quinta-feira, 30 de abril de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
PARAÍBA
Rádio comunitária programa sarau
cultural em maio
A Rádio Comunitária
Araçá, de Mari, Paraíba, é mantenedora do Ponto de Cultura Nas Ondas do Rádio,
que realiza no dia 9 de maio o primeiro Sarau Cultural no pátio da emissora, na
rua principal da cidade, às 20 horas. O evento tem como coordenadora a professora
Ozaneide Vicente, uma das fundadoras da rádio. Ela disse que a atividade foi
pensada tendo como modelo o projeto Sarau das Almas, do Ponto de Cultura
Cantiga de Ninar, de Itabaiana, atividade realizada quinzenalmente naquela
cidade paraibana.
O encontro deve
envolver artistas locais com música, poesia, foto varal e esquetes teatrais.
“Estamos convidando os companheiros e companheiras de Itabaiana para este nosso
primeiro sarau, que será uma reunião festiva dos artistas ligados aos pontos de
cultura, para juntos celebrarmos a arte e a união entre os pontistas”, disse
Ozaneide.
O Sarau homenageará
as mães, com declamações e outros números artísticos. “Vamos lembrar mães que
são exemplo de dedicação ao próximo, as que trabalham como voluntárias em
projetos sociais como a Pastoral da Criança, tipo dona Maria Maga, dona Amanda,
Zezé Malheiros e outras mulheres de nossa comunidade”, completou a professora
Ozaneide.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Controle de emissoras por políticos leva à falsificação da democracia
Ação no STF pede
inconstitucionalidade de outorgas concedidas a emissoras controladas por
políticos; Radiodifusores eleitos também precisariam abandonar o controle de
emissoras antes de tomar posse
Por Carlos
Gustavo Yoda
Nesta
segunda reportagem da série sobre os “coronéis da mídia”, vamos mostrar o que
diz a legislação brasileira sobre o controle de emissoras de rádio e televisão
por políticos e o que pode e vem sendo feito pelas organizações de defesa do
direito à comunicação acerca das ilegalidade praticadas.
Desde
2011, tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação, intitulada Arguição por
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), elaborada pelo Intervozes, em
parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que pede a declaração de
inconstitucionalidade à concessão de outorgas de radiofusão a emissoras controladas
por políticos. A arguição - “acusação”, para desembrulhar o juridiquês, também
afirma que, desde a posse, os parlamentares não podem mais ser proprietários,
controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato
com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada.
Assim, defende como inconstitucional o ato de posse desses radiodifusores
eleitos, pelo fato de os mesmos não terem deixado, antes, o controle de suas
emissoras.
A base da
ADPF 246 é o artigo 54 da Constituição, que aponta, em seus dois primeiros
parágrafos, como fundamento da República, que deputados e senadores não podem
firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia,
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de
serviço público. Além deste artigo, a ação também entende que a prática do
coronelismo eletrônico viola o direito à informação (artigo 5º e 220 da
Constituição Federal), a separação entre os sistemas público, estatal e privado
de comunicação (art. 223), o direito à realização de eleições livres (art. 60),
o princípio da isonomia (art. 5º) e o pluralismo político e o direito à
cidadania (art. 1º).
Além da
Constituição Federal, o artigo 38 do Código Brasileiro de Telecomunicações,
principal lei de rege o setor, aponta, em seu parágrafo primeiro, que não pode
exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou
autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade
parlamentar ou de foro especial.
No
entanto, a ADPF cita mais de 40 deputados federais e senadores, da atual
legislatura, que controlam diretamente pelo menos uma emissora de rádio ou
televisão em seu estado de origem. A tese da ação aponta diferentes órgãos como
responsáveis pela ilegalidade. Em primeiro lugar, o Ministério das Comunicações
e a Presidência da República, por concederem outorgas a empresas que não
poderiam recebê-las e pela omissão na fiscalização das emissoras; o Congresso
Nacional, também responsável pela autorização e renovação das outorgas e pela
diplomação dos parlamentares; e o Poder judiciário, também responsável pela
diplomação de candidatos eleitos.
O STF
ainda não se manifestou sobre o tema, mas já coletou a manifestação dos órgãos
envolvidos. Em parecer enviado ao Supremo, o Senado afirma que o entendimento
de sua Comissão de Constituição e Justiça é de que os contratos de concessão e
de permissão de radiodifusão enquadram-se na incompatibilidade constitucional
prevista pelo artigo 54, II, “a”. Deputados e senadores não poderiam, portanto,
ser proprietários e controladores de pessoas jurídicas prestadoras do serviço
de radiodifusão pois estas gozam do benefício decorrente da celebração de
contrato com pessoa jurídica de direito público – no caso, a União.
