Rádio Web

terça-feira, 27 de outubro de 2009

NO MÉXICO: Radio Comunitaria Voz del Valle


Rádio Comunitaria Voz del Valle de Almolonga, em manifestação pela aprovação de lei que beneficia a radiodifusão comunitária naquele país.

Fonte:
www.radiocomunitaria.blogspot.com

NO URUGUAY: Rádio Rebelion


Promoção do programa "Rebelion Animal", da Radio Comunitaria Rebelion, Uruguay.

O Locutor e o Microfone


Alguns anos atrás os microfones não possuíam a tecnologia de hoje. Com o desenvolvimento dos atuais, temos condições de ampliar a voz humana a extraordinários limites. A voz passou a ser mais bem detectada, ganhando um colorido todo especial. Da mesma forma que a voz passou a ser amplificada, com a nova tecnologia, surgiram também alguns requisitos básicos a serem observador pelos locutores quanto à sua utilização:

ANTES DE USAR UM MICROFONE, DEVE-SE TESTÁ-LO JUNTO AO EQUIPAMENTO.
Atitude: Coloque a chave do microfone ou o canal em que ele está acoplado à mesa em áudio, e teste-o de forma a saber se está como o funcionamento normal. Via de regra sempre fazemos o teste antes de entrarmos no ar.

POSICIONE O MICROFONE DE FORMA CORRETA JUNTO A VOCÊ.
Atitude: Os microfone são acoplados às "girafas", ou seja, a pedestais metálicos, reguláveis na altura e na distância. Certifique-se de que o microfone esteja desligado e regule-o de forma a ficar em distância e altura compatíveis ao seu trabalho.

DISTÂNCIA CORRETA.
Atitude: Conforme o microfone variam-se as distâncias. Existem microfones mais sensíveis, que devem ficar a pelo menos 1 metro de distância do locutor, devido sua multidireção de captação sonora. É o chamado microfone multidirecional.
O Shure, Leson e outros de semelhantes características são chamados de unidirecionais, por captarem os sons da voz com qualidade, somente na posição frontal e, neste caso, devem ficar a uma distância de 10 a 20 cm do locutor. Pois do contrário, em distância provocaríamos os famosos "pufs" no ar, que nada mais são do que a saturação na capacidade de captação do mesmo.

MAU FUNCIONAMENTO DO MICROFONE.
Atitude: Se o microfone começar a funcionar mal, não vacile em substituí-lo por outro. Normalmente mau funcionamento do equipamento se dá pelo desgaste do material, por quedas e fortes batidas no mesmo e ainda por mau contato dos cabos e conectores do microfone junto à mesa.

CUIDADO COM A RESPIRAÇÃO, POIS O MICROFONE VAI CAPTÁ-LA E AMPLIFICÁ-LA.
Atitude: Uma das coisas que mais demonstram que um locutor é iniciante é a forma pela qual são feitas as tomas de ar antes de se falar. O microfone amplifica os sibilados da voz e os ruídos provocados pela boca. É extremamente desagradável ouvirmos alguns tipos de ruídos provocados pela língua, dentro da boca, durante a locução. Cuide para isto não acontecer.

NÃO DÊ APARTES PRÓXIMO AO MICROFONE, A SUA FALA SERÁ CAPTADA E AMPLIFICADA.
Atitude: Muitas vezes o microfone é deixado aberto no ar, por esquecimento ou propositadamente, quando na passagem rápida de um segmento a outro do programa. Neste momento devemos cuidar para que não provoquemos sons detectáveis junto a ele, tais como: Úfa, Que calor, Vá mais pra lá, etc.

SE ESTIVER LENDO NÃO VIRE AS FOLHAS DIANTE DO MICROFONE, VIRE-AS FORA DE SEU ÂMBITO DE ALCANCE.
Atitude: Procure dispor de forma ordenada as folhas dos noticiários ou da programação. Desta forma, quando você entrar no ar, não correrá o risco de perder-se diante delas.

