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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MARI/PB: Radialistas Comunitários participam de forma direta de campanha política e repetem atos que levaram outros comunicadores a serem expulsos



Na foto acima, enviada no mês de maio deste ano, pelo senhor Manuel Batista, aparecem claramente o Diretor-Presidente da Rádio Comunitária, junto a comunicador posando ao lado de figuras políticas da cidade e do ex-deputado Benjamim Maranhão, em frente à sede da emissora.

Quem não lembra do caso dos comunicadores que foram afastados da Rádio Comunitária Araçá FM, da cidade de Mari-PB, por conta de participarem de campanha política de candidatos na última eleição para Prefeito da cidade (2008)?

Pois é... os mesmos motivos que levaram a expulsão de cerca de quatro outros comunicadores daquela época, voltaram a repertir-se, só que agora tendo como protagonistas os considerados "modelos da casa", ou seja, os comunicadores de programas "rádio-jornalísticos", Marcos Sales e Thiago Silva, que por muita gente ingênua ainda eram considerados símbolos de isenção política na emissora comunitária, que na verdade, deveria realmente respeitar o dever de manter-se isenta da política partidária no município. Bom seria, se assim, fosse...

Isenção e imparcialidade é coisa do passado! O fato é que nos últimos dias, como se já não bastassem os comentários tendenciosos e parciais feitos pelos dois comunicadores (em especial, os dois citados), os dois têm sido assistidos explicitamente pelo público fazendo manifestação de apoio político a candidatos em cima de trios-elétricos e carros de som exclusivos de campanha, como verdadeiros animadores de movimentações político-partidárias.

Muitos podem até dizer que não há problema algum nisso, porém, há tempos atrás, onde outros foram os protagonistas de comportamento semelhante, deu-se início a um sistema de julgamento, condenação e execução de uma pena sumária de expulsão contra conhecidos comunicadores da Rádio Comunitária Araçá FM. A população acompanhou pelo rádio e por alguns jornais da região, a narração da situação de perseguição e até mesmo de humilhação pela qual passaram alguns comunicadores que não fizeram nada de diferente do que estão fazendo os atuais "exemplos" da comunicação comunitária mariense. O fato é que tanto os de ontem, como os de hoje, envolveram-se diretamente em campanhas político-partidárias e nisso não há diferença alguma.

Os outros, foram perseguidos até que suas "cabeças rolaram"... mas, e os atuais? Serão abonados por manterem ideologia que comunga dos interesses de alguém? Será que cometeram infração diferente dos anteriores ou o peso a ser utilizado muda porque o lado político a que direcionaram seus serviços de comunicação é outro?

Se daquela vez, cabeças de comunicadores rolaram por "ir contra o regulamento da casa" - como dizia o próprio Diretor-Presidente Severino Ramo, o que poderia acontecer agora?

Independente de lado político, o que debate-se aqui é a isenção que tanto foi falada em tempos passados; e isenção é o que mais está faltando nessa história! E não seria justo cobrar dos atuais a mesma isenção cobrada dos anteriores à ponto de ter que puní-los com a expulsão, como de fato foi feito?

Algo nos diz que, o dito "regulamento da casa", poderá ter sofrido mudanças e o que era regra, talvez tenha se tornado um requisito.

O espaço está aberto à parte interessada que queira dar esclarecimentos.


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