Em parecer
sobre a ADPF solicitado pelo Intervozes aos juristas Gilberto Bercovici,
professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e Airton
Serqueira Leite Seelaender, professor adjunto da Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Santa Catarina, eles afirmam que o ordenamento jurídico
brasileiro deixa claro que há um dever estatal de impedir a oligarquização do
regime democrático, de combater a oligopolização do setor e fomentar o
pluralismo na mídia, destacando “a importância de preservar o dissenso na
radiodifusão”. Bercovici e Seelaender afirmam que as práticas expostas na
denúncia apresentada ao STF representam “clara burla à Constituição”.
A posição
da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal
(MPF), também é de que os detentores de mandatos não podem direta ou
indiretamente ter vínculo societário em empresas que detêm concessão de
radiodifusão.
“Sem meias
palavras, uma das grandes tragédias da comunicação social no país é o fato dos
parlamentares terem o controle gerencial dessas empresas. É um poder que
retroalimenta o controle político”, pontua o procurador Regional da República
no Rio Grande do Sul, Domingos Sávio da Silveira. “O que me parece mais grave é
o poder de gestão que esses clãs políticos exercem sobre concessões [de
radiodifusão]. E mais do que isso, como o fato de ser parlamentar tem ao longo
da história feito com que as concessões sejam dirigidas a empresas que estão
sob o controle indireto desses parlamentares”, acrescenta.
Para
Silveira, quando grupos políticos controlam as emissoras acontece a distorção
direta do processo político. “É a falsificação da democracia. A opinião pública
é construída pela mídia. Se frauda a democracia quando, através da utilização
desigual de uma concessão, se consegue uma visibilidade incomparável em relação
aos outros candidatos”, explica.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Fiscais da Anatel sequestram equipamentos de rádio comunitária em Roraima e ABRAÇO/RO denuncia "piratas"
A
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado de Rondônia
denuncia que o Escritório da Agência Brasileira de Telecomunicações sequestrou
os equipamentos da rádio comunitária mantida por associação com sede em São
Francisco do Guaporé, a 700 quilômetros da capital Porto Velho. “Os agentes
foram descorteses com os comunitários que lutam por um projeto de comunicação
popular em uma cidade de mais de 20 mil habitantes que não conta com nenhuma
emissora de rádio, e até hoje o Ministério das Comunicações não publicou aviso
de habilitação para aquela comunidade”, afirma boletim da Abraço.
A
entidade que congrega as rádios comunitárias aproveitou para denunciar “rádios
que operam na região sem outorga, e sem serem importunadas pela Anatel”.
Segundo Edmilson Costta, Coordenador da Abraço, “fizemos relatório sobre uma
rádio chamada ‘Tempo e paz’ que
fica no meio do mato sem moradores e sem ninguém para cuidar, fechada por
cadeados. Apenas está ligada a uma antena parabólica transmitindo uma
programação fora do estado de Rondônia.
Em plena capital do estado de Rondônia – Porto Velho e na cara da Anatel, por três vezes a diretoria da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Abraço – RO esteve local para conferirnão encontramos uma alma viva por perto”, diz a nota.
Em plena capital do estado de Rondônia – Porto Velho e na cara da Anatel, por três vezes a diretoria da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Abraço – RO esteve local para conferirnão encontramos uma alma viva por perto”, diz a nota.
“O escritório da Anatel e seus fiscais em Porto velho saem da
capital, passando por outras definitivamente piratas e não levam os equipamentos.
Só em Ji-Paraná, aos finais de semana, tem cinco rádios piratas no ar e não
fazem nada. No distrito de Triunfo tem duas emissoras clandestinas, e por aí
vai”, conclui Edmilson.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
PARAÍBA
Prefeito
acusa rádio comunitária de impedir sua participação
O
prefeito de Mari, Marcos Martins (foto) relatou, durante audiência pública
realizada na Câmara Municipal, no último dia 16, que foi impedido de participar
do programa "Liberdade de Expressão" da rádio Comunitária Araçá FM. O
prefeito seria entrevistado ao vivo durante o programa, mas recebeu a notícia,
por parte do repórter da emissora, Carlos Alcides, que não poderia participar.
