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domingo, 15 de agosto de 2010

Eu no rádio de novo


Eu na Rádio Comunitária Araçá de Mari em 1999, apresentando o programa “Debate Comunitário”


Fábio Mozart

Finalmente foi ao ar o programa “Resenha Cultural”, do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, apresentado por mim, Marcos Veloso e Clévia Paz, transmitido pelas rádios comunitárias Rainha de Itabaiana/PB e Zumbi dos Palmares, de João Pessoa. O programa inaugural foi levado ao éter no sábado, 14 de agosto, às 15,30 hs.

O rádio é minha paixão desde menino. Em 1998, entrei de cabeça na aventura de fazer rádio comunitária, mas muito antes já mexia com esse negócio de tirar onda nas ondas hertzianas de rádio-frequência. Não por acaso, acabei ganhando a vida como rádio-telegrafista, profissão extinta. Nessa brincadeira, já fundei três rádios comunitárias e ajudei a botar no ar uma rádio em Itabaiana na década de 70, em amplitude modulada. Foi a Rádio Difusora Nazaré, do compadre Ivo Severo. A rádio teve vida breve, fechada que foi pelo antigo Dentel. Compadre Ivo mora hoje em João Pessoa.

Gosto de fazer rádio, portanto, mas querendo que as ondas eletromagnéticas transmitam mais que lazer e entretenimento. A ideia deste programa “Resenha Cultural”, por exemplo, é reconhecer e assumir a importância da cultura popular na construção da identidade de nossa região, preservando a produção artística da região do Vale do Paraíba, notadamente divulgando as ações do Ponto de Cultura. Nesta primeira edição do programa, abrimos o microfone para os caras do Hip Hop, jovens que jamais tiveram a oportunidade de explicar o que é a cultura que eles representam ou de tocar suas músicas no rádio local. Acreditem: tem um rapper por nome Alex Miguel que faz até cinema artesanal em sua comunidade paupérrima do Açude das Pedras, em Itabaiana!

A rádio comunitária, como elemento de comunicação popular e democrática, tem como um dos seus mais importantes objetivos a difusão cultural e a preservação da cultura da região onde atua. Sabe-se o quanto é pobre a grade de programação das rádios comunitárias, em sua maioria imitadoras dos esquemas descomprometidos com a cultura popular das rádios comerciais. Infelizmente, o que se vê é a duplicação pura e simples dos esquemas do rádio comercial, sem muito conteúdo. O programa do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar é produzido sempre com o objetivo de valorizar a cultura itabaianense, paraibana e brasileira.

Temos um núcleo de áudio visual onde oferecemos oficina de rádio comunitária. É lá onde se cozinha o programa, com os monitores e produtores pesquisando sobre o assunto o máximo possível, informando-se, aprendendo cada vez mais, para que possam transmitir aos seus ouvintes um programa com conteúdo.

Equipe do “Resenha Cultural”: Das Dores Neta, Val, Vital Alves, Joelda Fidélis, Clévia Paz, Marcos Veloso, Zé Severino, Nalva e Patrícia Helena.

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Sem dar consequência, vamos perder o legado da Confecom

Ao cabo de oito anos, o governo do presidente Lula deixou muito a desejar no que se refere às políticas públicas de comunicação para o Brasil. Se o Parlamento não der consequência às demandas da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), será como se ela nem tivesse acontecido.

De acordo com o professor e pesquisador César Ricardo Siqueira Bolaño*, autor do livro “Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil?”, para avançar em políticas democráticas no setor, alguns dos principais elementos pelos quais se deve lutar hoje são a construção de um novo marco regulatório abrangente, que ultrapasse a questão dos ajustes legais por tecnologia; e a criação de um Conselho Nacional deliberativo e autônomo. Bolaño é o entrevistado exclusivo desta edição do e-Fórum. Leia a seguir.

E-Fórum - Que regras determinam, atualmente, as políticas públicas de comunicação no país?

Bolaño - Tenho um livro publicado (“Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil?” Ed. Paulus, SP/2007) no qual discuto justamente qual é o sentido dessas políticas. E o que se observa é que as políticas de comunicação no Brasil têm uma regra, basicamente, que é a de atender ao interesse dos radiodifusores. O resto é secundário. Isso é a norma geral que se vê no estudo da história dessas políticas no país até muito recentemente.

E-Fórum - Legalmente, como essas regras estão estruturadas?
Bolaño - No Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, e na Lei Geral de Telecomunicações – LGT, de 1997, que separou a radiodifusão das telecomunicações. Desta forma, a radiodifusão continua sob o controle da antiga lei e o resto, as telecomunicações, inclusive a TV a Cabo e as outras formas de televisão pagas, estão de acordo com a nova lei e mais ou menos vinculadas ao setor de telecomunicações. No caso da TV a cabo, especificamente, existe uma legislação própria, de 1995 (Lei 8.977/95).

