO SANTO (4)
Dores Do Rio Preto, Jerônimo Monteiro, Pedro Canário e São Mateus - Vila Nestor Gomes;

GOIAS (20)
Aragoiânia, Buriti de Goiás, Campo Alegre de Goiás, Cavalcante, Damianópolis, Damolândia, Estrela do Norte, Goianira, Goiatuba, Ipameri - Vila Domiciniano Ribeiro, Itaguari, Itumbiara, Minaçu, Mossamades, Porteirão, Rianápolis, Santa Cruz de Goiás, Santa Rosa de Goiás, São Francisco de Goiás e Uruana;

MARANHÃO (9)
Cantanhede, Humberto de Campos, Monção, Paulo Ramos, Pinheiro, Sambaíba, Santa Inês, São Bernardo e Tufilândia;

MINAS GERAIS (65)
Abre Campo - Distrito de Granada, Água Comprida, Amparo do Serra, Arapuá, Arcos, Belmiro Braga, Belo Vale, Boa Esperança, Bom Jesus da Penha, Bugre, Cabeceira Grande, Carmésia, Catas Altas, Conceição das Alagoas, Conceição das Pedras, Conquista - Vila Jubaí, Contagem, Coronel Fabriciano, Curvelo, Delfinópolis, Divinolândia de Minas, Dom Bosco, Dona Euzébia - Vila São Manoel do Guaiaçu, Dores Do Turvo, Engenheiro Caldas - Distrito de São José do Acácio, Florestal, Formiga, Frutal - Vila Aparecida de Minas, Gameleiras, Governador Valadares, Ipatinga, Itajubá, Iturama, Jaboticatubas - Distrito de Almeida, Jacinto - Vila Avai do Jacinto, Jacinto - Vila Jaguarão, José Gonçalves De Minas, Juvenilia, Limeira do Oeste, Luisburgo, Mathias Lobato, Montes Claros, Muriaé, Nova Belém, Nova Porteirinha, Nova União, Ouro Branco, Ouro Preto, Patos de Minas - Vila Pilar, Piedade do Rio Grande, Sabará - Vila Carvalho de Brito, Santa Efigênia de Minas, Santana do Garambéu, São Domingos do Prata, São José da Lapa, São José do Divino, São Pedro dos Ferros, Simonésia, Tarumirim - Distrito de Cafemirim, Tarumirim - Distrito de Taruaçu, Uberaba - Vila Baixa, Uberaba - Vila Ponte Alta, Urucuia, Veríssimo e Viçosa;

MATO GROSSO DO SUL (3)
Dourados, Miranda e Paranhos;

MATO GROSSO (9)
Alto Taquari, Bom Jesus Do Araguaia, Nobres, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste, São Félix Do Araguaia e São Pedro da Cipa;

PARÁ (4)
Almeirim, Marituba, Prainha e Ulianópolis;

PARAÍBA (9)
Boqueirão, Cubati, Gado Bravo, Itatuba, Natuba, Nova Palmeira, Patos - Vila Santa Gertrudres, Santa Cecília e Vista Serrana;


PERNAMBUCO (8)
Ingazeira, Limoeiro, Olinda, Pesqueira - Vila Cimbres, Salgueiro - Vila Umas, Santa Cruz Do Capibaribe, São Bento do Uma e Tacaratu - Aldeia Pankararu;

PIAUÍ (38)
Agricolândia, Anísio de Abreu, Aroazes, Batalha, Belém do Piauí, Beneditinos, Buriti dos Lopes, Buriti dos Montes, Caldeirão Grande do Piauí, Campo Maior, Canavieira, Capitão de Campos, Caracol, Demerval Lobão, Dirceu Arcoverde, Domingos Mourão, Flores do Piauí, Itaueira, Jaicós, Jatobá do Piauí, Jerumenha, Joaquim Pires, Júlio Borges, Lagoa Alegre, Lagoa do Piauí, Luzilândia, Monsenhor Hipólito, Monte Alegre do Piauí, Nossa Senhora dos Remédios, Novo Oriente do Piauí, Paes Landim, Parnaíba, Passagem Franca do Piauí, Pio IX, Piripiri, Porto, São Gonçalo do Piauí e São José do Peixe;

PARANÁ (9)
Barra do Jacaré, Campo Magro, Douradina, Jaguariaíva, Londrina, Mercedes, Morretes, Sapopema e União da Vitória;

RIO DE JANEIRO (3)
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro e Teresópolis;

RIO GRANDE DO NORTE (5)
Florânia, Francisco Dantas, Pau dos Ferros, São Miguel e Tangará;

RIO GRANDE DO SUL (11)
Alecrim, Charqueadas, Esteio, Gaurama, Itacurubi, Pinheiro Machado, Santa Maria, São Lourenço do Sul - Vila Boa Vista, Três Arroios, Unistalda e Viamão;

SANTA CATARIANA (4)
Orleans, Sangão, Seara e Treviso;

SERGIPE (11)
Areia Branca, Cumbé, Divina Pastora, Frei Paulo, Gararu, Gracho Cardoso, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Socorro, Pedra Mole, Salgado e Telha;

SÃO PAULO (32)
Álvares Machado, Araraquara - Vila Bueno de Andrada, Atibaia, Auriflama, Bauru, Cabreuva, Caraguatatuba, Dois Córregos, Estrela do Norte, Ibirá, Ibirarema, Ibiúna, Inúbia Paulista, Itapeva, Itaquaquecetuba, Jaboticabal, Juquitiba, Luis Antônio, Marília, Mogi das Cruzes, Nova Guataporanga, Paulicéia, Piracicaba, Presidente Epitácio, Santos, São Vicente, Sertãozinho - Distrito Cruz das Posses, Socorro, Sorocaba, Suzano - Vila Palmeiras de São Paulo, Tremembé e Tupã;

TOCANTINS (14)
Aguiarnópolis, Araguaína, Arapoema, Bandeirantes do Tocantins, Barrolândia, Darcinópolis, Fortaleza do Tabocão, Jaú do Tocantins, Nova Olinda, Presidente Kennedy, Recursolândia, São Bento do Tocantins, São Valério da Natividade e Sítio Novo do Tocantins.