"Quero destacar um fato curioso. Fui proibido de falar ao vivo no programa
da rádio Araçá FM, hoje. Não quero falar gravado porque eles distorcem minha
fala quando lá chega. Isto é injusto para Mari, ter uma rádio comunitária onde
o gestor municipal não pode falar
ao vivo, o que não é bom para o município. Chamo essa atitude do
radialista de autoritária e ditatorial por parte também de Ramos, presidente da
emissora local”, disse o prefeito.
O
radialista Marcelo Joaquim, da Rádio Araçá, alegou que o prefeito quer impor a
pauta dos programas jornalísticos. “Na última vez que ele esteve na rádio, eu
era o apresentador do programa, ele pediu direito de resposta que foi
concedido, mas exigiu ser entrevistado, o que não estava na pauta”, disse
Marcelo. Ele disse ainda que, na ocasião, os adeptos do prefeito tentaram
invadir a rádio, o que rendeu até um processo judicial.
Uma
ouvinte afirmou que o prefeito “está fazendo charme, porque sempre que é convidado
para falar nos programas da rádio, nunca comparece.” Segundo ela, o prefeito
vai falar nas rádios de Guarabira, cidade próxima, “e despreza a comunitária”,
quando quer se comunicar com os munícipes.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
AloComunidade 190 JOAN SAULO
Nesta edição Fábio Mozart entrevista o escritor e coreógrafo Joan Saulo Ribeiro da cidade de Pilar. Produção e apresentação de Fábio Mozart. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.
sábado, 18 de abril de 2015
Rádios comunitárias do brejo paraibano terão curso de gestão
![]() |
Moreira (de verde) é coordenador da Abraço |
A
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba visitou
a Rádio Comunitária Voz do Povo, da cidade de Duas Estradas, na região do brejo
da Paraíba, nesta sexta-feira (17), onde tratou de assuntos administrativos da entidade. Conforme
Moreira, Coordenador da Abraço/PB, na ocasião foi discutida a possibilidade de
realização de um curso de gestão destinado às rádios comunitárias da região.
Na
comissão que visitou a rádio Voz do Povo estiveram o jornalista Antonio Balbino,
de Solânea, e o radialista comunitário Agnaldo, da cidade de Alagoa Nova.
O
surgimento de rádios comunitárias na região veio preencher uma grande lacuna
que permitiu às comunidades não apenas o acesso aos meios de comunicação como
também a produção de informação e a sua difusão, abrindo espaço para as
entidades do meio social. Como são instituições mantidas por associações de
moradores ou entidades ligadas aos movimentos sociais, essas emissoras não
possuem, geralmente, o suporte de profissionais que possam gerir adequadamente
os projetos de comunicação radiofônica. Por isso, a necessidade de capacitação
nessa área.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Artistas de Pilar/PB concedem entrevista para rede de rádios comunitárias
![]() |
Del Pilar com a articuladora cultural Clévia Paz |
O artista plástico Del Pilar Palácios e o poeta Joan Saulo do Monte concederão entrevista ao programa “Alô comunidade”, transmitido aos sábados a partir das 14 horas pela Rádio Tabajara da Paraíba AM, na frequência 1.110 KHZ, produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. A entrevista será realizada amanhã, 18 de abril, com os apresentadores Fábio Mozart e Sander Lee. “O programa foi idealizado para dar espaço aos artistas das comunidades que não têm visibilidade na mídia”, afirmou Mozart.
Joan Saulo do Monte prepara-se para lançar seu primeiro livro, “Aracnomomento”, no dia 25 de abril, às 19 horas. Na Escola Dr. José Maria, em Pilar. A obra foi produzida pela Editora Multifoco, do Rio de Janeiro.
Del Pilar Palácios tem atelier em Pilar, onde produz quadros e pintura em cerâmica, com grande aceitação da comunidade. Ele também patrocina projetos sociais, ensinando sua arte aos jovens.
O programa ‘Alô Comunidade’ é um projeto de comunicação do Coletivo de Jornalistas Novos Rumos, Sociedade Cultural Posse Nova República e Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, sendo transmitido direto dos estúdios da Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110), em rede de retransmissão por diversas emissoras comunitárias da Paraíba, inclusive a WebRádio Porto do Capim. Apresentação e produção de Fábio Mozart, Dalmo Oliveira, Beto Palhano e Sander Lee.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Encontro pela democratização da mídia lança carta em defesa da regulamentação
São Paulo – Ao fim de três dias de discussões, o 2º Encontro
Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC) aprovou na tarde do domingo (12)
documento, com o título Carta de Belo Horizonte, no qual reafirma a luta
pela democratização da comunicação como pauta aglutinadora e transversal, além
de conclamar entidades e ativistas a unir forças para pressionar o governo a
abrir diálogo com a sociedade sobre a necessidade de regular democraticamente o
setor no país.
