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domingo, 5 de outubro de 2014

Página da Abraço Nacional divulga preconceito contra rádios comunitárias

A página da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço Nacional, na internet publicou reportagem do Jornal de Brasília sobre uma rádio comunitária local, com enfoque discriminatório e preconceituoso com relação à radiodifusão comunitária, segundo afirmam radialistas militantes do movimento de rádios livres. 
A reportagem enfoca a visão distorcida desse serviço por parte de um pretenso locutor: “O coordenador de programação da rádio, Ruan Fabrício, porém,  diz que apesar da evolução dos meios de acompanhamento e fiscalização da Anatel, as rádios que funcionam em frequências não autorizadas, conhecidas como piratas, ainda são uma pedra no sapato de quem trabalha dentro da legalidade. “Eles nos atrapalham porque competem conosco em termos de audiência, divulgação de serviços e ainda geram ruídos na  nossa programação”, reclama.
“Se as interferências já nos atrapalham, imagine o problema que podem causar no rádio de um avião ou em um carro de socorro”, alerta o locutor Uriel Martinez.
E, segundo os radialistas, não adianta denunciar as irregularidades ao governo. “Já entramos em contato com a Anatel várias vezes, mas eles só investigam uma denúncia se tiverem os dados completos do suposto infrator. É complicado conseguir isso porque o pessoal das rádios piratas não é bobo. Eles nunca montam uma estrutura fixa e chamativa, tampouco funcionam em um endereço aberto ao público. Tudo é feito no fundo do quintal das casas para burlar a fiscalização”, explica.”

Na matéria, é ressaltado também o caráter “simbólico” dos apoios culturais recebidos pelas rádios comunitárias. “Fabrício, da Rádio Comunitária Alternativa, explica que a rádio faz propagandas para empresas da região, mas ao contrário das rádios comerciais, não cobra por isso. ‘Recebemos apenas um valor simbólico, doado pelas instituições e que fica a critério delas, chamado de apoio cultural’, justifica.