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sexta-feira, 20 de abril de 2012

POLÊMICA EM GOIÁS


Padre acusado de homofobia controla rádio comunitária e se diz perseguido

O padre Alberto Ferreira (foto) é o mentor e dirigente da Rádio Comunitária Universitária FM, em Aragarças (GO), na divisa com Barra do Garças (MT). A emissora aragarcense foi a primeira comunitária a entrar no ar no Araguaia, em 1999, e depois foi fechada por 10 anos, tendo a licença provisória suspensa, fato que o padre atribui a perseguição sofrida por ele de políticos influentes. O vigário é uma figura polêmica que se lançou pré-candidato a prefeito em Aragarças pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e usa a rádio para fazer seu proselitismo político e religioso.

Recentemente, o padre Alberto se envolveu em nova polêmica, desta vez com a Câmara de Vereadores que aprovou moção de repúdio conta ele por ter criticado o Secretário de Saúde local, Vladimir Marcelo, insinuando que o mesmo é gay. “O padre Alberto usou termos pejorativos contra o secretário de saúde Vladimir Marcelo, ‘fez a cobra sumir’, ‘essa gentinha é desse jeito’, até a classe LGBT se sentiu ofendida”, disse o vereador Marcelo de Sá, o qual registrou ocorrência na Polícia.

ANATEL

Uma equipe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esteve em Aragarças, para vistoriar a rádio comunitária Universitária FM, dirigida pelo padre Alberto Ferreira. Os fiscais estiveram por duas horas inspecionando os documentos e equipamentos da emissora e depois foram embora.

O padre ponderou que a emissora está sendo perseguida por políticos da região de Barra do Garças e Aragarças, incomodados com a divulgação de notícias de desmandos e corrupções de políticos na região. “Eu tenho certeza que essa denúncia é de cunho político com objetivo de prejudicar a emissora”, frisou.

No mês passado, ele recebeu no estúdio da Universitária, o senador de Mato Grosso Pedro Taques (PDT), que concedeu uma entrevista e assumiu compromisso de rever a lei de funcionamento das rádios comunitárias, que são proibidas de fazer propaganda e, por essa razão, passam dificuldades financeiras.

Com informações de

O Inquisidor