O encontro, realizado em Belo Horizonte, contou com 682 inscritos,
entre ativistas, estudantes, militantes, jornalistas, estudiosos e
pesquisadores da comunicação, representantes de entidades e coletivos e
autônomos do país. Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação (FNDC), que organizou o evento, disse que o
encontro “mostrou que a luta por uma comunicação democrática, inclusiva, plural
está mais ativa e é mais necessária do que nunca. E mais do que isso, que os
movimentos estão dispostos a cobrar do governo que paute essa questão e coloque
na agenda dos debates estratégicos para o país".
Confira a íntegra da carta:
Carta de Belo Horizonte
Regula Já! Por mais democracia e mais
direitos
Nós, ativistas pelo direito à comunicação, militantes das mais
variadas organizações do movimento social brasileiro (sindical, juventude,
cultural, estudantil, moradia, do campo e da cidade, mulheres, negros, LGBT,
meio ambiente, academia, ativistas digitais, trabalhadores da comunicação
etc.), presentes em Belo Horizonte no 2º Encontro Nacional pelo Direito à
Comunicação, organizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação,
que reuniu quase 700 pessoas vindas das cinco regiões do país, demos mais uma
demonstração de força e unidade do nosso movimento. Durante três dias debatemos
propostas e projetos, trocamos experiências e construímos coletivamente uma
estratégia comum de luta pela democratização da comunicação.
A defesa da democracia é uma das principais bandeiras de luta da
sociedade brasileira. E a construção de uma sociedade efetivamente democrática
só se realiza se houver liberdade de expressão para todos e todas, o que
pressupõe a garantia do direito à comunicação. Reafirmamos, nesse sentido, que
o Brasil precisa enfrentar o desafio de atualizar os instrumentos de regulação
democrática dos meios de comunicação. Nos mantemos mobilizados, nas ruas e
redes, para exigir que o governo cumpra o seu compromisso de abrir publicamente
esse debate com a sociedade.
Em um momento em que o povo brasileiro e suas instituições
democráticas enfrentam uma conjuntura política e econômica adversa, mais do que
nunca, levantamos a bandeira: Regula Já! Por mais diversidade e pluralidade de
vozes na mídia.
A direita brasileira derrotada nas eleições presidenciais sai às
ruas defendendo a quebra da legalidade democrática. Nesse cenário, a mídia
privada manipula a informação, distorce os fatos, fabrica crises, invisibiliza
temas e criminaliza movimentos e atores sociais progressistas. O principal
porta-voz desse discurso – a Rede Globo de Televisão – completa 50 anos em
abril dando provas da sua falta de compromisso com o interesse público e com a
democracia.
O Congresso Nacional, o mais conservador desde a ditadura militar,
tem mostrado que a agenda da direita (redução de direitos trabalhistas,
sociais, ataque aos direitos humanos) dará a tônica da atividade legislativa. O
próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que qualquer
projeto de regulação dos meios de comunicação só será encaminhado para votação
por cima do seu cadáver. Nesta mesma linha, o Poder Judiciário continua agindo
de forma seletiva e parcial, refratário à agenda da democratização da
comunicação, blindado pela caixa preta de sua estrutura institucional
inquestionável.
A Presidenta Dilma Rousseff – que só foi eleita porque assumiu o
compromisso de adotar políticas que aprofundassem direitos sociais e
democráticos, com uma plataforma de reformas estruturais – dá sinais
contraditórios de que essa agenda será aplicada.
Neste cenário, é preciso buscar uma ampla unidade dos movimentos
sociais para barrar a direita e pressionar o governo, exigindo o cumprimento
dos compromissos firmados. Lutas de cunho democrático, como a Reforma
Política com o fim do financiamento empresarial das campanhas; a taxação de
grandes fortunas; a defesa da Petrobras; o combate às terceirizações; contra a
redução da maioridade penal; em defesa dos direitos dos indígenas; do meio ambiente;
contra o extermínio da juventude negra; pela reforma agrária e urbana; pelos
10% do PIB para a educação e a defesa do SUS, precisam ser abraçadas pelo
conjunto dos movimentos populares, entre eles o da comunicação. Nossa luta é
por Mais Democracia e Mais Direitos!