Visite ABRAÇO CENTRO-OESTE em: http://abracocentrooeste.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

terça-feira, 27 de abril de 2010

O rádio paraibano já viveu bons momentos.


Anco Márcio

Segundo Petrônio Souto, o rádio paraibano, no geral, começou como o rádio do resto do país, só que com as desvantagens inerentes ao colonialismo interno existente no Brasil, onde o eixo Rio de Janeiro-São Paulo até hoje exerce a hegemonia econômico-cultural no país. De acordo com as palavras de Souto:

"Esta realidade, que assume no Brasil caráter de fatalidade histórica, provocará descompasso, por exemplo, no emprego de inovações tecnológicas. As novidades chegarão primeiro no Sudeste. Depois é que serão, digamos, liberadas para conhecimento dos nordestinos. No entanto, se forem elementos que possam consolidar mais ainda a dominação do Centro-Sul sobre a nossa região, ficarão por lá mesmo, até por uma questão de capacidade econômica para utilizá-las.

Na Paraíba, o surgimento do rádio remete a 1931. É inaugurada a Rádio Clube da Paraíba (escrita como "Parahyba", conforme a ortografia da época, vigente até 1943). Fundada por José Monteiro Gomes de Oliveira em parceria com Oliver von Söhsten, a emissora viveu bem tardiamente a etapa das rádios-clubes, com seus associados sustentando financeiramente a emissora.

A história do rádio paraibano, ao longo dos anos, no entanto caminhou para a queda de qualidade, principalmente por dois fatores: as redes via satélite, que reduziram as chances de uma programação regional mais vasta, e a venda de rádios AM (e até algumas FMs) para seitas evangélicas, que foi o carro-chefe do governo de Fernando Collor para liquidar com a Amplitude Modulada.

Com isso, o rádio na Paraíba teve o triste desfecho registrado no final do século XX: a Tabajara AM virou Jovem Pan AM, com programação concentrada em São Paulo. Idem para a Arapuan que se transformou em CBN. A Rádio Correio sofre com a "papagaiagem" (retransmissão em FM de uma emissora AM na mesma região) das FMs. A Sanhauá AM é uma rádio feita para fins políticos. A Cidade Verde AM, depois de integrar a Jovem Pan 1 (AM) Sat, foi comprada pela Igreja Universal do Reino de Deus.

Além disso, a Rede Transamérica, desde 2001, está "macaqueando" a programação AM em rede nacional, tirando o sono dos empresários da Amplitude Modulada, mesmo se a Transamérica ou outras FMs do esquema, sejam regionais ou nacionais, não tiverem audiência. É que, com o "jabá", prática nociva das FMs, fica mais fácil até fraudar pontos no Ibope, colocando meia-dúzia de taxistas, donos de botequins e porteiros-de-prédio para sintonizar aos altos volumes uma transmissão esportiva de FM e, mesmo se só eles ouvissem tal transmissão, a poluição sonora (que dá impressão de que quarteirões estão sintonizados na tal FM) garante a "liderança fácil" da emissora no Ibope.

Enquanto isso, os empresários que apostam na "reprodução" de clichês do Sudeste, preferem apostar em adotar um falso sotaque paulista para seus locutores, além de, com a programação de rede, forçar o ouvinte a ficar informado sobre um engarrafamento na Av. Paulista, enquanto deixa de saber sobre os detalhes do trânsito na própria João Pessoa.


Baseado em informações registradas pelo jornalista Petrônio Souto. (trechos)

ACRESCENTAMOS: E a única rádio "comunitária" de João Pessoa é uma comercial disfarçada, que tem até vergonha de botar o nome "comunitária" na sua logomarca.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ABRAÇO diz que movimento avançou desde a Conferência Nacional de Comunicação

Estamos vivendo um momento impar na ABRAÇO, que vem da realização de VI Congresso Nacional em dezembro de 2007, luta e participação da CONFECOM e fortalecimento das Estaduais.

O Governo confirmou que irá cumprir o acordo firmado com a ABRAÇO durante a Conferência Nacional de Comunicação e já estão ocorrendo as tratativas para sua implementação.

Nesse ano estamos realizando com o Ministério do Desenvolvimento Social 14 Oficinas de Capacitação de Radialistas Comunitários, para 700 dirigentes d Rádios Comunitárias.

Agora convidamos para o 1º ENCONTRO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS DA ABRAÇO – NORTE, queridamente chamado de Nortão (agenda completa na Blog de nossa Rede Social)

Conseguimos incluir na pauta da reunião do mês de maio do Conselho Consultivo da ANATEL o debate sobre as decisões da CONFECOM para as Rádios Comunitárias.

As ABRAÇOs Estaduais estão com suas agendas, como exemplo a ABRAÇO/RS. Se integre nesse processo, não deixe a emissora fora desse momento, procure se integrar nas atividades da ABRAÇO de seu Estado.

ABRAÇO-NORTE

domingo, 25 de abril de 2010

Rádio Comunitária Alternativa só toca música de artistas “desalienados”


A Rádio Comunitária Alternativa, de Sobral, Ceará, é uma das poucas que preferem tocar apenas “artistas desalienados”, ou seja, os que não dependem de cartel para se divulgarem. Quem informa é Francisco Crisanto Rodrigues, programador da rádio.

Já o Everton Rodrigues informa que, infelizmente, o cantor Lobão hoje defende o jabá nas rádios. “Ele está numa gravadora e seu discurso se perdeu… Hoje ele defende a indústria musical do jeitinho que está.

É uma pena, mas é um fato…

Rap das rádios comunitárias


“Se liga meu irmão,
rádio comunitária não é pirata não”.
Qualquer dia essa galera
Que anda nos descaminhos
Nesses becos e vielas
Procurando seu destino
Na mão do xerife mal
Vai encontrar sua voz
Para dar o seu recado
E ser visto e respeitado
Como uma coisa normal.
Então detonou geral
A transmissão da galera
Passando o comunicado
Que nossa gente queria
Um país em harmonia
Com seu povo alimentado
É um sonho acalentado
Pelos becos e vielas
Nos mocambos das favelas
No “apertado da hora”
Vamos gente, sem demora!
Exigir nossa presença
Comunicando à imprensa
Que a galera tem voz
Eu falando e, cá pra nós,
O povo entendendo tudo
Mesmo de forma precária
Na rádio comunitária
Transmite cidadania
Martelando noite e dia
O recado curto e grosso
E acredite seu moço
Que vai chegar esse dia.
“Se liga meu irmão,
rádio comunitária não é pirata não”.


