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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Desinformação deturba notícias sobre rádios comunitárias na mídia


A ignorância sobre a natureza jurídica e estrutura dessas rádios de baixa potência leva a deturpações de toda ordem nas notícias  veiculadas pela mídia. Por exemplo, um site noticiou há alguns dias a prisão de um “ex-pastor” em São José dos Campos, São Paulo, acusado de abusar sexualmente de três garotas com idade entre 7 e 9 anos. Ele foi identificado como “sócio majoritário” da Rádio Comunitária Ágape, em Ourinhos.

O pedófilo Luiz Bosco de Lima não poderia ser “sócio majoritário” de uma rádio comunitária porque, simplesmente, não existe esse cargo na estrutura de uma emissora desse tipo.  “A rádio comunitária é o veículo da expressão social dos membros de uma comunidade. A rádio comunitária é gerida por uma associação cultural comunitária sem fins lucrativos, tem baixa potência e é fiscalizada por um Conselho Comunitário com pelo menos cinco representantes de entidades da comunidade. A supervisão da emissora se fará de acordo com o Código de Ética da Radiodifusão Comunitária.”