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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mulheres de rádios comunitárias são capacitadas para a Copa

Mais de 50 mulheres de todos os estados brasileiros capacitadas para comentar a Copa do Mundo de 2014 nas rádios comunitárias do país. Esse é o saldo do curso oferecido pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), realizado em Brasília e em parceria com a ONU Mulheres. Da Bahia, foram capacitadas três mulheres das cidades de Água Fria e Santanópolis, e do Extremo Sul do Estado.
De acordo com Kamayura Saldanha, coordenadora Nacional de Gênero e Etnia da Abraço, a capacitação buscou fazer o empoderamento político das mulheres, criar uma consciência de educação para a Copa e prepará-las para comentarem os jogos em suas comunidades. Todas as escolhidas moram em locais em que estão instaladas rádios comunitárias. De acordo com a dirigente, a Bahia possui 300 rádios comunitárias outorgadas.
“Promovemos a capacitação com a esperança de que fôssemos contemplados pela FIFA para fazer a transmissão dos jogos. Se isso acontecesse, as informações dos jogos chegariam nos locais mais distantes do Brasil, comunidades que não possuem nenhum canal de comunicação e nem internet”, declara Kamayura.
Para ela, a rádio comunitária é algo essencial para a inclusão de muitos brasileiros. “Ainda temos muito problema de analfabetismo. O jornal escrito não chega a muitos locais distantes onde as rádios comunitárias estão, mas a informação auditiva chega. Nós, rádioscomunicadores comunitários, fazemos o resgate da cidadania desse povo esquecido, a valorização da pessoa com informações sobre esporte, artesanato, política. Falamos sobre tudo”, finaliza.
Abraço
A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço, presente em 24 estados e no Distrito Federal, é uma organização de classe que se insurgiu contra o monopólio dos meios de comunicação no Brasil, através da manifestação radiofônica das comunidades das cidades, periferias e do campo.
Fundada em 25 de agosto de 1996, em São Paulo, a Abraço busca a unificação da luta das rádios comunitárias pela regulamentação do serviço no Congresso Nacional, pela democratização da comunicação e pela liberdade de expressão.
De Salvador,
Ana Emília Ribeiro – Portal Vermelho