O Locutor e o Ouvinte
Você deve se identificar com o ouvinte e não o ouvinte se identificar com você. Diante desta colocação. Talvez um pouco contraditória à primeira vista, existe a necessidade de você ser intensamente agradável no ar. Pois, são milhares de ouvintes a presenciarem a sua forma de se comunicar. O ser humano, pela sua própria necessidade de se agrupar, procura se identificar com todas as coisas que o rodeiam e ao mesmo tempo se sentir identificados por elas.

Saiba como cativar os seus ouvintes
Tome conhecimento de tudo o que estiver acontece no na emissora, quanto a promoções a serem realizadas no ar, bem como toda e qualquer alteração dentro da programação.
Certifique-se de que todo equipamento esteja funcionando normalmente.
Confira a programação musical, o roteiro comercial.
Ao ler observe os seguintes detalhes:
Fique atento aos sinais do operador, quando houver, é dele que sai o comando técnico
Interpretar corretamente o texto, para não correr o risco de ser alegre em notícias tristes, ou vice-versa.
O tom precisa ser convincente, de quem acredita no que está falando.
Pronuncie bem as palavras, não esquecendo os finais com "S" ou com "R".
Articule bem o final das frases e realce as frases finais do texto.
Não deixe qualquer ruído atrapalhar a audição do ouvinte. Evite tossir, pigarrear, espirrar ou bater com o lápis ou caneta na mesa. Se acaso acontecer, aja com naturalidade.

O Locutor durante a locução
Quando estiver comandando a programação no ar, não esqueça das regras fundamentais de sincronia e criatividade. O jogo bem elabora, entre as vinhetas e viradas de uma música para outra, traz à sua locução um colorido especial. Procure evitar a falta de concentração no seu trabalho fazendo outras coisas ao mesmo tempo, isto provoca erros.
A concentração é fundamental para a execução perfeita da operação de mesa, quando se trata de um locutor-operador (FM) e ainda é indispensável à sincronia entre o locutor e o operador de áudio (AM). A postura é muito importante, ela revela respeito à programação e ao ouvinte.

O Locutor e a Voz
A voz é o instrumento de trabalho do locutor e através dela muitos conseguem criar uma magia em volta de si. Uma bela voz não é aquela, tão-somente, grave e aveludada; precisamos ainda de uma boa dicção, articulação e interpretação a tudo que falarmos ao microfone.
Existem alguns cuidados para se manter um bom padrão vocal:

Evite tomar líquidos gelados.
Gargarejos com água morna, acompanhados de meio copo de suco de limão pela manhã. Agem como preventivos das infecções da garganta, prejudiciais ao locutor
Postado por walceny herculano! o blog do momento às 10/25/2009

FONTE: http://serracaiadafm.blogspot.com/2009/10/dicas-para-um-locutor-de-...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rádio Comunitária só para tocar música, não precisa


ALGUNS PROBLEMAS DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

01) Propaganda – A lei diz que não pode fazer propaganda, o máximo que permitem é citar a empresa e seu endereço. Mas a lei não define bem isso, o que vem a ser divulgação institucional, e a Anatel usa esse termo para fechar rádios comunitárias que fazem propaganda do bodegueiro da esquina. Como as rádios podem sobreviver? Acho que o limite tem que ser o ético.

02) Como dar voz a todos da comunidade? Muita gente de rádio comunitária defende que temos que ter um modelo de jornalismo, sem imitar a imprensa hegemônica. Quem vai fazer rádio comunitária tem que estudar, pesquisar... Rádio comunitária só para tocar música não precisa. Temos que ter informação de qualidade.

03) Religião, se entra na programação, corre o risco de
fazerem pregação. E as grandes religiões, como a igreja católica e
evangélica, já possuem um grande latifúndio das comunicações. Acho
que, se for tratar de religião em uma rádio comunitária, tem que vir
com pesquisas, histórias, chamar para um debate, por exemplo.

