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DJ Zumbi, que edita a brincadeira nos estúdios da Ganga Radioweb |
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Multimistura acende a fogueirinha do Santo Antonio
segunda-feira, 8 de junho de 2020
"Barata no ar”: o programa de rádio online mais ouvido na Paraíba
O programa experimental “Rádio barata no ar”, comandado pelo comunicador Fábio Mozart, tem os melhores números em audiência de rádio por streaming na Paraíba, como revela pesquisa do publicitário Sérgio Ricardo. “Estamos falando de rádios que operam especificamente online”, explica Ricardo. Segundo ele, o programa gerado pela Rádio DiarioPB e retransmitido pelas rádios Zumbi e Cuiá, de João Pessoa, e Ganga de Maceió, Alagoas, teve média de mais de 4 mil ouvintes em maio de 2020, sem contar com as plataformas mobile com aplicativo integrador e app exclusivo.
Com duas audições veiculadas por dia, às 10 horas e reprise às 19 horas, o programa tem aumentado sua audiência após dez edições. O conteúdo glosa fatos da atualidade com humor e descontração, formato pouco usual no rádio jornalismo pela internet. O professor Agostinho, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é ouvinte da “Rádio barata no ar” e considera que não tem formato igual ao modelo em nenhuma rádio web do Nordeste. “Sou músico e percebi a sintonia e a dinâmica perfeita entre o apresentador e o sonoplasta, encaixando o ritmo na proposta do programa”, afirmou ele. A Rádio DiarioPB também está utilizando o Twitter como plataforma de divulgação nas redes.
Fábio Mozart (foto) tem trinta e cinco anos de vivência radiofônica, criador de diversas emissoras comunitárias na Paraíba, autor do livro “Democracia no ar” sobre experiências populares na luta pelo direito à comunicação. “Eu faço palestras inspiracionais para pirados nessa quarentena através da Rádio Barata, e considero um passatempo melhor do que ouvir a Voz do Brasil”, graceja Mozart, que diz se divertir com o programa. “Meu cachê é imponderável porque economizo com ansiolíticos e psiquiatras nessa zorra emocional da pandemia”, finalizou.
O uso de celular para ouvir rádio por streaming tem crescido rapidamente. Constatou-se que mais de 20% dos brasileiros usam smartphones para escutar suas rádios preferidas. Há cinco anos, o número era quase seis vezes menor.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Réquiem para o coronelismo midiático
Há mais ou menos 100 anos, a radiodifusão irrompeu no mundo criando novos paradigmas para a Comunicação. O dramaturgo alemão Bertolt Brecht saudou o novo meio como uma concretização da ágora ateniense, ou seja, um espaço para a participação democrática em todas as esferas da vida, por intermédio da livre manifestação da opinião.

A mídia tradicional brasileira, por exemplo, encontra-se na mão de grupos familiares – Marinho, Saad, Macedo, Mesquita, Frias, Civita, Carvalho e Sirotsky – numa estrutura mais fechada do que as capitanias hereditárias. São os “coronéis” e “barões” da imprensa, que postulam a “ferro e fogo” e “no peito e na raça” a condição de pseudo deuses da “política dos corações e mentes”.
O advento da Sociedade de Informação, resultante da junção das Ciências da Informação + Ciências da Comunicação + Ciências da Computação, possibilitou, através das redes interativas, um novo paradigma de comunicação no qual o cidadão passa a questionar o processo unipolar da disseminação das notícias. Igualmente questiona os limites éticos, revelando que jornalista sem ética tem como destino o ostracismo e o descrédito. Daí a vertiginosa queda de audiência das televisões abertas e o fechamento paulatino de jornais impressos.

É verdade que nas redes interativas são veiculados fakes, opiniões tendenciosas, maldosas e tudo que caracteriza a condição humana. No entanto, isso não é culpa da internet não. E os programas e jornalecos sensacionalistas que não passam de assassinos de honras e de reputações?
O que se omite é que determinados portais, aqui e alhures, têm formados novas paradigmas de comunicação com textos analíticos e reportagens desveladoras da realidade. Isso sem a farsa da alegação de “linha editorial”, ou seja, uma espécie de licença para desacreditar aqueles que reagem e são contrários às práticas nefastas, abusivas e tendenciosas.
Novos portais têm mostrado o que é a convivência com a diversidade, sem agressões, sem trocas de insultos e sem ameaças. Com isso, decretam o fim do circo da notícia e do show da morte. É o réquiem para o coronelismo da notícia que se deteriorou diante das novas concepções de liberdade, ética, diversidade e esclarecimento.
Josinaldo Malaquias é jornalista, advogado e doutor em sociologia
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