Rádio Web

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ALÔ COMUNIDADE - 21/12/2019



ALÔ COMUNIDADE recebe o poeta, radialista, historiador e líder sindicalista paraibano Edson Gomes. Neste sábado (21), 11 horas, Rádio Tabajara AM – (1.110 KHZ) – Comando de Fábio Mozart, com apoio de estúdio de Beto Palhano e Marcos Jr.
Este programa é retransmitido por 12 emissoras comunitárias e rádios WEB do Brasil. Produção da Rádio Zumbi e Academia de Cordel do Vale do Paraíba.


sábado, 14 de dezembro de 2019

“Alô comunidade” recebe um artista plástico e um agitador cultural neste sábado (14)


 No programa “Alô comunidade” deste sábado, 14 de dezembro, vamos falar de artes plásticas, poesia e resistência cultural. Sob o comando de Fábio Mozart no estúdio da Rádio Tabajara AM, o programa recebe o mestre Wilson Figueiredo, escultor paraibano, e o professor Flávio Roberto, de Alhandra, poeta e questionador das políticas culturais hegemônicas.

“Alô comunidade” tem participação de Beto Palhano e Marcos Júnior, com sonorização de Maurício Mesquita. O programa é uma produção da Rádio Zumbi em parceria com a Rádio Tabajara AM, retransmitido por uma rede de 12 rádios comunitárias e portais da internet. Começa às 11 horas e pode ser ouvido em tempo real pela internet em https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/arquivos-html/index_am.html



quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jornalista lança cordel em homenagem póstuma a poeta paraibano

Geri (segundo da esquerda pra direita) e Dalmo (de toca) em atividade política no Geisel



O jornalista, escritor e ativista social Dalmo Oliveira lança hoje seu primeiro folheto de cordel numa homenagem póstuma ao poeta Gerimaldo Nunes. “Cordel Pra Geri” é o título da obra com 29 estrofes em sextilhas. O lançamento ocorre dentro do projeto cultural ‘Gente é Pra Brilhar’, que homenageia personalidades das artes e de outras atividades criativas, residentes na Paraíba. Começa a partir das 19 horas no Casarão dos Azulejos, na Praça do Bispo, no Centro Histórico de João Pessoa.

Eventualmente, no meio da vida, ganhamos outros irmãos. Já crescidos, completos. Donos de si! Sempre estavam por ali, nos arredores da nossa existência. Do nada eles surgem. Se aproximam e nos mostram o que é o amor! Nossos pais e mães biológicos são diferentes. Talvez, até, tenham sido nossos país ou mães, antes... Se somam à nossa irmandade física e ancestral! Não importa a idade: se mais velhos ou mais moços... Esses nos ensinam, nos mostram os caminhos, nos ajudam a decidir e nos protegem, quando podem. Irmãos e irmãs que foram escolhidos por Olorum para compor nossa constelação familiar”, escreveu Dalmo em seu perfil no Facebook no dia 7 de agosto, quando Nunes faleceu.

Oliveira lembra que começou a escrever a peça já na viagem de ônibus que fez de Campina Grande para João Pessoa, vindo para o velório do amigo poeta. “Nada melhor para homenagear um poeta do que com a poesia. O cordel nasceu dessa necessidade que eu senti de expressar um pouco o que significou o Gerimaldo para mim, naquele momento”, acrescenta.

Eles se tornaram amigos em 1988 frequentando a Praça da Alegria do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA,) no campus I da UFPB, no Castelo Branco. Foi Dalmo quem estimulou Gerimaldo a mudar de curso, que abandonou a Biblioteconomia e se transferiu, naquele mesmo ano, para o Jornalismo. “Geri estava desestimulado com Biblioteconomia. O curso tinha pouco a ver com aquilo que eGeri realmente queria fazer, mesmo ele tendo implantado, em anos anteriores, bibliotecas alternativas comunitárias em Jaguaribe e no Róger. Na Comunicação ele encontrou um ambiente mais receptivo ao seu perfil artístico, mais dinâmico e libertário”, lembra o jornalista.