(Tema do documentário “Feminino Plural”, de Fábio Mozart)

sábado, 24 de abril de 2010

ANATEL autoriza duas rádios comunitárias na Paraíba

ATO - ANATEL Nº. 2557

Data: D.O.U.: Nº. Processo:
22/04/2010 23/04/2010 5350000865710
Denominação/Razão Social:
ASSOCIACAO DE COMUNICACAO COMUNITARIADO DISTRITO DE MONTEVIDEO
Localidade: Serviço: Finalidade:
CONCEICAO - PB RADCOM COMUNITÁRIA
Observação:
O SUPERINTENDENTE DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA AUTORIZA O USO DE RADIOFREQÜÊNCIA.


ATO - ANATEL Nº. 2580

Data: D.O.U.: Nº. Processo:
22/04/2010 23/04/2010 5350002069508
Denominação/Razão Social:
ASSOCIACAO COMUNITARIA PEDREIRA PARA O DESENVOLVIMENTO DE MONTE HOREBE PARAIBA
Localidade: Serviço: Finalidade:
MONTE HOREBE - PB RADCOM COMUNITÁRIA
Observação:
O SUPERINTENDENTE DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA AUTORIZA O USO DE RADIOFREQÜÊNCIA.

Zumbi vai filmar documentário sobre as mulheres nas rádios comunitárias


Atriz Das Dores Neta em cena de teatro

O radialista Fábio Mozart, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, João Pessoa/PB, confirmou que tiveram início as filmagens do documentário “Feminino Plural”, assumidamente de protesto contra a repressão governamental às rádios populares, mas com o viés feminista. A mulher na comunicação popular, mostrando o cotidiano de uma rádio comunitária no subúrbio de João Pessoa/PB.

A direção é de Rodrigo Brandão com fotografia de Jacinto Moreno e roteiro de Fábio Mozart. Sem muito dinheiro, a equipe pretende apoiar-se na solidariedade dos companheiros comunitários, principalmente das rádios comunitárias Zumbi dos Palmares e Diversidade. O filme recebe o apoio cultural da Fundação de Cultura de João Pessoa – Funjope.

Duas mulheres comandam a ação no filme, interpretando e assumindo a produção: Das Dores Neta e Adriana Felizardo. Em esquema independente – com quase nenhum técnico -, Das Dores e Adriana estão à cata de registros de ações do movimento popular que tenham a mulher como protagonista, principalmente à frente de projetos de comunicação.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Reorganização da ABRAÇO no Maranhão e capacitação de radialistas comunitários


Comunicadores populares, estudantes, profissionais de Comunicação e representantes dos movimentos sociais participaram de um seminário com o objetivo de elaborar diretrizes para revitalizar a seção maranhense da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço).

O presidente da CUT, Nivaldo Araújo; o chefe do Departamento de Comunicação da UFMA, Francisco Gonçalves; e o secretário de Administração do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep), Raimundo Pereira de Sousa, integraram a mesa de abertura manifestando apoio ao movimento de rádios comunitárias.

A advogada Lurdiane Mendes fez uma exposição sobre os aspectos jurídicos pertinentes às emissoras. Ela enumerou vários artigos da Lei 9.612/98 e do decreto que regulamenta o serviço de radiodifusão em baixa potência.

No geral, a lei impõe uma série de restrições ao funcionamento das comuntárias, restringindo a potência a 25 watts e limitando o alcance a 1 Km de raio.

Além dos impecilhos técnicos, a advogada evidenciou a morosidade para obter autorização de funcionamento no Ministério das Comunicações.

Após a palestra, a plenária apontou propostas para fortalecer a organização das rádios como cursos de capacitação em parceria com a UFMA, mapeamento e perfil da programação e a realização de outros seminários regionais.

Os próximos encontros serão realizados em maio, na região Tocantina, e nos meses seguintes na Baixada e nos Cocais. A meta da organização é fazer um congresso estadual de rádios comunitárias, em setembro, marcando a revitalização da Abraço no Maranhão.

A entidade foi criada em 1998 e funcionou até 2002, quando foi desativada. “E fundamental a reativação da Abraço para que possamos ter mais força na organização das emissoras”, enfatizou o jornalista Ed Wilson Araújo, um dos coordenadores do evento.

A comissão pró-Abraço é formada por Antonio Luis (rádio Cultura), Adilson Viana, Luis Augusto Nascimento (rádio Bacanga), Ed Wilson Araujo (UFMA) e Neuton Cesar (rádio Conquista).

Participaram do seminário as rádios Bacanga, Conquista, Cultura, Araruna, Tropical, Cajari, Cidadania, Realidade, Riacho Água Fria e a agência Central de Notícias, coordenada pelo radialista Humberto Fernandes.

O jornalista Paulo Washington representou a Associação Maranhense de Imprensa (AMI). O seminário teve ainda a participação do professor Christian Delon, do Laboratório de Mídias Livres.

Para o militante Magno Cruz, do Centro de Cultura Negra (CCN), a criminalização do movimento de rádios comunitárias é um dos maiores obstáculos criados pela legislação. Cruz, comunicador da rádio Conquista, foi condenado pela Justiça Federal em uma das ações movidas contra a emissora, localizada no bairro Coroado.

O seminário encerrou com uma oficina apresentada pelo radialista Robson Junior. Ele ofertou de forma descontraída e lúdica várias dicas e situações essenciais na postura do comunicador de rádio, objetivando uma relação ética com o ouvinte.

As reuniões da comissão pró-Abraço acontecem todas as terças-feiras, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep), na avenida Newton Bello, 524, Monte Castelo (atrás da Igreja da Conceição).

www.blogdoedwilson.blogspot.com

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Jornalista estuda participação de instituições públicas nas rádios comunitárias


A jornalista Laura Conde Tresca defendeu tese de mestrado no Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo para obtenção do grau de Mestre em Comunicação Social, com o tema “Políticas locais de fomento à comunicação comunitária”.

