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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Audiodocumentário “O Rádio que fez história” é lançado por alunos de Jornalismo na UEPB



Alunos concluintes do Curso de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) acabam de lançar o audiodocumentário “O Rádio que fez história: contribuições para o desenvolvimento sociocultural de Campina Grande”. O trabalho tem como objetivo homenagear os 150 anos de Campina Grande, destacando a história do rádio na cidade e seu papel no desenvolvimento sociocultural da população.

Segundo os professores Goretti Sampaio e Rodrigo Apolinário, coordenadores da iniciativa, a proposta de “O Rádio que fez história” surgiu a partir da disciplina de Estágio Supervisionado, que propõe um produto ao final do curso. “Esta construção de memória é fruto de uma pesquisa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), iniciada há dois anos. Aproveitando este o contexto, elaboramos este trabalho”, disse Goretti Sampaio.

A participação dos alunos envolveu o trabalho de pesquisa com cunho científico, já que foram utilizados relatos de memória e história oral, e também realizaram toda a produção jornalística, da pauta à edição. No processo, também foram feitos testes de locução para a escolha do perfil mais indicado para narração dos relatos.

História para ouvir

Abrangendo desde os primeiros serviços de alto-falantes, mais conhecidos como difusoras, passando pelo pioneirismo das emissoras AM – Cariri, Borborema e Caturité – o audiodocumentário recupera a trajetória da radiofonia em Campina Grande, entre as décadas de 1930 e 1960, ressaltando os personagens, profissionais e programas que marcaram época no rádio e seu legado para as novas gerações.

Entre os entrevistados estão os professores Antonio Clarindo, Gilson Souto Maior, Luiz Custódio da Silva, além de Maria Mendes, Marilena Motta e da locutora Silvinha Alencar, e com gravações históricas em arquivos pesquisados de Hilton Motta, Joel Carlos (este entrevistado pouco antes de falecer) e Jovelino Farias, os três in memorian.

“Todos os entrevistados contribuíram muito para a construção da memória e foram peças fundamentais para a conclusão do trabalho”, destacou a professora Goretti. Segundo ela, há a possibilidade de tratar outras propostas nesta mesma perspectiva de construção da memória, a exemplo do jornalismo esportivo no rádio, o que poderá ser pesquisado por futuras turmas do Estágio Supervisionado.