No DECOM (antigo DAC), eles atuaram juntos no Coletivo Anarquista de João Pessoa e passaram a colaborar mais intensamente com o Movimento Negro da cidade. “Foi quando eu conheci João Balula e outros ativistas importantes deste movimento social. Gerimaldo, nessa época, já era conhecido por sua poesia engajada e desconsertante. Infelizmente ele não conseguiu produzir tanto quanto sua habilidade e sensibilidade permitiam”, lamenta Dalmo.

No teatro amador, Gerimaldo e Dalmo atuaram juntos nas primeiras formações do Grupo Prefacio, com Geraldo Santos, Beto Junior, Vagneide Ferreira e Mana Gouveia. O grupo também encenou a peça “Em Sentido Contrário às Máquinas Caminha um Homem Tocando seu Violino”, de Pedro Osmar. “Fotografei algumas performances da intervenção do grupo chamada ‘Prefaciando Augusto’ no cemitério da Boa Sentença. E cuidei da iluminação e sonoplastia da peça”, recorda Oliveira.

No início da década de 90, Gerimaldo foi morar no Ernesto Geisel, aonde constituiu família com a professora de Letras Tânia Freitas. A casa do casal se transformou então num ponto cultural e político importante do bairro. “Geri era um cara festivo, curtidor da vida. Sempre promovia reuniões com amigos, saraus e festas. No Geisel, ele mostrava aos jovens que o conheciam a importância da cultura negra. Difundia a obra de Jackson do Pandeiro (seu conterrâneo), de Cátia de França, Pedro Osmar e Paulo Ró, Bob Marley, Peter Tosh e tantos outros ícones”, diz Dalmo.

Cordel pra Geri” foi editado por Fábio Mozart e faz parte da política editorial da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. É uma homenagem também assinada pelo Coletivo de Comunicadores Populares Novos Rumos.









quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Programa Lato Sensu estréia na Zumbi Web

Comunicadores populares definem nova parceria






















Estréia nesta quinta-feira, 28, o programa Lato Sensu, na grade de programação da Radio Zumbi Web. O programa irá ao ar diariamente às 20 horas e é apresentado semanalmente pelo radialista e professor Edson Gomes na Rádio Cruz das Armas FM Comunitária de João Pessoa.

O programa de estréia tem como entrevistado o jornalista e ativista social Dalmo Oliveira, do Coletivo de Comunicadores Novos Rumos, uma das entidades mantenedoras da Zumbi Web.

A entrevista abordou a questão do racismo institucional, em decorrência do Novembro Negro. "A gente costuma dedicar os programas do mês de novembro à essa temática, para estimular o debate sobre as consequências do racismo na nossa sociedade", diz Gomes, que atua na área da Saúde e também é professor de História.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Blog mais visitado da região retransmite programação da Rádio Zumbi



O blog do Vavá da Luz, que é um dos mais acessados da Paraíba e o primeiro na região de Itabaiana, passa a fazer parte da cadeia de emissoras comunitárias e livres, blogs e sites que retransmitem a programação da Rádio Zumbi.
O novo alcance nesta plataforma da internet garante mais 20 mil ouvintes, média de acessos diários do blog de Vavá da Luz, conforme informou Walter Mário Goes, o Vavá da Luz, redator e gerente do portal que opera da cidade de Ingá do Bacamarte, na Paraíba.
Com programação focada na música e cultura regional, a Rádio Zumbi tem como carro chefe o programa informativo e cultural “Alô comunidade”, que vai ao ar diariamente às 11 horas, e o Multimistura, uma crônica bem humorada do dia-a-dia paraibano e brasileiro, este com retransmissão diária a partir das 12 horas.

https://blogdovavadaluz.com/

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Pesquisa de aluno da Universidade Estadual da Paraíba aponta programa “Alô comunidade” como modelo de conteúdo informativo e cultural em rádios comunitárias



Dar oportunidade à difusão de ideias, elementos de cultura, tradições e oferecer mecanismos de formação e integração de uma determinada comunidade, estas são algumas das funções de um serviço de Radiodifusão Comunitária conforme a Lei 9.612 de 19 de fevereiro de 1998. Contudo, mesmo com sua missão definida em Lei, um grande número de rádios comunitárias por todo o país e no Estado da Paraíba deixa de se preocupar com o conteúdo disponibilizado e passam a focar em aspectos políticos e financeiros.

