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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Livro aponta jornal FOLHA DE SÃO PAULO como o que melhor trata o assunto “rádio comunitária”



O grande público já está tendo uma idéia melhor do que está acontecendo,  graças a uma melhora na cobertura de imprensa. A Folha de S. Paulo, através do jornalista  Daniel Castro, é o veículo que melhor está se sobressaindo no assunto. O jornal tem o  mérito de mostrar os vários ângulos da questão, sem maniqueismos de qualquer espécie. 

O jornal pode tanto falar de uma emissora picareta como a Rádio Planeta 90, pertencente a um falso padre (o Padre Chico) cujo sinal chega até a Santa Catarina ou abrir espaço para rádios comunitárias enquanto projetos sociais como a Rádio Favela, de Belo Horizonte, que está situada numa das maiores favelas da cidade, a Serra. Outros jornais não podem fazer o mesmo, até porque muitos deles estão ligados aempresas que possuem estações de rádio.

Outros veículos que se destacaram ao abrir seu precioso espaço para a temática das emissoras de pequena potência foram as revistas Imprensa e Caros Amigos.

“Rádios comunitárias: livre para navegar nessas ondas?”

Por Rodney Brocanelli 




Lobão


Rádios comunitárias também reclamam das rádios piratas
Marlene Bergamo

MARCIO FURUNO

ESPECIAL PARA FOLHA
A pesar de existir, desde fevereiro de 1998, uma lei federal que regulamenta a radiodifusão comunitária, essas emissoras continuam na mira das autoridades, que ainda parecem confundir rádios comunitárias e livres com as rádios piratas. "Não há vontade política de cumprir a lei, porque ela fere interesses de grandes grupos", observa Chico Lobo, que milita há 15 anos na radiodifusão comunitária.
Chico explica que as rádios livres e comunitárias operam sem fins lucrativos. As livres são segmentadas. "Pode ser uma rádio que toque só rock, reggae ou rap", diz. As comunitárias devem prestar serviços e oferecer uma programação plural a uma determinada comunidade. Tanto as livres quanto as comunitárias operam com transmissão de até 25 W de potência. Não é o caso das rádios piratas que, para Chico, buscam exclusivamente o lucro e, em alguns casos, operam com potência bem superior a 25 W.
Segundo ele, as rádios comunitárias e livres não causam interferência nas telecomunicações, como reclamam alguns opositores da radiodifusão livre. "Se juntarmos 500 rádios, a potência delas daria a metade da potência de uma rádio convencional", observa.
Já Edson Amaral, da Abraço-SP (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), acredita que, só no Estado de São Paulo, existam entre 2.000 e 3.000 rádios clandestinas. Desse número, 20% são comunitárias. A associação reúne cerca de cem rádios da capital e do interior. Amaral explica que, dependendo da localização em São Paulo, uma rádio de 25 W de potência consegue ser ouvida por 25 mil a 30 mil pessoas. Ele observa que muitas pessoas desvirtuaram a radiodifusão comunitária. "Muita gente quer levar vantagem e ganhar dinheiro", diz. O fato de políticos controlarem 2.000 rádios piratas no Brasil, como noticiou a Folha há um mês, não ajuda muito.