(Entrevista com o ativista de rádios comunitárias Dioclécio Luz - trechos)

ENVIE SUA OPINIÃO/COMENTÁRIO PARA:

radiozumbifm@gmail.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DE ONDE SURGIU O TERMO "RÁDIO PIRATA"?


Está tudo no filme The Boat That Rocked Trailer.
Eu já assisti e minha avaliação é 10.

Tirando o álcool, drogas, sexo, dramas pessoais e o magistral Rock and Roll o filme continua uma maravilha.

Mostra a criação de factóides para justificar normas que tiram a liberdade de expressão.

É PARA ASSISTIR ATÉ APÓS AS LETRINHAS – Para ter graça de ver um filme sobre uma Rádio Pirata, a copia tem de ser .... livre é claro!
Joaquim Carlos

Ano de Lançamento: 2009
Tamanho: 627 Mb
Genero: Comédia
Formato: Avi
Qualidade: DVDRip
Idioma: Inglês
Legendas: Português
Servidor: Megaupload .
Sinopse:Inspirado na revolução das rádios piratas britânicas dos anos de 1960, o filme conta a história de um grupo de amigos DJs que monta uma emissora num grande navio de pesca atracado na costa da Inglaterra, enquanto a principal rádio do país (BBC) dedicava apenas duas horas por semana tocando rock and roll. Eis que uma emissora pirata cria uma programação de rock 24 horas por dia. O sucesso é imediato. Cerca de 25 milhões de pessoas sintonizam a rádio diariamente – mais da metade da população inteira da Inglaterra. .

COPIAR NA PÁGINA:

www.abracocentrooeste.ning.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Orientações gerais para os militantes de radiodifusão comunitária na CONFECOM



A realização da I CONFECOM permite que pela primeira vez na história a sociedade brasileira debata publicamente as políticas públicas de comunicação. Isto significa romper com a tradição de acertos, em gabinetes fechados, entre os donos da mídia e os governos. Entretanto, a mídia corporativa tem feito de tudo para que a sociedade não discuta os rumos da comunicação no país. Os jornais, as televisões e as rádios do monopólio não pautam a Conferência Nacional. Esta é uma tentativa de desmobilizar a população e evitar que a atuação dos meios de comunicação seja avaliada pela sociedade. Já, nós, militantes da radiodifusão comunitária, temos todo o interesse em debater com a população à democratização da comunicação no Brasil. A seguir apresentamos algumas orientações de como mobilizar a sua comunidade:

* Divulgue na rádio as propostas da ABRAÇO,
* Convide lideranças dos movimentos sociais, professores, jornalistas ou pesquisadores - comprometidos com a luta pela democratização da comunicação – para falar sobre os temas da Conferência,
* Se houver condições organize um debate em local público (salão paroquial, sindicato ou associação de moradores) e chame a comunidade para participar,
* Divulgue as conferências livres, municipal ou intermunicipal de sua cidade ou região,
* Busque parceiros para mobilizar a comunidade: sindicatos, associações comunitárias, cooperativas, movimentos sociais, clubes de mães, grêmios estudantis, pastorais sociais etc.
* Organize uma caravana para participar da Conferência Estadual. Os delegados para a Conferência Nacional serão eleitos na Etapa Estadual.
* Entre em contato com a ABRAÇO do seu estado para buscar mais orientações.
Não esqueça; só a mobilização popular garantirá uma bancada forte da radiodifusão comunitária na CONFECOM.

Etapa Preparatória
Esta etapa é constituída pelas conferências Livres, conferências municipais e conferências intermunicipais . As conferências Livres podem ser organizadas por qualquer entidade da sociedade civil, as conferências municipais e intermunicipais pelo poder público e a Conferência Virtual Nacional será organizada pela Comissão Organizadora Nacional. A etapa preparatória tira propostas para as etapas estaduais e distrital, mas não elege delegados.

