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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filho do prefeito fecha rádio comunitária em Chorrochó/BA




Na manhã do dia 30 de setembro, o som da Radio Líder FM de Chorrochó, na Bahia, foi bruscamente interrompido de forma acintosa e em completo desrespeito a liberdade de imprensa, e ao povo daquela terra.

Segundo o Diretor daquela Emissora, a Rádio funcionava normalmente quando abruptamente ali chegou o popular Tarço Rafael, que é filho do Prefeito em exercício, Paulo de Tarço, e dizendo está representando a Prefeitura, quebrou os cadeados da emissora e ali adentrou arrancando violentamente os fios que ligam os transmissores que no momento executava musicas.

O que é estranho segundo Edilson, “É que além da medida ter acontecido justamente num domingo, esta se deu por quem não representa a prefeitura em nada, e que além de tudo isso, não apresentou qualquer justificativa ou documento legal para o acontecido”.
Segundo o Diretor, os aparelhos de transmissão e demais bens utilizados pela rádio encontra-se na Delegacia local, e que no momento do fato, o filho do prefeito acompanhava-se de dois policiais, que inertes ficaram e não tomaram qualquer medida para impedir aquela violência. O citado rapaz ainda acompanhava-se de partidários do grupo político do seu genitor, disse Edílson.

Logo após o fato, o senhor Edilson comunicou o ocorrido a Promotora Pública, Dra. Luciana Espinhara, que o orientou a prestar queixa junto a Delegacia de Policia daquela cidade, o que de fato aconteceu.

Segundo Edilson, “o invasor não possui motivos para o cometimento do fato, e se a intenção dele era reaver o prédio onde funcionava a radio, que é da Prefeitura, deveria seu pai ter se cercado de medidas legais, a exemplo da comunicação por escrito da desocupação do imóvel num prazo lógico, e acaso ele não atendesse o comunicado, o que não aconteceria, que o Prefeito através da procuradoria do município, adotasse outras medidas, como a ação de reintegração de posse, ou mesmo ação de despejo”.
O fato pegou de surpresa toda comunidade chorrochoense, “é de se lamentar que fatos desta natureza ainda ocorram no município, já que além de ser um ato de afronta à comunidade, representa verdadeiro abuso e porque não dizer vandalismo puro”, disse Edilson Oliveira.

Por fim salientou ainda o radialista, “que tudo parece perseguição política, e por assim ser, o caso será entregue a justiça que deverá tomar as providencias cabíveis, pois além de tudo que se deu, tal acinte configura também crime contra o patrimônio público, já que é uma rádio comunitária”.