No campo da comunicação, os desafios são ainda maiores, já que nos
últimos 12 anos o governo não enfrentou essa pauta de forma estruturante. As
importantes conquistas que foram a criação da EBC, a aprovação das leis de
Acesso à Informação, regulação da TV por Assinatura (SeAc) e o Marco Civil da
Internet, só foram possíveis em função da intensa mobilização social. No
restante, o sistema permanece praticamente inalterado, caracterizado por uma
forte concentração econômica e ausência de diversidade e pluralidade. O
Capítulo V da Constituição Federal de 1988, da Comunicação Social, segue sem a
regulamentação que garanta a sua aplicação. E a principal legislação da
radiodifusão, o Código Brasileiro de Telecomunicações, já tem mais de 50 anos.
O novo ingrediente desse cenário é que a Presidenta Dilma Rousseff
e o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, têm dado declarações públicas
de que a pauta da regulação dos meios de comunicação será tratada neste
mandato. É imperativo cobrar que esse discurso seja transformado em
prática. De outro lado, o setor empresarial segue na sua cruzada para impedir
que esse debate aconteça. Continua usando a mesma e velha tática de distorcer
essa discussão, tachando qualquer tipo de regulação como censura.
Por isso, é indispensável ampliar a mobilização e pressão da
sociedade para destravar esta agenda. Desde a 1ª Conferência Nacional de
Comunicação, temos ampliado a base social e consolidado propostas para um novo
marco regulatório das comunicações. A principal delas é o Projeto de Lei de
Iniciativa Popular da Mídia Democrática, que em 33 artigos delineia um novo
cenário para a comunicação no país. Inspirada nos tratados internacionais já
ratificados pelo Brasil e em experiências regulatórias de países como França,
Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Espanha e outros, a Lei da Mídia
Democrática propõe mecanismos de implementação dos dispositivos
constitucionais. Durante o 2º ENDC, reafirmamos essas propostas e a importância
da estratégia de luta em torno da Lei da Mídia Democrática com a presença de
convidados internacionais vindos do Canadá, Argentina e Uruguai.
O trabalho de coleta de assinaturas para a Lei da Mídia
Democrática e a divulgação de seu conteúdo para setores mais amplos da
sociedade devem ser intensificados. Mas, além disso, precisamos avançar também
em outras frentes, como o fortalecimento do sistema público de comunicação; o
fim da criminalização das rádios comunitárias e da mídia popular e alternativa
(do campo e da cidade), com a criação de mecanismos para incentivar e fomentar
a sua valorização; a universalização da Banda Larga; a garantia do respeito ao
Marco Civil da Internet; a implantação dos Canais da Cidadania; a criação dos
Conselhos de Comunicação nas três esferas da Federação; a defesa da
Classificação Indicativa; o respeito aos direitos humanos nos meios de
comunicação; a defesa do direito de resposta; o fim das concessões para os
políticos; o combate ao arrendamento e transferência ilegal das outorgas; a
democratização da distribuição das verbas publicitárias; mecanismos de
incentivo à produção regional e independente (retomada da campanha Quero Me Ver
na TV); o fortalecimento de políticas para a promoção da diversidade cultural e
informativa (pontos de cultura e pontos de mídia livre) e de educação para a
mídia; a defesa do software livre. Enfim, um conjunto de medidas urgentes que
desde já podem ampliar o Direito à Comunicação e a verdadeira Liberdade de
Expressão para todos e todas em nosso país. Todas as vozes, todas as cores,
todas as ideias!
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e
demais entidades que participaram do 2º Encontro Nacional pelo Direito à
Comunicação convocam todos e todas comprometidos com essas bandeiras a se
juntarem a nós nessa luta.
Não haverá uma verdadeira democracia em nosso país sem uma
comunicação democrática.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
COMUNICADOR É CONDENADO A DOIS ANOS DE PRISÃO POR MANTER RÁDIO COMUNITÁRIA NO INTERIOR DA BAHIA
A batalha da Rádio Comunitária Livre Coité FM para permanecer no ar no município
de Conceição do Coité, na Bahia, ganhou um novo capítulo. Um dos responsáveis
pela emissora, o radialista Zacarias de Almeida Silva, conhecido como Piter
Junior, foi condenado pela Primeira Vara de Subseção Judiciária de Feira de
Santana a dois anos de prisão e ao pagamento de dez mil reais por explorar a
atividade de radiodifusão ilegalmente.
A sentença foi assinada pela juíza federal Karin Almeida Weh de Medeiros
no dia seis de março com base no artigo 183 da lei 9472/97, que prevê sanções
penais para quem desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicações.