Etapa Eletiva
As Conferências estaduais e do distrito Federal elegem delegados para a Conferência Nacional, que ocorrerá nos dias 14 a 17 de dezembro em Brasília. O número de delegados de cada unidade da federação é definido pela representação na Câmara dos Deputados – Ver quadro 1. Os delegados serão divididos entre os segmentos na seguinte proporção: governo 20%, sociedade civil 40% e empresários 40%. Cada 2 delegados inscritos, no mínimo, elegem um delegado para a Nacional, até o limite da delegação do segmento. Quanto mais inscritos no segmento, maior o número de delgados necessários para eleger um delegado para a Etapa Nacional.

Exemplo: em uma conferência onde a sociedade civil eleja 40 delegados:
Para eleger 40 delegados ela terá que colocar 80 participantes do mesmo segmento na etapa estadual para garantir sua delegação completa, caso contrário o número de delegados será a metade do total de participantes.
Quanto mais pessoas comprometidas com as rádios comunitárias estiverem na etapa estaduais mais delegados ligados as nossas propostas serão eleitos para a etapa nacional e maior será a possibilidade de ter as nossas propostas aprovadas. Portanto é fundamental mobilizar a comunidade para garantir que as rádios comunitárias tenham uma bancada forte na CONFECOM.

Qualquer cidadão pode se credenciar para a conferência estadual, seja ou não representante de entidade, basta ser brasileiro nato ou naturalizado e apresentar um documento de identidade.
O processo de eleição de delegados, para a Etapa Nacional, será realizados por segmento. caberá aos presentes de cada segmento escolher os critérios e a forma de tirar os delegados, cabendo a comissão organizadora receber destes os nomes dos delegados nacionais, no final da plenária estadual.
Apresentação de propostas.

As propostas deverão ser apresentadas em um dos três Eixos Temáticos:
Produção de Conteúdo: conteúdo nacional; produção independente; produção regional; garantia de distribuição; incentivos; tributação; financiamento; fiscalização; propriedade das entidades produtoras de conteúdo; propriedade intelectual; órgão reguladores; competição; aspectos federativos; marco legal e regulatório.

Meios de Distribuição: televisão aberta; rádio; rádios e TVs comunitárias; internet; telecomunicações; banda larga; TV por assinatura; cinema; mídia impressa; mercado editorial; sistemas público, privado e estatal; multiprogramação; tributação; financiamento; responsabilidade editorial; sistema de outorgas; fiscalização; propriedade das entidades distribuidoras de conteúdo; órgãos reguladores; aspectos federativos; infraestrutura; administração do espectro; publicidade; competição; normas e padrões; marco legal e regulatório.

Cidadania: Direitos e Deveres: democratização da comunicação; participação social na comunicação; liberdade de expressão; soberania nacional; inclusão.
social; desenvolvimento sustentável; classificação indicativa; fiscalização; órgãos reguladores; aspectos federativos; educação para a mídia;
direito à comunicação; acesso à cultura e à educação; respeito e promoção da diversidade cultural, religiosa, étnico-racial, de gênero, orientação sexual; proteção a segmentos vulneráveis, como crianças e adolescentes; marco legal e regulatório.
Todas as propostas apresentadas nas etapas estaduais serão encaminhadas para a etapa nacional.