Ela esteve em João Pessoa, visitando a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e outras entidades ligadas às radcom na Paraíba. “Agradeço a Fábio Mozart, José Moreira e Jany Mery Alencar pela recepção sempre alegre”, escreveu Laura em sua tese.

O trabalho pode ser acessado no endereço:
http://ibict.metodista.br/tedeSimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1261

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Leitor de Goiás questiona atitude da rádio comunitária local

Na minha cidade de Turvânia, Goiás, tem uma Rádio Comunitária e foi aprovada uma Lei pela Câmara de Vereadores como Utilidade Publica sem fins lucrativos. Só que a Prefeitura tem um contrato firmado com a rádio no valor de R$ 2.000 por mês, e todos os domingos, no programa Fala Prefeito, o prefeito vai ao programa e usa o horário para falar mal das pessoas que estão criticando a administração, e usando a rádio para intimidar alguns vereadores que estão fiscalizando os balancetes da gestão deles. Isso é legal o ilegal diante da lei das rádios comunitárias? Poderiam responder por favor?

Companheiro de Turvânia:

A entidade gestora da rádio pode fazer contrato de cooperação técnica com a Prefeitura ou qualquer instituição, e receber recursos públicos para o projeto de comunicação popular. O prefeito pode falar mal de quem quiser no seu horário, respondendo, se for o caso, na Justiça por qualquer excesso. Quem se sentir atingido pode acionar o Prefeito por danos morais, calúnia etc. Não se pode restringir o direito de opinião. Entretanto, os cidadãos têm todo o direito de expressão na mesma rádio e no mesmo horário, para questionar o prefeito ou quem quer que seja. Se isso for negado, vai-se à Justiça, com base na Constituição Federal e na Lei 9.612, que criou o serviço de radiodifusão comunitária.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Relato de um companheiro vítima da repressão do Estado


Cirineu Fedriz, de Bauru/SP

Gente, a situação comigo não é das melhores, agradeço a solidariedade dos companheiros que vem nos ajudando com suas palavras de incentivo e força para encarar um momento tão ardiloso como esse.

Na manhã de ontem (quinta), mais uma vez nosso instrumento de voz for cerceado pela repressão estatal, que infelizmente prefere a truculência do que garantir o direito legítimo de um cidadão que aguarda a 8 anos a análise de outorga de uma simples rádio comunitária, que diante da complexidade atribuída ao Ministério das Comunicações, que protela por muito além do razoável para dar uma resposta a nossa solicitação faz com que pessoas como eu seja processada e condenada.

Quero aqui relatar, que os agentes da PF entraram com suas armas em punho apontando para o locutor mandando por as mãos na cabeça.

Ressalta-se também, que posterior fechamento da rádio foram até minha residência, com um mandado de busca e apreensão, intimidaram minha esposa e meus dois filhos, um de 2 e outro de 6 anos... lágrimassss

O argumento, era que estavam atrás de equipamentos de radio, é bom saber que, é a segunda vez que sofro um mandado em minha residência, uma em 2007 e outra agora. Infelizmente, quando na posse de mandado, legitimam tão procedimento, tristeza.
O locutor, Valdemir Antonio Alves da Silva, que foi surpreendido no momento do fechamento da radio, me disse, que os federais, vem me monitorando há anos, com fotos minhas em frente da minha casa, com gravações da programação da rádio, escutas telefônicas ilegais entre outros atos que me faz sentir nos horrores da ditadura.
Só pra encerrar, tenho 8 processos, 2 condenações e 3 execuções de multa que o mais barato é de $ 2.994,00.

Em seu depoimento, foi falado que a intenção da PF é realmente me “pegar”.
Fica aqui esse relato que não sei o que fazer, tanto na esfera jurídica como na política, pois preciso muita da ajuda dos companheiros, pois a situação aqui é grave, e isso não pode continuar.

Cirineu Fedriz
Bauru/SP

Desabafo de um companheiro do Rio Grande do Sul

Estivemos na espera para que os desdobramentos da Confecom resultassem em mais do meras promessas,e sabemos que isso só será possível se algo for feito. O que não tínhamos era um calendário que apontasse a construção de alguma ação ou movimento. Pois foi este o presente dado pelo governo na reunião de cobrança do cumprimento do documento assinado durante a Confecom. Pediram 60 dias, não é isso?
Agora depois de 50 dias do prazo é hora da mobilização acontecer, ou alguém acredita que algo vai cair do céu?

Enquanto isso as multas não param, nada de anistia, nada de aumento de frequência, nada de financiamento público, nada de mexer nos arquivados, nada de nada. (E nada de parar a repressão, comentário nosso).

Nossa pauta, vitoriosa durante a Confecom, em nada sensibiliza o governo.

E agora Helinho foi, mas deixou o cão de guarda com o decreto da digitalização, e até agora também nada pra nós.

Entendo que o país viverá a mais importante de suas eleições e que o partido da imprensa vai jogar tudo, mas sabem por que? Porque passamos 8 anos de governo Lula sem avançar, o monopólio só se consolidou neste período, e nós só nos f....
Aos lutadores este é um chamado, a data já está marcada, é hora de construir a ação.

Espero que no mínimo isso entre na consciência de alguém, pra não ficarmos na mesma choradeira de sempre, passada a era Lula.

Abraço a todos e todas.

Alan
ABRAÇO-RS

Fórum Mundial de Comunicação e Sustentabilidade no Rio de Janeiro


Por Éricka Melo

Nos dias 19 e 20 de maio acontecerá o III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, na cidade do Rio de Janeiro, que discutirá a responsabilidade da mídia na transmissão de conceitos e informações sobre sustentabilidade.
A programação do evento, que é gratuito, contará com palestras de especialistas em sustentabilidade, entre eles Muhammad Yunus, fundador do banco dos pobres; o Grammen Bank, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e o professor Leonardo Boff, que participou da criação do texto da Carta da Terra.

