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segunda-feira, 14 de março de 2011

Rádios comunitárias “evangélicas” não cobram “jabá”

Instalações da rádio comunitária de Sororcaba, a serviço da Igreja Católica

Para as gravadoras e cantores, principalmente os que atuam no segmento cristão, as rádios comunitárias evangélicas desenvolvem um papel preponderante para a divulgação. Mesmo que o alcance seja mínimo em comparação com as oficiais, elas realizam o que pode ser chamado de milagre da multiplicação – muitas vezes, a soma de seus ouvintes é de causar inveja a emissoras de grande porte. “É uma questão de identificação”, diz Luiz de Carvalho Neto, diretor artístico da gravadora Bompastor, de São Paulo. “Apesar do alcance limitado, elas têm um público muito fiel nas comunidades onde estão inseridas”, ressalta. Além disso, por serem entidades sem fins lucrativos, não costumam exigir o famigerado “jabá”. “O valor cobrado pelas emissoras oficiais inviabiliza a projeção de novos artistas, e acaba com a democracia que deveria existir nos meios de comunicação como forma de propagação da cultura”, conclui Neto.

José Donizetti Morbidelli

COMENTÁRIO:

Será que a rádio comunitária evangélica tocaria CD de uma banda católica ou de uma religião afro? As rádios comunitárias precisam legitimar-se como emissoras de acesso público e democrático. Rádio comunitária deve divulgar todas as tendências religiosas da comunidade. Fora disso é picaretagem travestida de rádio comunitária.

“Quando em seus programas se debatem todas as idéias e se respeitam todas as opiniões; quando se estimula a diversidade cultural e não a homogeneização mercantil; quando a mulher protagoniza a comunicação e não é apenas uma simples voz decorativa ou um anúncio publicitário; quando não se tolera nenhuma ditadura, nem sequer a musical imposta pelas gravadoras; quando a palavra de todos voa sem discriminação, sem censuras, essa é uma rádio comunitária”. (Márcia Detoni)