Josué Franco Lopes
Coordenador de Comunicação
Abraço Nacional
61-81799087

A Importância da Radiodifusão Comunitária para a democratização da Comunicação



As rádios comunitárias são a maior e mais ampla experiência de democratização da comunicação no Brasil pós redemocratizaçã o. São milhares de emissoras que levam informação e promovem a cultura local em milhares de municípios. Muitas cidades têm na rádio comunitária a única emissora local. A radiodifusão comunitária faz o enfrentamento cotidiano ao monopólio da comunicação, seja difundindo informações de interesse das comunidades, que os meios de comunicação privados não divulgam, seja enfrentando as campanhas difamatórias dos donos da mídia (tipo “rádio comunitária derruba avião”) e, principalmente, mostrando que uma outra comunicação é possível.
Entretanto esta experiência radical de democratização da comunicação tem enfrentado a dura repressão policial do Estado brasileiro. Cinco mil comunicadores populares condenados, criminalmente, por operarem rádios comunitárias sem licença e 100 milhões de reais em equipamentos apreendidos. Esta é a retribuição que o Estado dá para milhares de pessoas de bem que tem como único objetivo criar um meio de comunicação democrático, a serviço de suas comunidades. Toda esta situação é motivada por uma legislação criada para inviabilizar as radcons e pela lentidão na analise dos processos de solicitação de outorga.
A I Conferência Nacional de comunicação – CONFECOM – representa uma oportunidade para começar a mudar esta situação. Para preparar a participação das rádios comunitárias na Conferência a ABRAÇO Nacional organizou a I Conferência Livre Nacional de Comunicação das Rádios Comunitárias, no dia 11 de outubro, em Brasília. O evento contou com a participação de cerca de 100 delegados, de 15 estados e do Distrito federal e preparou o movimento das rádios comunitárias para o embate com a mídia corporativa na CONFECOM.
O encontro foi um momento de formulação de propostas que sintetizam mais de uma década de lutas da ABRAÇO. A CONFECOM representa a oportunidade de afirmar a importância da comunicação comunitária para a democratização da mídia e para a construção da cidadania, particularmente nas periferias urbanas e nas pequenas cidades. Pela primeira vez na história do Brasil as políticas públicas de comunicação serão discutidas publicamente.
A Conferência aprovou a proposta de Criação de uma Lei Geral da Radiodifusão, englobando os sistemas: público, estatal e privado, dando um tratamento isonômico para as rádios comunitárias. Outros itens aprovados foram o financiamento público para as emissoras comunitárias, anistia para os comunicadores punidos por operarem rádios comunitárias sem licença, a indenização, em valores atualizados, pelos equipamentos apreendidos pela ANATEL e a permissão para veicular publicidade. Também foi aprovada a elevação da potência das rádios comunitárias para, até 250 wats, o aumento do número de canais para, no mínimo, três canais por município, a garantia de recursos públicos para digitalização das emissoras comunitárias, a permissão de transmitir em rede e a desburocratizaçã o dos processos de outorga.