Em comemoração aos 10 anos do documento que traz os princípios éticos fundamentais para a construção de um mundo mais justo o evento ainda promoverá um show musical com a presença de artistas como Seu Jorge, Maria Gadú e MV Bill.
Os interessados em participar podem se inscrever no site do Fórum.

Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

Data: 19 e 20 de maio
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, nº 85, Parque do Flamengo - Rio de Janeiro/RJ

sábado, 17 de abril de 2010

ABRAÇO leva 16 radialistas paraibanos para curso em Recife


Através de uma parceria com a Unesco, a ABRAÇO promove nos próximos dias 24 e 25 um curso para radialistas comunitários com enfoque no acompanhamento da sociedade das gestões municipais. Veja a seguir os radialistas paraibanos que participarão do evento na cidade do Recife (PE).

1. Alcides Pereira Cordeiro
NOME FANTASIA DA EMISSORA: ALAGOINHA FM
2. AGNALDO DE VASCONCELOS SILVA.
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Rádio Comunitária Lagoa FM
3. Daniel Pereira dos Santos
NOME FANTASIA DA EMISSORA: RADIO COMUNITARIA VOZ POPULAR
4. David Santos Paiva
NOME FANTASIA DA EMISSORA: COMUNIDADE GERAL FM
5. Edilandia Ferreira de Lima
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Rádio Conexão Seridó
6. Francisco Benicio Segundo
NOME FANTASIA DA EMISSORA:Educativa FM
7. Geilsa Roberto da Paixão
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Rádio Comunitária Mituaçu FM
8. José Francisco Neto
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Rádio Comunitária 94,5
9. FABIANA VELOSO DOS SANTOS
NOME FANTASIA DA EMISSORA: RÁDIO COMUNITÁRIA PIOLLIN
10. JOSÉ VALENTIM
NOME FANTASIA DA EMISSORA: RADIO COMUNITÁRIA BARRA FM
11. José Soares Subrinho
NOME FANTASIA DA EMISSORA: ASCORE
12. Mabel Dias dos Santos
NOME FANTASIA DA EMISSORA: RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES
13. MARIVALDO ALCÂNTARA
NOME FANTASIA DA EMISSORA: ALTERNATIVA FM
14. Ricardson das Silva Dias
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Rádio Comunitária Diversidade FM
15. Roberto Oliveira dos Santos
NOME FANTASIA DA EMISSORA: Pilõezinhos
16. ROSA MARIA MARQUES DE SOUSA.
NOME FANTASIA DA EMISSORA: RÁDIO COMUNITÁRIA SÃO MIGUEL FM

(Na foto, o radialista Ricardson Dias entrevista o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho. Dias é combatente da Rádio Comunitária Diversidade FM, da capital paraibana)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nota pública da ABRAÇO São Paulo contra a prisão do Companheiro Wladimir Antonio Alves da Silva

A ABRAÇO SP, entidade de representação das rádios comunitárias no estado de São Paulo, vém a público externar sua indignação contra a ação Policialesca do delegado da Polícia federal de Bauru - SP Dr. Ênio Bianospino que de forma truculenta realizou o fechamento da Rádio Comunitária Mais FM da cidade de Bauru e prendeu em flagrante o companheiro Wladimir Antonio Alves da Silva.

Este ato mostra mais uma vez uma ação covarde contra aqueles que buscam a democratização plena da liberdade de expressão e da luta pela valorização da cultura, através das milhares de emissoras comunitárias instaladas nos quatro cantos deste país.

A ABRAÇO SP entende esta ação como um ato de covardia, pois ao invés de prender políticos, traficantes internacionais de drogas e milícias de fazendeiros que matam Sem-terra, procuram criminalizar uma ação coletiva dos moradores da cidade de Bauru, que lutam contra o monopólio da comunicação neste país.

Está claro para a ABRAÇO SP, que a ação foi política, pois a Rádio Comunitária Mais FM, vém buscando a todo custo desde o ano de 2000 sua regularização junto ao Ministério das Comunicações, sem que o pleito desta comunidade fosse atendido de forma racional e dentro da legalidade.

Somente neste ano, a entidade pode participar do Aviso de habilitação na localidade de Bauru, e este aviso não foi atendido por solicitação da comunidade, mas sim por interesses parlamentares locais, que disputam na mesma localidade a concessão de uma "pseudo rádio Comunitária" para o atendimento escuso de parlamentares da região.

É inadmissível que a Polícia Federal que se autodenomina autônoma, tenha que de forma silenciosa atacar uma comunidade em favor de pessoas que no nosso entender deveriam estar atrás das grades, pelo uso de tráfico de influência junto à Secretaria Parlamentar do Ministério das Comunicações.

A ABRAÇO SP desafia a Polícia Federal a investigar o uso de parlamentares na indicação de localidades para avisos de habilitações para rádios comunitárias, definidas politicamente dentro da Secretaria Parlamentar do Ministério das Comunicações.

Também lança o desafio para que a Polícia Federal apresente os resultados de apreensão de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fechamento de rádios comunitárias.

Fazemos este desafio, porque sabemos que o número de Rádios Comunitárias reprimidas pelos agentes da Polícia Federal neste país é significativamente maior que todas as ações contra tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, crimes fiscais e eleitorais.

Desafiamos também para que a Polícia Federal e Anatel realizem ações de fiscalização contra as Rádios Comerciais que utilizam radiofrequência sem autorização como links e enlace de microondas, sem outorga e licença para seu funcionamento, como já fora provado em Campinas, na qual demonstra que a Polícia Federal é "um Leão contra as Rádios Comunitárias e um gatinho contra as rádios dos poderosos".

Lembramos também que já encaminhamos diversas denúncias destes fatos às autoridades da Polícia Federal em Brasília, São Paulo e Campinas, mas infelizmente a "autônoma" e "imparcial" Polícia Federal nada fez contra estes senhores e Barões da Mídia.

Por fim, aproveitamos esta nota para agradecer publicamente a solidariedade demonstrada por diversas entidades de luta pela democratização da comunicação, como a nossa entidade Nacional a ABRAÇO, AMARC, CUT, SINERGIA CUT de BAURU pelo seu empenho pela libertação do companheiro Wlademir Antonio Alves da Silva.

