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quinta-feira, 17 de março de 2011

Mais um estudo acadêmico demonstra que maioria de rádios comunitárias não atua como uma mídia explicitamente comunitária


O estudante Tarcísio Prado Júnior, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, concluiu estudo sobre a promoção de saúde nas rádios comunitárias, examinando as possibilidades que as mesmas têm de atuar como promotoras de saúde. Constatou que a estrutura organizacional das Rádios Comunitárias abre poucas possibilidades de participação social.

A partir de um formulário de coleta de dados sobre as características e aspirações de 20 Rádios Comunitárias do Estado de São Paulo, o estudo para obtenção do grau de Mestre mostra que a maioria das emissoras comunitárias pesquisadas (35%) entendem defender a saúde por meio da divulgação de notícias. Sobre participação das mulheres nas rádios, 60% dos dirigentes das Rádios Comunitárias são do sexo masculino e apenas 35% delas decidem sua programação junto com a comunidade. O registro aponta que a mulher parece não ter ainda participação plena nas Rádios Comunitárias estudadas.

No aspecto religioso, é estreita a relação entre Rádios Comunitárias e a religião, principalmente no tocante ao espaço ocupado nas grades de programação. Algumas rádios são declaradamente propriedades de determinadas religiões. Do ponto de vista educacional, as Rádios Comunitárias ainda não estabeleceram uma relação organizacional de parceria com escolas e universidades.