sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Movimentos sociais organizam ato-debate na praça Roosevelt para discutir e reivindicar a proposta de regulação econômica da mídia
Em meio às discussões envolvendo uma das promessas de campanha da presidenta Dilma Rousseff – a da regulação econômica da mídia – movimentos sociais organizaram nesta quinta-feira (30), um ato-debate na praça Roosevelt, centro do Rio, para discutir o tema. A ideia é, além de esclarecer a sociedade como um todo sobre o que se trata a proposta, pressionar o governo a colocar em pauta a regulação o quanto antes.
“A mídia tradicional vive um paradoxo. Por um lado, ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, atingindo níveis de concentração sem precedentes na história. Além do poder econômico, ela exerce um brutal poder ideológico: manipula informações e condiciona comportamentos. No atual estágio, ela confirma a tese do pensador italiano Antonio Gramsci, e transforma-se num autêntico “partido” conservador”, escreveram os organizadores na página do evento no Facebook.
O ato, organizado pelo Coletivo Arrua, contou com mais de mil pessoas.
Depois do debate, foi ainda promovida uma festa na rua ao som do DJ Eduardo Brechó, da banda Aláfia.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Militantes do movimento de rádios comunitárias temem volta do PMDB ao Ministério das Comunicações
Os setores que atuam na defesa da democratização das
comunicações já especulam sobre possível entrega do Ministério das Comunicações
ao PMDB do vice-presidente reeleito Michel Temer. Os defensores da radiodifusão
comunitária lembram que elegeram Dilma sem nenhum compromisso da parte da
Presidenta que assinalasse condições favoráveis para a reforma no setor de
comunicação. “Em que pese a participação popular no processo eleitoral e o
chamado de classe contra as oligarquias representada na candidatura de Aécio
neves, na área de comunicação não existe concretamente qualquer sinal de que as
coisas mudem”, afirmou Jerry Oliveira, de Campinas.
Os movimentos sociais ligados ao setor declaram possuir as
melhores formulações para a efetivação de um modelo de comunicação que tenha o
social como eixo. Recuando na História, lembram que a primeira reforma de base
que foi apresentada pelo governo Jango ainda em 62, foi a Lei Geral de
Comunicação (Lei 4117/62) e esta lei teve nada menos que 40 vetos numa única
noite, protagonizados pela recém criada ABERT, entidade representativa das
rádios comerciais, que foi fundada naquele mesmo ano. “A experiência nos mostra
que estamos disputando ideologicamente com um dos setores mais conservadores
que a UDR (União Democrática Ruralista), fundada pelo ultra- conservador
Ronaldo Caiado”, completa Oliveira, da Rádio Comunitária Oeste, de Campinas,
São Paulo, lembrando ainda que, durante o regime militar, este setor foi
fundamental para se perpetuar a ditadura, legitimar as torturas e as violações
de direitos. “Vale lembrar que após a ‘redemocratização’, o setor da
comunicação, vital para a democratização da sociedade, nunca foi mexido, ao
contrário, piorou com o modelo de concessões da era Sarney e Fernando Henrique,
e, porque não dizer, com Lula e Dilma, que ao invés de fazer o debate com a
mesma profundidade feito por Chavez na Venezuela, acabou virando refém, e mais
do que isso, também cedeu às chantagens deste modelo”, refletiu ele.
Para Jerry Oliveira, democratização da comunicação é mais
importante do que a reforma política, por isso entende que ela deve vir na
frente como a principal demanda dos movimentos sociais neste segundo mandato de
Dilma Roussef. “Para isso, entendo que os movimentos sociais devem
imediatamente construir assembleias populares para apresentar uma pauta à
Presidenta Dilma, que perpasse pelo fortalecimento do Ministério das
Comunicações como fomentador de políticas, que seja agregada ao projeto de lei
de Iniciativa popular proposto por mais de 100 entidades articuladas no FNDC e
se dê aos movimentos sociais articulados numa ampla frente a ser criada, o
comando do Ministério das Comunicações (esta é a parte que nos cabe neste
latifúndio), agregando a ele a direção da Anatel e Secom, para acabar com a
repressão ás rádios comunitárias, e a construção de uma política de
financiamento aos meios livres e comunitários”, teoriza Jerry.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Campanha por uma nova Lei de Rádios Comunitárias continua!
Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, foram os que mais coletaram assinaturas para o envio até o momento.

A Campanha por uma Nova Lei de Rádios Comunitárias no Brasil está ganhando cada vez mais força. A coleta de assinaturas promovida pela Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) está “encorpando” o ato que forçará o Parlamento a realizar as mudanças necessárias para a radiodifusão comunitária. Desde o lançamento da campanha, a sede da Abraço Nacional em Brasília, vem recebendo centenas de assinaturas vindas de várias cidades do Brasil. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, foram os que mais coletaram assinaturas para o envio até o momento.
Desde a década de 90 que o movimento das rádios comunitárias, capitaneadas pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço, vem lutando para transformar a LEI MÍNIMA 9612/98, que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária no Brasil em uma lei que seja fomentadora da democratização da comunicação no país a partir do fortalecimento como órgão local de comunicação radiofônica, para promover o desenvolvimento sustentável local. Infelizmente, nesses 16 anos de existência da Lei, não foi possível mudar uma vírgula sequer do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, mesmo havendo dezenas de Projetos de Leis em tramitação na casa.
Por essa razão a Abraço quer mobilizar as mais de 5.000 rádios comunitárias autorizadas no Brasil. A campanha é muito simples: Cada emissora fica com a responsabilidade de coletar um mínimo de trezentas, assinaturas para se chegar ao total de um milhão e trezentas mil assinaturas exigidas pelo Congresso Nacional para acatar uma proposta de iniciativa popular.
As propostas constantes do PLIP são a sistematização de nossas reivindicações desde antes da promulgação da Lei 9612/98 e contempla a totalidade de das demandas legais para as emissoras. A Abraço conclama às direções das Rádios Comunitárias de todo o país a promoverem esta coleta de assinaturas.
domingo, 26 de outubro de 2014
Alo Comunidade 167 ALUNOS ESCOLA JOSE GUEDES
Nesta edição batemos um papo com professores e alunos da Escola Estadual José Guedes, de Cabedelo, que desenvolvem um interessante trabalho pedagógico utilizando o rádio como ferramenta. Produção e apresentação de Dalmo Oliveira. Locução de Beto Palhano. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Rádios comunitárias se reúnem no RS para discutir rumos
No dia 20
de outubro ocorreu o encontro de rádios comunitárias no
RS. Entre os temas discutidos estava a cobrança do ECAD, o
repasse de recursos de campanhas públicas pelo governo do estado, conjuntura
nacional e estadual do movimento de rádios comunitárias.
Do Paraná
foram representadas três rádios comunitárias: Cerro Azul, Telêmaco Borba e
Ponta Grossa. Do RS também se fizeram presentes três emissoras: Ronda Alta,
Três Palmeiras e outra de Porto Alegre. Também marcaram presença uma rádio
comercial e outra educativa, do Paraná. “O encontro foi produzido, pena que com
poucas rádios comunitárias”, afirmou Luiz Dsulinski, do Movimento Nacional de
Rádios Comunitárias.
As
rádios também estão discutindo estratégias de pressão aos governos e
parlamentares na mudança da legislação restritiva que impede do desenvolvimento
da comunicação pública e comunitária. Para isso a pressão em parlamentares para
o ingresso na Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão e Direito
a comunicação, garantindo o comprometimento com as propostas aprovadas na I
Conferência Nacional de Comunicação, é considerada importante. No campo
jurídico, um seminário está sendo construído com a participação das regiões
para alimentar o avanço também no judiciário, palco recente de retrocessos que
impedem o pleno funcionamento das iniciativas comunitárias.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Manobras, a
primeira rádio comunitária de Portugal em FM
A Rádio Manobras está no ar desde 2011. O estúdio provisório está
instalado nos Maus Hábitos, no Porto
Texto de Ana Chaves •
Anselmo Canha, coordenador do programa Manobras no Porto, achava que era necessário criar
uma rádio no e para o Porto. Hélder Sousa anuiu, Marisa Ferreira juntou-se e a
rádio Manobras nasceu. Sintonizam-se em 91.5 FM, em antena aberta, desde
Setembro de 2011.