Aproveitamos também para cobrar do Governo Federal as resoluções da 1* Conferência Nacional de Comunicação, realizada no mês de Dezembro de 2009, e cuja única ação concreta não fora as resoluções desta conferência de Comunicação, mas a criminalização das Rádios Comunitárias em nosso estado.

Somente na região de Campinas, logo após a Conferência de Comunicação, já foram realizadas mais de 20 operações contra emissoras comunitárias.

Isso mostra o compromisso assumido em favor do Monopólio da Comunicação em detrimento as propostas levadas pela sociedade brasileira na Conferência de Comunicação.

Por fim, a ABRAÇO São Paulo mantém acesa a chama da luta pela democratização da comunicação, conclamando nossas emissoras a permanecerem no ar, independente de qualquer ação policialesca que venha a ocorrer. São Paulo, 15 de Abril de 2010.

Coordenação Estadual da ABRAÇO - São Paulo

OUSAR, RESISTIR, TRANSMITIR SEMPRE

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FALSAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS


Por conta deste Estado dominado pelos políticos e religiões, as falsas rádios comunitárias brotam aos montes, por todo o Brasil. A lei 9.612/09 proíbe a outorga a igrejas, mas… No Distrito Federal foi dada autorização para a “rádio comunitária” da Igreja Casa da Bênção, ligada a um deputado distrital, Júnior Brunelli; no Rio de Janeiro, a (rica) Igreja de Nossa Senhora de Copacabana recebeu do MC autorização para instalar uma “rádio comunitária”; em São Gonçalo (RJ) ocorre a mesma coisa. Como instituições religiosas, ferindo a lei, conseguiram autorização? Ao que parece, esta relação promíscua entre o Estado e as igrejas é caso para uma ação do Ministério Público. Poderia se pensar em CPI, mas qual deputado – de esquerda ou de direita – iria enfrentar a Igreja Católica e o seu poder? A nossa ousada esquerda não teria peito para isso. Hoje ela opta por considerar a Igreja uma aliada, mesmo sabendo que a Igreja está saqueando um espaço que pertence ao povo, tornando-se a maior latifundiária da comunicação no país.

O movimento das rádios comunitárias não defende rádios de empresários, políticos ou religiões. O que se defende é a boa rádio comunitária. E elas são muitas. Em todo o país. Algumas têm a autorização de funcionamento, outras não. Mas estão ensinando o que é cidadania e, principalmente, o que é um jornalismo voltado aos interesses do coletivo.

Dioclécio Luz
Jornalista e militante do movimento de rádios comunitárias em Brasília/DF

Na foto, capa do livro de Dioclécio Luz sobre como fazer rádio comunitária de verdade

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mais politicagem misturada com rádio comunitária em Mari/PB


Leitor do blog envia foto da cidade de Mari/PB, onde aparecem integrantes da Rádio Comunitária Araçá e políticos da cidade, após entrevista com o ex-deputado federal Benjamim Maranhão, sobrinho do governador José Maranhão (PMDB).

Com a foto, o leitor comenta que está provado o caráter político partidário da rádio de Mari. O caro leitor esqueceu de informar se a rádio já entrevistou outras pessoas de outras correntes políticas, no mesmo horário e com a mesma repercussão. Isso caracterizaria uma posição democrática da emissora.

Se os membros da diretoria da rádio têm posições políticas, como devem ter, e passam isso para os ouvintes, e se parte da população se sente incomodada com esse posicionamento, o lugar de debater o caso é no Conselho Comunitário da rádio, onde todo mundo deve ter acesso.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rádio Zumbi participa de curso de formação de radialistas no Recife



A Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, de João Pessoa/PB, enviará a jornalista Mabel Dias para o curso de Radialistas Comunitários promovido pela Unesco e Abraço Nacional, nos dias 24 e 25 de abril, em Recife/PE. Cada emissora deverá enviar um representante. Na Paraíba, a Abraço está organizando a participação de todas as suas rádios filiadas.

Formar radialistas comunitários, comunicadores populares e militantes dos movimentos sociais e sindicais com técnicas de rádio para produções nas emissoras populares de baixa potência, esse é o objetivo do curso, que tem o apoio do MDS.

O curso pretende capacitar radialistas que possuem o compromisso de fazer um rádio de qualidade, priorizando os interesses educativos, artísticos e informativos.
Mabel Dias é Assessora na Secretaria de Transparência Pública da Prefeitura Municipal de João Pessoa e coordenadora de gênero da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba (Abraço-PB).

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Feminino Plural


Documentário-ficção que aborda as rádios comunitárias do ponto de vista das mulheres. As filmagens tiveram início em locações na periferia de João Pessoa, capital da Paraíba, com direção de Rodrigo Brandão e fotografia de Jacinto Moreno para roteiro de Fábio Mozart. Muitos depoimentos dos que fazem e ouvem as rádios. Uma comunidade luta para não ser calada pela repressão do Governo, que fecha violentamente a rádio comunitária do bairro.

Na foto, a atriz Adriana Felizardo, participante do documentário.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

CONGRESSO AUTORIZA FUNCIONAMENTO DE RÁDIO COMUNITÁRIA EM TRIUNFO/PB

DECRETO LEGISLATIVO Nº. 194

Data: D.O.U.: Nº. Processo:
07/04/2010 08/04/2010
Denominação/Razão Social:
FUNDACAO MARIANA MOREIRA ALVES
Localidade: Serviço: Finalidade:
TRIUNFO - PB RADCOM COMUNITÁRIA
Observação:
APROVA O ATO A QUE SE REFERE A PORTARIA N° 51, DE 28/02/2008, QUE AUTORIZA A EXECUÇÃO DO SERVIÇO DE RADCOM.

FONTE:
http://abracocentrooeste.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rádios comunitárias criam a Abraço-Fortaleza


Uma plenária das rádios comunitárias criou a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias de Fortaleza e zona metropolitana (Abraço Fortaleza) na noite de quarta, 7 de abril. A entidade tem como objetivo lutar pelos interesses e representar as emissoras de rádio e TV comunitária da região que conta com mais três milhões de habitantes, possuindo cerca 22 emissoras de rádio comunitária e duas web TVs e uma TV comunitária em canal fechado.