A ação judicial foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e
baseada num inquérito de 2010 em que a Agência Nacional de Telecomunicações
(ANATEL) acusou a Rádio Coité FM de não possuir autorização legal para
funcionar. Na época, Piter Júnior era o presidente e responsável pela emissora
e acabou sendo denunciado e incriminado.
A Rádio Coité FM surgiu em 1998 com o apoio do Movimento de Organização
Comunitária (MOC) de Feira de Santana. Junto com a Coité, outras catorze
cidades da região também receberam o suporte de equipamento para
desenvolver projetos de radialismo. Segundo Piter, atualmente todas as
emissoras conquistaram a outorga para o funcionamento, apenas Coité continua
com o processo indeferido pelo Ministério das Comunicações (MiniCom).
A rádio já teve quatro transmissores apreendidos pela ANATEL ao longo de
dezessete anos de trabalho. Em entrevista à Pulsar Brasil, Piter destaca que a
rádio persiste diante dos problemas por conta do apoio da comunidade. De
acordo com o comunicador, desde o início a população se mobilizou para manter a
rádio no ar. Piter diz que tanto o segundo, quanto o terceiro transmissor,
foram comprados com o dinheiro de rifas comunitárias.
Defender a pluralidade de vozes e a democracia nas ondas sonoras
são os objetivos da emissora. Para o radialista é lamentável que
mesmo a rádio tendo o trabalho reconhecido pela Prefeitura, Câmara Municipal e
entidades sindicais tenha o seu futuro decidido por uma pessoa que desconhece o
contexto social ao qual o veículo está inserido.
Pulsar Brasil
sábado, 11 de abril de 2015
AloComunidade SoniaLacerda
Nesta edição Dalmo Oliveira e Beto Palhano entrevistam a presidenta do Conselho Municipal de Saúde da cidade de João Pessoa. Ela fala dos desafios de coordenar um dos organismos de controle social mais importantes da capital paraibana. Lacerda, que é funcionária de carreira do Ministério da Saúde, deve falar de questões como o processo de privatização do SUS, da rede pública de saúde de João Pessoa que recebe usuários de todas as partes do estado, do programa Mais Médicos, da problemática crônica da falta de medicamentos e outros assuntos de interesse da população. O radiofônico lança ainda, com exclusividade, o mais novo CD do sambista paraibano radicado no Rio de Janeiro, Zé Katimba, que está lançando o disco "Minha Raiz, Minha História".
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Conheça as Rádios Comunitárias de Rondônia
O Brasil é um país enorme, não só em suas
dimensões, mas também na sua imensa diversidade cultural. Por essa razão, as rádios comunitárias são fundamentais para que as
milhares de comunidades do país possam fazer destas emissoras, instrumentos de
comunicação e de informação. A Agência Abraço, vinculada a Abraço Nacional
(Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) está disponibilizando em
seu site, os links para acessar a programação de rádios comunitárias de várias
regiões do país. Vamos começar pelo Estado de Rondônia, que é o terceiro mais
populoso da região norte, e que possui uma das populações mais diversificadas
do país. Comece a conhecer a cultura do seu país, através das rádios
comunitárias, que são patrimônio do próprio povo de cada região.
Para ouvir as rádios comunitárias de
Rondônia, clique na aba "Rádios Comunitárias" na parte superior do
site da Agência Abraço (www.agenciaabraco.org), e acesse o estado referente.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Governo cria mais uma forma de criminalizar as rádios comunitárias
Os técnicos do Ministério das
Comunicações encontraram uma nova forma de “criminalizar” as rádios
comunitárias em busca de autorização e as que buscam a renovação da outorga:
estão buscando nos TRE e TSE informações sobre filiação partidária dos dirigentes
das entidades das emissoras. Se encontram o nome de algum dos dirigentes da
rádio, tá perdido! É arquivamento na hora!
Senão, vejamos:
O negociado e aprovado no Congresso
Nacional
Não é novo o modo dos “técnicos” do
Ministério das Comunicações – MC interpretarem a legislação da radiodifusão
comunitária. Participei ativamente da negociação para a aprovação da Lei
9612/98 na Câmara dos Deputados nos anos de 96/97. Foi dificílima a discussão.
Nossa proposta previa até 300 w de potência e a proposta do Governo FHC era de
raio de 01 quilômetro. Trocamos os 300w por 25w sem a limitação de 01km.
Aceitamos a negociação tendo-a como lei mínima, apenas para criar o serviço de
radiodifusão comunitária e as comunidades pudessem sair da ilegalidade imposta
pelo governo.
A Lei foi aprovada e sancionada em
fevereiro de 1998.