Propostas da ABRAÇO para as rádios comunitárias
1 - Criação de uma Lei Geral da Radiodifusão, que contemple os sistemas público (incluído as rádios comunitárias) , estatal e privado. Esta nova lei deverá assegurar o livre funcionamento das rádios comunitárias, como um serviço público relevante e com um tratamento isonômico.
2 – Desburocratizaçã o das concessões das rádios comunitárias:
a) Criação da Subsecretaria de Radiodifusão Comunitária com um Conselho de Acompanhamento de Processos de Autorizações para Radcom, com a participação da sociedade civil e o poder público;
b) Abertura de aviso de habilitação nacional permanente, com prioridade para as regiões não atendidas pelo serviço de radiodifusão comunitária e, respeito aos pedidos históricos;
c) criação de uma lista única (disponibilizada na internet) dos processos, pela data de protocolo. Um processo só poderá passar na frente de outro anterior caso o requerente do processo anterior não atenda as exigências de correção do projeto e/ou apresentação de documentos, dentro dos prazos estabelecidos;
d) Agilização na tramitação dos processos com a realização de concurso público para contratação de servidores para o setor responsável pelo licenciamento das emissoras comunitárias;
e) Realização de mutirão para colocar em dia os processos que estão em tramitação no Ministério;
f) Resgate dos processos, de solicitação de outorga, arquivados pelo Ministério das Comunicações;
g) Garantia de suporte técnico, por parte do Ministério das Comunicações, para as comunidades que queiram instalar uma rádio comunitária;
h) Criação de representações estaduais do Ministério das Comunicações.
3 – Fim da criminalização da rádios comunitárias e dos comunicadores populares, com a revogação da legislação que considera crime a operação de emissoras sem a autorização.
4- Reparação e anistia para os comunicadores processados e/ou punidos por operarem rádios comunitárias sem outorga: anistia para os comunicadores populares punidos, criminalmente, por operarem rádios comunitárias.
5 – Indenização dos equipamentos apreendidos, em valores atualizados.
6 – Normatização da fiscalização de interferências em sistemas de comunicação:
a) necessidade de comprovação da interferência;
b) notificação da emissora para apresentação de defesa prévia;
c) Caso a defesa prévia não seja aceita, notificação estabelecendo prazo para a emissora se adequar às especificações técnicas;
d) Caso não seja atendida a notificação deverá ser aplicada multa;
e) Em caso de reincidência aplicação de multa com o valor dobrado;
f) em caso de nova reincidência, apreensão dos equipamentos;
Este procedimento deve ser aplicado tanto às rádios com outorga, quanto as emissoras que solicitaram concessão a mais de seis meses e não tiveram o seu processo despachado pelo Ministério das Comunicações. A legislação deve assegurar também a proteção das rádios comunitárias contra a interferência de outros serviços de comunicação.
7 – Fim do poder discricionário da ANATEL: as rádios comunitárias que solicitaram outorga a mais de seis meses e não tiveram o seu processo indeferido, sem possibilidade de recurso na esfera administrativa, não poderão ser multadas ou fechadas pela ANATEL, pelo fato de não terem outorga.
8 – Possibilidade de adequação as exigências técnicas e legais: nenhum processo de solicitação de outorga poderá ser indeferido sem que seja oferecido ao solicitante amplas possibilidades para adequação as exigências legais e aos requisitos técnicos.
9 – Permissão da transmissão em rede: viabilizando a integração na diversidade.
10 – Aumento de potência até 250 e o aumento da altura da antena, de acordo com as especificidades do relevo e da distância.
11 – Aumento do número de canais destinados às emissoras comunitárias: no mínimo, três canais na faixa de 88 a 108 MHz..
12 – Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Comunicação Comunitária: o Fundo deve atuar no financiamento, a fundo perdido, dos equipamentos necessários a instalação da emissora.
13 – O fim da proibição de veiculação de publicidade nas rádios comunitárias e a economia solidária: assim será possível atender tanto os pequenos comerciantes da comunidade, quanto os empreendimentos da economia popular e solidária, democratizando o acesso a publicidade.
14 – Destinação de publicidade pública para as rádios comunitárias: a ABRAÇO propõe a criação, pela Secom, de editais específicos para as mídias comunitárias, destinando cinco por cento da verba publicitária para as emissoras comunitárias, o mesmo deve ser feito nos estados, no Distrito Federal e nos municípios.
15 – Tevês Comunitárias em sinal aberto: a regulamentação da tevê digital deve garantir o acesso das tevês comunitárias ao sinal aberto.
16 - Fim das cobranças do ECAD: as rádios comunitárias não têm o lucro por finalidade, portanto não se justifica a cobrança pelo ECAD de direitos autorais.
17 – Garantia de digitalização sem custos: o Governo Federal deverá garantir a migração, das emissoras comunitárias, para o rádio digital sem custos.
18 - Tratamento isonômico para as rádios comunitárias: o fim da proibição de transmissões externas, garantindo um tratamento igualitário entre as emissoras comunitárias, privadas e estatais.

Controle social das políticas públicas de comunicação
1 – Conselho de Comunicação Social: recomposição imediata do CCS, com a regulamentação do processo de renovação de seus conselheiros para evitar problemas de continuidade.
2 - Institucionalizaçã o das Conferências Nacionais de Comunicação, através de Lei Federal. Com a realização a cada dois anos da Conferência Nacional de Comunicação, que a partir da próxima deverá ter etapas municipais eletivas.
3 – Criação de conselhos estaduais e municipais de comunicação: garantindo, em todos os entes federados, a existência de instâncias democráticas de deliberação das políticas públicas de comunicação.