Participaram da criação sete associações. Além da aprovação do Estatuto Social, foi eleita a diretoria provisória para o mandato de um ano, tendo como coordenador executivo João Almeida (Rádio Edson Queiroz), coordenador de mobilização Joafran Fonteles (Instituto Semente), coordenador financeiro José Urbani (Rádio Dias Macedo), coordenador de secretaria Raimundo Moreira (Web Tv Dias Macedo) e vogais Juarez Serpa (Rádio Pedra), Geciciane Estevão (Rádio Pedra) e Maria Cilene (Rádio Edson Queiroz).

“Queremos ampliar nosso quadro de associados e firmar parcerias com órgãos públicos para as emissoras cumprirem seu papel”, afirmou João Almeida. O coordenador de formação da Abraço-Ce, Ismar Capistrano, que organizou a plenária explica a necessidade de descentralizar por regiões o movimento das rádios e TVs comunitárias. “A proximidade das emissoras facilita a mobilização”, disse. No Ceará, além da Abraço Fortaleza, já existe a Abraço Norte Ceará.

Fonte:
http://leituracritica.ning.com/profiles/blogs/radios-comunitarias-criam-a

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pode haver duas rádios comunitárias numa mesma cidade?


Essa pergunta foi feita por Francisco Ernandes Xaivier, de Bela Cruz (CE) à senador Patrícia Saboya, do seu Estado. Resposta da Senadora:

“Pode sim. Conforme a legislação atual (Lei 9.612/98, regulamentada pelo Decreto 2.615/98), em um mesmo município podem operar mais de uma rádio comunitária, basta que esse município seja grande o suficiente. Cada rádio comunitária tem que ter sua cobertura restrita a um raio de 1 quilômetro a partir da antena transmissora. Se a cidade tem pelo menos o dobro desse espaço, já caberiam nela, em tese, pelo menos duas rádios comunitárias”.

JORNAL DO SENADO – Janeiro de 2006

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Feras da radiofonia comunitária no brejo da Paraíba


Esse homem de camisa tricolor é o mestre Camilo de Sapé, Presidente da Rádio Comunitária Sapé FM. O outro, Assis Firmino, fundador da Rádio Comunitária Araçá, de Mari. Sobre Assis Firmino, ler a crônica de Fábio Mozart que foi publicada no blog Toca do Leão. (www.fabiomozart.blogspot.com):

ASSIS FIRMINO

Em Mari se costuma dizer que Assis Firmino é como bolacha: em todo canto se acha. Esse camarada tem como regra de vida se meter em tudo que diga respeito à sua comunidade, tudo mesmo! Na religião, no esporte, na política, na cultura, no folclore. Enfim, um cidadão participante. Dizem as más línguas que ele é mesmo um fofoqueiro de primeira, mas fofocar é saudável. Papear sobre a vida alheia faz bem à saúde, é relaxante, melhora o humor e a pele.

Assis Firmino é um caso típico de alguém que veio de baixo e conseguiu o famoso lugar ao sol. Para ficar nos adágios populares, “quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”. Assis era gari da Prefeitura, semi-analfabeto, mas inteligente e desprovido de qualquer tipo de timidez. Como um sujeito insinuante e bom de lábia, foi promovido a chefe dos garis, e depois conseguiu ficar em disponibilidade, para assuntos extraordinários ligados à comunicação, já que nosso herói tomou gosto pela locução ao usar pela primeira vez o microfone do alto-falante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Gostou tanto da função que nunca mais parou. Dizem que ele sofre de “microfonite aguda”, um tipo de doença que faz com que o paciente não possa ver um microfone: quer logo falar no dito cujo.

Assis é um crioulo baixinho e gordinho, gente fina, pachorrento e bon vivant. “Só trabalha quem não sabe fazer outra coisa”, diz o ditado. Pois “quem procura sempre acha, senão um prego uma tacha”, Firmino foi galgando as posições. Secretário do sindicato rural, diretor de associação de moradores, assessor de comunicação da Prefeitura, animador cultural e mais um bocado de coisas. “Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece”. Assim a figura de Assis Firmino criou as facções contrárias e favoráveis. Uns o consideram um chato e intrometido, outros o acham engraçado, folclórico, cordial, participante, lutador pela cultura popular, pelo futebol e amante de sua terra e sua gente. Já foi palhaço de pastoril, diretor de time de futebol, empresário de cantador de viola e apresentador de programa de rádio. Nisso passou de proletário para arremediado, porque “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não conhece da arte”. Mas “quem vai à guerra dá e leva”, portanto nosso Assis Firmino não é muito querido nas hostes da oposição, já que ele é adepto do ditado que diz: “mais vale ser rabo de tubarão do que cabeça de sardinha”. Resumindo: ele sempre está ao lado de quem está no poder, porque “não se malha em ferro frio” e “onde o galo canta, lá mesmo almoça e janta”.

O comunicador Assis Firmino às vezes confirma e às vezes desmente os provérbios: “quem muito fala, pouco acerta”, ou “quem diz as verdades, perde as amizades”, ainda “a palavra é de prata e o silêncio é de ouro”. Vai falando porque “cada qual é para o que nasce” e cada um ao seu modo. Desconfie do homem que não fala e do cachorro que não late, e difícil é agradar a gregos e troianos. E ele tem alguns inimigos históricos! Um rapaz que se acha muito superior, dono de uma rádio “comunitária”, tem mesmo ódio de Assis Firmino. Já protagonizaram brigas homéricas nos tribunais. Os dois disputam para saber quem é o mais sabido, já que “passarinho que anda com morcego acaba dormindo de cabeça pra baixo”. Mas quem tem telhado de vidro não joga pedra no vizinho, e “focinho de porco não é tomada”, Firmino segue sua vida pelo mundo da comunicação e afins. Brigar com Assis Firmino é puro desperdício, que ele não leva nada a sério, não guarda mágoas e é capaz de confraternizar com seu pior inimigo.
Nesse embalo, vai levando “na valsa” seu estilo de vida. Admirador da poesia popular, tem no mestre Manoel Xudu seu grande ídolo. Em homenagem ao vate, fundou a Associação Cultural Poeta Manoel Xudu. Em crônica que escrevi em 1993, afirmei que certo dia, na fazenda Taumatá, Antonio Julião encontrou-se com Zé Xavier e pediu um mote:

"Viola, se tu falasses,
Dirias quem foi Xudu...”