O Raio de 01 km
Pois bem, tal não foi a nossa
surpresa quando os “técnicos” do MC recuperaram o tal de raio de 01 km na regulamentação
da lei. E esse raio de 01 km proporcionou várias das dificuldades enfrentadas
pelas rádios comunitárias atualmente. Foi baseado nessa regulamentação
traiçoeira, já que nós havíamos derrubado esse raio no Congresso Nacional, que
o governo passou a regular tudo que diz respeito às rádios comunitárias,
causando transtornos de choques de frequências e criação de sombras de sinal
para grande parte dos territórios abrangidos pelas emissoras. Um iluminado do
MC determinou, como a abrangência de uma emissora era de 01 km, o governo
poderia habilitar emissoras a cada 04 quilômetros. A proposta do movimento era
criar emissoras municipais para promover a produção cultural, artística e
jornalística local. Por isso conseguimos garantir na lei que nas localidades
onde tivessem mais de uma entidade interessada, a que tivesse mais
representatividade é que receberia a autorização. E essa representatividade
deveria ser de acordo com o numero de associados/filiados e que seria
obrigatória a junção em caso de empate nesse quesito.
A representatividade
Pois os “técnicos” não acharam outra
interpretação para representatividade? Determinaram que as entidades teriam que
fazer “abaixo assinado” para apresentarem uma “lista de apoiadores” e não
apresentarem a relação de seus associados.
E… quem saiu ganhando com essa
interpretação? Os que não queriam entidades democráticas e representativas. Os
que tinham facilidade de colocarem os formulários na entrada das atividades e
seus fiéis assinarem. Os que podiam contratar offices boys para coletar
assinaturas nas ruas e assim por diante.
Com isso, por mais associados que a
entidade tenha não tem a representatividade de uma microempresa disfarçada de
entidade sem fins lucrativos que tenha uma “lista de apoiadores” com maior
número de assinaturas.
A subordinação
Acabou? Ainda não.
Acharam outra forma de perseguir as
rádios comunitárias apenas com a “interpretação” da Lei. Agora sobre a sua
subordinação a terceiros.
O Movimento conseguiu incluir na lei
o artigo 11, para tentar limitar apropriação das emissoras pelas instituições
já constituídas, pois a intenção era que fossem concedidas autorizações para
entidades criadas para o fim específico de radiodifusão comunitária. Não foi
possível manter esse texto na lei e atualmente nós temos rádios comunitárias
funcionando como departamentos de uma associação de moradores, uma ong, uma
fundação qualquer, completamente vinculadas e submetidas à coordenação de outra entidade. Isso vai
contra o artigo 11 da Lei 9612/98.
Mas, os “técnicos” responsáveis pelas
“notas técnicas” do MC encontraram outra interpretação. A de que nenhum dos
dirigentes da entidade da radio comunitária pode ter uma filiação partidária.
Ou seja, a simples filiação ao partido de um dirigente da entidade já
caracteriza “vinculação e submissão à gerência do partido”.
Agora vejam o que diz o artigo 11:
“Art. 11 A entidade detentora de
autorização para execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária não poderá
estabelecer ou manter vínculos que a subordinem ou a sujeitem à gerência, à
administração, ao domínio, ao comando ou à orientação de qualquer outra
entidade, mediante compromissos ou relações financeiras, religiosas,
familiares, político-partidárias ou comerciais.”
Agora a definição do serviço:
“Art. 1º Denomina-se Serviço de
Radiodifusão Comunitária a radiodifusão sonora, em frequência modulada, operada
em baixa potência e cobertura restrita, outorgada a fundações e associações
comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do
serviço.
1º Entende-se por baixa potência o
serviço de radiodifusão prestado a comunidade, com potência limitada a um
máximo de 25 watts ERP e altura do sistema irradiante não superior a trinta
metros.
2º Entende-se por cobertura restrita
aquela destinada ao atendimento de determinada comunidade de um bairro e/ou
vila.”
Agora vejam a pérola da interpretação
política dos “técnicos” do MC:
“I – As Rádios Comunitárias foram
criadas com o intuito de assegurar à população os direitos de comunicação, de
expressão e de acesso à informação, da forma mais abrangente e isenta possível.
Nesse sentido a Lei 9.612/98, determinou que esse serviço fosse prestado por
Assoc. ou Fundações s/ fins lucrativos, apartidárias e livres de qualquer tipo
de proselitismo ou sectarismo, Não apenas isso, a Lei buscou também impedir que
entidades de caracter partidário, religioso ou de outro modo incompatível com
as finalidades do serviços, viessem de modo indireto, a controlar uma rádio
comunitária , por meio de influência aberta ou velada exercida sobre a assoc.autorizada.