Para ser caracterizada como Rádio Comunitária uma emissora precisa ter um alcance limitado a, no máximo, 1 km a partir de sua antena transmissora, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades. Tal entidade também não pode ter fins lucrativos nem vínculos de qualquer tipo, tais como partidos políticos e instituições religiosas.

De acordo com uma pesquisa do estudante do curso de Comunicação Social da UEPB, José Alberto da Nóbrega Simplício, a Paraíba conta atualmente com 104 entidades legalizadas para o serviço de radiodifusão comunitária. Porém, a grande maioria destas Rádios Comunitárias não disponibiliza espaço para o jornalismo comunitário. 
Conforme aferido no estudo as informações veiculadas não dão conta do universo informacional das comunidades e estão muito agregadas a fontes oficiais. Já a cultura local se resume, praticamente, a alguns programas que veiculam músicas regionais, repentes e poesias.

O aluno chegou a essa conclusão através da insuficiência de conteúdos informativos e culturais comprometidos com a realidade local nas rádios comunitárias paraibanas. Para ele, isso se deve ao atrelamento político-partidário, bem como a falta de capacitação dos recursos humanos que atuam nessas emissoras e dos movimentos da sociedade organizada quanto aos reais propósitos da comunicação comunitária.


Contrapondo-se ao papel e a importância que possui esse veículo, as emissoras comunitárias, embora sejam concedidas a associações e a grupos da sociedade organizada, estão servindo, na maioria dos casos, para beneficiar determinados grupos políticos ou empresariais da localidade. Ou seja, há o interesse particular se sobrepondo ao público. Existe também forte influência exercida pelas rádios comerciais na programação das emissoras comunitárias.

Na contramão desse panorama está a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, com o programa “Alô Comunidade”, que faz parte da grade de programação de quatro emissoras de rádios comunitárias paraibanas, sendo retransmitida pela Rádio Tabajara AM. Cultura, cidadania, saúde e educação são alguns dos temas abordados pelo programa, que tem duração de uma hora e abrange assuntos das comunidades onde atuam essas emissoras populares.

Segundo os responsáveis pelo “Alô Comunidade” o programa divulga as notícias de interesse das comunidades que não são divulgadas na mídia convencional, o cotidiano das associações de bairro, com espaço para os movimentos sociais, sindicatos e ONGs.

Este é o modelo de programa que deve compor a grade de programação de uma Rádio Comunitária, e ainda, de acordo com o Ministério das Comunicações, aquele que contribui para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais.

A programação deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família, prestar serviços de utilidade pública e contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas. Além disso, qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar ideias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações.

Porém, muitas emissoras não enxergam o verdadeiro papel de uma Rádio Comunitária e passam a “vender” espaços comerciais, o que, de acordo com a Lei, não é autorizado, a não ser na forma de apoio cultural. Essas mesmas rádios se transformam em palanques em época de eleições e políticos se aproveitam desse espaço para propagar suas ideias de forma bem menos onerosa, mas com um alcance rápido e direto, em troca de ajuda financeira ou de favores concedidos a uma minoria.

É preciso repensar essa realidade que impera não só na Paraíba, mas em todo o país, o que estamos fazendo das nossas rádios comunitárias? É preciso lutar para que exemplos como o Programa “Alô comunidade” na Rádio Comunitária de Zumbi dos Palmares sejam regra e não exceção!

domingo, 10 de novembro de 2019

Diretor de rádio comunitária na Bolívia é amarrado em poste por paramilitares



A deputada brasileira Jandira Feghali publicou no seu Instagram a notícia de que um diretor de rádio comunitária na Bolívia foi amarrado a um poste e ameaçado por paramilitares, depois de ter seus documentos e credenciais de jornalista tomados pelos agressores.
O jornalista Anibal Garzon é um dos milhares de periodistas bolivianos que estão denunciado os “ataques fascistas” contra comunicadores populares e meios de comunicação comunitária. Segundo esses comunicados, “a direita fascista atua da mesma forma em diversos países, oprimindo a imprensa comunitária, como foi na Nicarágua e Venezuela, por exemplo. Rafael Aurelio acha que essas ações “covardes e racistas estão sendo comuns na oposição boliviana, dando a dimensão do seu ódio e sua ideologia fascista”. O mexicano Chemo Ponce registra que a ofensa e agressão a um jornalista comunitário é comum também em seu país.