Dizem que Zé Xavier fez versos tão bonitos que Assis Firmino pegou a chorar no ombro de Julião...

sábado, 3 de abril de 2010

Concurso inédito premiará produção de obras para rádio


A Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB) abre inscrições a partir do dia 01 de abril para o Prêmio Roquette-Pinto - I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos. A iniciativa é realizada pela primeira vez no país e conta com a parceria do Ministério da Cultura, através do Programa Nacional de Apoio à Cultura e com patrocínio da PETROBRAS. O concurso tem como objetivo apoiar a produção independente de obras radiofônicas e estimular a diversidade regional na produção de programas de rádio. A Comissão de Seleção será composta por 8 (oito) membros e constituída por especialistas na atividade radiofônica, designados pela ARPUB e pelo Ministério da Cultura.

Segundo Orlando Guilhon, presidente da ARPUB, "este é um projeto inédito e muito importante, pois vai permitir um aporte de novos conteúdos para as emissoras públicas, de quatro gêneros que estavam bastante desaparecidos do rádio brasileiro. Estamos muito felizes pelo apoio e reconhecimento dado pelo Ministério da Cultura, e pelo patrocínio oferecido pela Petrobras. É importante ressaltar que, em várias rádios públicas internacionais, em particular nas européias, norte-americanas e canadenses, estes gêneros vem sendo resgatados, nos últimos anos, com muito êxito. Temos a certeza de que o Prêmio Roquette-Pinto será um grande sucesso", entusiasma-se Guilhon.

As inscrições estarão abertas no período de 01 de abril a 14 de maio de 2010. Poderão participar do concurso rádios públicas, educativas, culturais, comunitárias e universitárias, devidamente registradas junto ao Ministério das Comunicações, bem como entidades culturais sem fins lucrativos, produtoras independentes e instituições de ensino públicas e privadas.

Serão selecionados 40 (quarenta) projetos de programas radiofônicos, contendo cada um deles seis horas de conteúdo, distribuídos por todas as regiões brasileiras, nas seguintes categorias: radiodocumentário; radiodramaturgia; programas infanto-juvenis; radioarte ou experimentações sonoras. Inscrições de Mais informações :01 de abril até 14 de maio de 2010 www.arpub.org.br A lista dos projetos selecionados no I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos e aptos ao recebimento do prêmio será divulgada a partir do dia 14 de junho de 2010. A divulgação será veiculada no site da ARPUB (www.arpub.org.br). O Prêmio Os 40 (quarenta) proponentes selecionados receberão o prêmio no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Os programas vencedores serão veiculados pelas emissoras públicas associadas à ARPUB e ficarão à disposição para veiculação em rádios não-comerciais. Para mais informações o regulamento se encontra disponível no site da ARPUB, no endereço eletrônico www.arpub.org.br.

Fonte: Arthur William por email
http://abracocentrooeste.ning.com

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Câmara aprova concessão de rádio comunitária para Conceição (PB)


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na terça-feira (30), 15 projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam, pelo período de dez anos, concessões de serviços de radiodifusão em seis estados. As propostas, apresentadas pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, tramitam em caráter conclusivo e serão encaminhadas para o Senado.

Entre esses projetos foi aprovado o da Associação de Comunicação Comunitária do Distrito de Montevidéo - Conceição - Paraiba

Aos companheiros de Conceição, nossos parabéns e votos de pleno sucesso no seu projeto de comunicação popular.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Professor baiano explica portaria de Hélio Costa sobre rádio digital


Professor Jonicael Cedraz

O texto da portaria do Helio Costa é uma carta de intenção a respeito do sistema brasileiro de rádio digital, tecendo diretrizes para tal sistema e valores diferenciados para as rádios tomando como referência a potência das emissoras. Para que ele se torne um dispositivo legal será necessário que o Presidente da República envie um projeto de iniciativa do Executivo ou o ex-ministro na condição de senador em exercicio do mandato ou outro parlamentar da Câmara ou do Senado apresente um projeto desta natureza, ao qual deve incluir questões pertinentes à implantação do radio digital no país- seus aspectos técnicos, sociais, econômicos, culturais e políticos e administrativos - bem como referir-se às possibilidades de amplos setores da sociedade brasileira vir a discutir o projeto e as propostas de alteração durante sua tramitação do Congresso Nacional. A portaria vale como pauta para o debate que dele suscita entre os atores diretamente envolvidos e os amplos setores da sociedade brasileira.

A respeito da possível e necessária inclusão do rádio comunitário no sistema de rádio digital, matéria já constante das resoluções da conferencia de comunicação, podemos observar que a portaria de Helio Costa não assinala explicitamente o rádio comunitário. Num dos ítens da portaria aparece a figura das emissoras de potências menores e a indicação de que elas devem arcar com custos baixos para sua inserção no rádio digital. Logicamente os custos serão proporcionais às potências das emissoras AM ou FM.

Sabemos que as rádios de menores potência não são necessariamente as comunitárias reguladas pela lei 9612 que, por sua vez, em sua grande maioria, estão autorizadas - na burla da lei - como rádio comunitária, mas são na verdade emissoras consideradas picaretárias, de propriedade de políticos, de grupos religiosos e de empresários de algum modo vinculados a este ou aquele político regional. Existem, portanto, também as rádios privadas, de potência igual ou superior a 300 watts já autorizadas no país - fora da categoria de comunitária - referenciadas na iniciativa do Ministério das Comunicações durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. São poucas as autorizadas nesta categoria de rádios privadas de menores potências, com alcance num raio de sete quilômetros, as quais estão ampliando para potencias também menores, isto é, 1 ou 3 quilowatts, passando de sete a doze, ou mais que doze, quilômetros. São rádios locais que vão pouco além do território do município onde estão outorgadas.

Professor Jonicael Cedraz