Propostas Gerais da ABRAÇO para a CONFECOM

1 – Marco Regulatório: a Conferência deve estabelecer um novo Marco Regulatório para o setor. Isso passa pela regulamentação do artigo 220 da Constituição Federal que estabelece: “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.
Fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação (um mesmo grupo controlar rádios, tevês, jornais etc), a limitação do número de emissoras em poder de uma mesma empresa ou família e a obrigatoriedade de parte dos programas exibidos serem adquiridos junto a produtores independentes.
2 – Concessões: estabelecer formas transparentes, e submetidas ao controle social, com meio de garantir a democratização da comunicação. A renovação das concessões deve passar pela análise da programação do veículo, o cumprimento das exigências constitucionais e a inexistência de débitos trabalhistas, previdenciários, impostos federais, estaduais e municipais como critérios para a renovação, que deve passar por audiência pública na localidade onde o canal está sediado antes de ser votada pelo Congresso Nacional. Regulamentação do artigo 223 da CF, destinando 1/3 dos canais para cada sistema, o público, o estatal e o privado.
3 – Produção independente: definição, em lei, de percentual mínimo de programas que devam ser adquiridos junto a produtores independentes.
4 – Regionalização: regulamentação, através de lei, do artigo 221 da Constituição que estabelece, no inciso III, a: “regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei”.
5-Questão étnica: política afirmativa que garanta a exibição de programas que abordem a cultura afro descendente. Outra ação afirmativa deve ser a garantia de um número mínimo de atores negros nas produções televisivas, considerando o percentual da população negra no conjunto da população brasileira. Na aquisição de programas de produtores independentes, também, deve ser assegurado um número mínimo de produções que abordem a temática étnica.
Os índios, ciganos e migrantes também sofrem discriminação na sociedade e os meios de comunicação acabam por reproduzir esta discriminação. Portanto é necessária uma política de ações afirmativas que inclua estas populações na programação televisiva brasileira.
6-Gênero: legislação que proteja a mulher da exploração da imagem e da vulgarização, garantindo os direitos civis femininos. A legislação, também, deverá garantir a proibição de veiculação de conteúdo homofóbico ou degradante à cultura LGBT nos meios de comunicação. Os veículos públicos devem ter em sua grade de programação assuntos relacionados às temáticas LGBT, combatendo a discriminação e valorizando a população LGBT. .
7-Rádio digital: criação de um sistema brasileiro de rádio digital, testado, prioritariamente, pelas rádios comunitárias.
8-Convergência tecnológica:
a) o acesso gratuito das rádios comunitárias a internet;
b) a implantação de uma rede wimax nas áreas urbanas, como instrumento para garantir o acesso gratuito à internet;
c) o incentivo a produção de receptores de wimax, abrindo um novo espaço para as rádios comunitárias, através do voip (voz sobre IP). Esta rede pode ser implantada em parceria com as empresas estaduais e municipais de Tecnologia da informação TI.
d) o fortalecimento da Telebrás para garantir a oferta de banda larga gratuita para as comunidades e meios de comunicação comunitários
9-Operador de Rede Público: criação de um Operador Público que atenda as tevês estatais e públicas. Com a garantia da transmissão digital, em sinal aberto, para as televisões comunitárias.
10 – Empresa Brasileira de Comunicação: criação de 6 centros de produção, no sul, no sudeste, no centro oeste, no norte, no nordeste I e no Nordeste II, com a divisão equânime da grade de programação, propiciando retratar a diversidade cultural, artística e jornalística do Brasil.
11 - Criação de cursos modulares, e curriculares, nas escolas públicas – A criação de cursos de formação em mídia comunitária permitirá a superação da relação vertical: emissor-receptor, substitui-do- a por uma relação horizontal, onde todos podem ser produtores e receptores, simultaneamente.
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Josué Franco Lopes
Coordenador de Comunicação
Abraço Nacional
61-81799087