O número
178 da Rua de Passos Manuel, no Porto, não os denuncia, mas foi no Maus Hábitos que
se instalou esta “rádio sem preconceitos”. Aqui qualquer pessoa pode
“manobrar" mesmo que a dicção seja caótica e o sotaque um delator de
origens. O projeto, diz Marisa convicta, é pioneiro no país: “Em antena aberta
somos os únicos”. Aqui, qualquer pessoa pode fazer rádio. Só é necessário
vontade, uma ideia e, única obrigação, que o Porto seja a inspiração do
programa.
Hélder, tem
34 anos, é produtor de teatro e é o responsável pela Manobras. Marisa, 32
anos, trocou a cenografia pela Manobras, à qual se dedica agora a tempo
inteiro. Apesar da fragilidade formal e técnica, a rádio tem emissão 24 horas
por dia, cinco das quais com conteúdos novos e três em directo.
Questionados
sobre os programas com maior sucesso, Hélder, Marisa e Filipa Mora (também
colaboradora) referem o “Contribuinte”, programa dirigido por Hélder todos os
sábados entre as 11h e as 13h. Também “Cinema”, com Luís Mestre, e o (H)aircut,
uma rubrica quinzenal com "conversa de gajas" integram o painel dos
“mais ouvidos” (vê programação à esquerda).
Recolha do património sonoro do Porto
O maior
investimento são os sons da cidade, que combina com a máxima “nunca desligamos
o gravador”. Servem como repertório de memória e depoimentos: “No fundo, no
fundo, é um arquivo de recolha do património sonoro do Porto”.
São
ouvidos, maioritariamente, por jovens entre os 25 e os 35 anos e contam com
quase 600 amigos no Facebook.
Os mentores da Rádio Manobras preveem construir uma estrutura suficientemente
sólida para não se eclipsarem num ano de crise. Uma das ideias passará por se
associaram à Universidade do Porto.
Aferir
audiências não é possível: "Não temos como saber... mas, pelo menos, todos
os meus amigos ouvem", diz Hélder entre risos. Mas sabem o que querem
e o cérebro parece não desligar da ficha. A última ideia? Encontrar o
maior coleccionador de rádios da cidade. Porquê? Marisa também não sabe,
nem interessa.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Alo Comunidade 167 DADA WENCESLAU
Nesta edição uma entrevista risonha com o ator Dadá Wenceslau. Fábio Mozart entrevistou também o polêmico jornalista e promotor de justiça Tião Lucena. Produção e apresentação de Fábio Mozart. Locução de Marcos Veloso. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.
Associação de Rondônia rompe com Abraço Nacional e forma nova entidade de rádios comunitárias
A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária,
secção Rondônia, será extinta e em seu lugar será formada outra entidade. “Vamos
mudar a razão social e criar novo nome de fantasia para nos desvincular da
Abraço nacional que não serve mais para representar os interesses das rádios
comunitárias”, informou Edmilson Costha (foto), Coordenador. Ele disse que será uma
instituição completamente nova, com novo estatuto. “A Abraço não nos representa
mais, e no nosso 4º Congresso Estadual, que será realizado em abril de 2015,
vamos oficializar o desligamento”, afirmou.
Edmilson fez duras críticas à Abraço Nacional,
principalmente aos seus dirigentes. “Enquanto Soter, Valdecir e Irismar
estiverem à frente da Abraço, não vamos juntos, porque eles atrelaram a
entidade a interesses partidários e particulares, travando a nossa luta”, disse
ele.
Na Paraíba, várias rádios comunitárias já se organizam para
fundar a Associação Paraibana de Comunicação Comunitária, Alternativa e
Popular, a APARTE, que deverá ser instalada em janeiro de 2015.
Em São Paulo, a entidade congênere também demonstra
insatisfação com as posições tomadas pela Abraço Nacional. “Nós, da Abraço São Paulo, não teremos outra posição
senão tornar pública nossa insatisfação em relação à Abraço Nacional, bem como
nossa posição contra esta aberração do governo federal em lançar um decreto que
ao invés de fazer avançar o serviço de radiodifusão no Brasil, será um grande
retrocesso para as rádios comunitárias do Brasil”, opinou Jerry Oliveira, sobre
as propostas de mudança no decreto federal 2615/98, que regulamenta a lei n°
9.612/98, sobre a radiodifusão comunitária no país, encaminhadas em abril pelo
Ministério das Comunicações à Casa Civil da Presidência da República, as quais
não são bem vistas por boa parte das direções das rádios comunitárias do país.
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