Compreende-se a partir daí, que o vinculo é mácula processual das mais graves,
visto que a matéria afeta a própria legitimidade da requerente pleitear a
outorga. Vê-se portanto que ao contrário do que diz a recorrente, não está a
discutir a possibilidade ou não de a entidade praticar proselitismo caso venha
a ser autorizada, mas sim os pressupostos da legitimidade da associação para
concorrer ao certame. Em outras palavras trata-se de saber se a entidade tem ou
não o direito de participar da seleção pública. por óbvio é impossivel apreciar
a adequação da programação de uma entidade que ainda não está outorgada.
II – O vínculo se estabelece de duas
maneiras: pode ocorrer por meio de instrumentos formais que submetam a entidade
à administração ou à ingerência de outra; ou por forma menos ofensiva quando
uma entidade detem o poder de influenciar a outra, exercendo comando, domínio
ou orientação, neste caso a vinculação costuma ser detectada pela análise das
circunstâncias que envolvem o relacionamento entre a subordinante e a
subordinada.
III – neste sentido as fortes
evidencias de que esta assoc. mentém vinculos políticos partidários permite
concluir com segurança que a requerente não tem legitimidade para participar do
certame. Isso não só pela filiação partidária mas também pela candidatura a
cargos eletivos e participação direta em órgãos partidários, e essas posições
são incompatíveis com a direção de uma rádio comunitária, ferindo o artigo 11
da Lei 9.612/98.
IV – Por fim, salienta-se que em
momento algum o direito a livre associação foi obstruído pela ação do Poder
Público, pois a entidade não foi impedida de continuar funcionando. Compete ao
poder concedente zelar pela outorga dos serviços de radiodifusão de acordo com
a lei, portanto esta assoc. não está apta a participar do certame por manter
vinculo que a subordina à orientação político-partidária.
Diante do exposto a coord. geral de
radiodifusão comunitária posiciona-se pelo não acatamento do recurso
administrativo e os autos devem ser arquivados, restando a requerente aguardar
novo aviso de habilitação.”
Diante dessa situação a Direção
Executiva da Abraço Nacional vem de público denunciar mais essa forma de
perseguição às rádios comunitárias pleiteantes de autorização e em processo de
renovação de outorga, exigindo que o Ministro das Comunicações Ricardo Berzoini
reveja mais essa forma de criminalizar as rádios comunitárias envolvidas na
luta pela democratização da comunicação e do país.
José Luiz do Nascimento Sóter
Coordenador Executivo da Abraço
Nacional
terça-feira, 7 de abril de 2015
Alo Comunidade 188 CARLAO MELO
Nesta edição Fábio Mozart e Dalmo Oliveira entrevistam o produtor musical Carlão Melo, revelando detalhes e desafios da promoção cultural paraibana. Tem também o som experimental da banda Baião de Três. Produção e apresentação de Fábio Mozart. Sonoplastia de Maurício José Mesquita.
Um ambientalista uiva para a lua no subúrbio distante

Um ambientalista uiva para a lua no subúrbio distante
domingo, 5 de abril de 2015
Rádio Comunitária de São Luiz, no Maranhão, transmite o “Alô comunidade”
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Fábio Mozart (esquerda) e Dalmo Oliveira entrevistando o produtor musical Carlão Melo, ontem (4) no Alô comunidade", edição nº 188 |
A
Rádio Comunitária Cultura, de São Luiz, no Maranhão, enviou mensagem para a
produção da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, anunciando que pretende
firmar parceria para transmissão de toda programação da rádio, incluindo o
programa “Alô comunidade”, o único com a temática de radcom transmitido por uma
rádio pública no Brasil, no caso a Rádio Tabajara da Paraíba.
O
link da Rádio Zumbi também foi adicionado no blog BNC Notícias, do Maranhão. “Ficamos muito felizes em fazer essa
ponte, em prol da democratização da comunicação”, disse o blogueiro maranhense
responsável pela mídia eletrônica da Rádio Comunitária Cultura FM.
O
programa “Alô comunidade” é produzido pelo Ponto de Cultura Cantiga de Ninar,
Sociedade Cultural Posse Nova República e Coletivo de Jornalistas Novos Rumos,
e transmitido todos os sábados a partir das 14 horas pela Rádio Tabajara da
Paraíba AM, com retransmissão através de doze rádios comunitárias e rádios a
cabo, além da Rádio Web Comunitária Porto do Capim, de João Pessoa.
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