E-Fórum - Isso resume as regras para a comunicação do país?
Bolaño - Esses são os marcos gerais das políticas de comunicação, mais a Lei do Cabo, que é anterior à LGT, mas acaba se enquadrando na mesma, inclusive tendo como órgão regulador a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A LGT foi elaborada no governo Fernando Henrique Cardoso, preservando o setor de radiodifusão sob a responsabilidade do Ministério das Comunicações, que atende basicamente os interesses dos radiodifusores. Então, toda a discussão sobre democratização das comunicações no Brasil será remetida para uma ou para outra [lei].
No Congresso Nacional, circulam alguns projetos. O PL 29 (atual PLC 116, que tramita no Senado, que regulamenta a entrada das empresas de telecomunicações na prestação de serviços audiovisuais) é o que mais se comenta. Mas sempre circulam propostas como a da Jandira Feghali (ex-deputada federal pelo PCdoB do RJ, autora do projeto de lei que prevê regionalizar a programação artística, cultural e jornalística das emissoras de rádio e TV, o PL 256/91), da regionalização, mas isso não chega a se materializar em mudança efetiva das políticas de comunicação no Brasil. Pelo menos até hoje não chegou.

E-Fórum - Um novo marco regulatório poderia contemplar as políticas de comunicação frente aos avanços tecnológicos e garantir a função social da mídia?
Bolaño - Sim. Exatamente. Porque vivemos num mundo em que a tecnologia se desenvolve muito rapidamente e tudo vai sendo resolvido, na legislação brasileira, no caso a caso. Isso torna o processo bastante confuso.
Nós precisaríamos de um marco legal renovado e geral para o conjunto do setor, porque sempre que surge uma inovação tecnológica na área, há uma pequena mudança na lei ou há toda uma discussão, como no caso do PL 29, da convergência. Mas não se muda o arcabouço da legislação do setor de comunicação no Brasil. Não é pela tecnologia que isso vai se resolver.
Acho até que na Constituição Federal brasileira tem mecanismos que poderiam ser regulamentados. A partir da própria Constituição seria possível criar um marco regulatório adequado. Penso que seria possível regulamentar a partir dali, porque a CF tem a base, só que não existe legislação para que a norma seja efetivamente cumprida.

E-Fórum - Quais são os maiores conflitos, hoje, no debate público da comunicação no país? E para a democratização da comunicação?
Bolaño - Para mim, a grande questão é que no Brasil, hoje, você pode dividir os interesses do setor em três grandes grupos: Conservador (defende os interesses da radiodifusão), Progressista (defende os interesses dos movimentos pela democratização da comunicação) e Liberal (defende os interesses das telecomunicações). Esses setores não são igualmente contemplados no processo de produção legislativa na área de comunicação no Brasil.
O que precisaríamos é de um sistema mais equilibrado, em que o setor progressista também fosse contemplado, porque ele tradicionalmente defende aspectos importantes da legislação ligados à democratização da comunicação no Brasil. Os outros setores têm interesses mais corporativistas e são os que dominam.
Na questão do PL 29 (hoje PLC 116), por exemplo, são esses dois setores (Conservador e Liberal) que acabam encontrando soluções de compromisso. Porque se temos um setor de radiodifusão muito poderoso do ponto de vista da capacidade de lobby, temos um setor de telecomunicações muito mais poderoso ainda economicamente. Tudo vira uma disputa de mercado e são eles que darão a solução.
O setor que fica prejudicado nesse processo é o que representa a sociedade civil, que defende os interesses sociais do país. Então, acho que esse é o foco que deveria ser adotado por um governo democrático e popular como o atual, mas infelizmente a gente sabe que o que o Governo Lula fez no campo da Comunicação foi bastante insuficiente.

E-Fórum - Mesmo e apesar da Conferência Nacional de Comunicação?
Bolaño - Apesar da Conferência. Eu fui delegado, participei, mas não tenho mais notícias. Vai fazer um ano que acabou.

E-Fórum - Mas a Confecom propiciou o debate sobre políticas públicas de comunicação no Brasil. Como dar consequência ao acúmulo gerado pelo evento?
Bolaño - O debate no Brasil sempre ocorreu. É uma característica brasileira. Mas depois, nada acontece. A Conferência foi importante, porque se criou uma esfera pública em torno do assunto, foi chamada pelo governo. Legitimou o debate e inclusive colocou os três setores presentes – empresarial, sociedade civil e governo. Apesar de que os representantes mais importantes do empresariado, oligopolistas (as grandes redes de TV), não participaram.
O problema é que isso não teve uma consequência legislativa posterior. O Congresso Nacional não está dando consequência àquilo que foi debatido pela sociedade civil dentro da Conferência. E já vai fazer um ano.
Nos oito anos do governo Lula, dá para dizer que na área de políticas de comunicação nada avançou. É diferente da política cultural, por exemplo, onde aconteceram coisas. Na comunicação, houve a criação da TV pública (EBC, TV Brasil), interessante, mas que foi apenas um rearranjo. De fato, a TV pública no Brasil continua com o mesmo espaço que tinha antes, em termos de audiência e de produção efetiva. Então, a mudança estrutural, a mudança de hegemonia no setor de comunicação não ocorreu.
Temos que esperar agora que no próximo governo isso venha acontecer. Essa é a grande dívida do governo Lula, eu acho. Ele avançou numa série de coisas importantes no Brasil, mas deixou a desejar no setor da comunicação.

E-Fórum - No caso da TV pública, o que o senhor acha que falta para ela deslanchar?
Bolaño - Não tenho uma avaliação minuciosa dessa questão. De modo geral, não houve mudança significativa no panorama da televisão brasileira com isso. Se havia no Brasil as TVs públicas estaduais, hoje tem um sistema reformado, mas com o mesmo tipo de audiência e programação. Não houve mudança mais profunda.
Acho que para ter uma TV pública como a que tem na Europa, por exemplo, precisaria haver três canais. A Europa tem uma TV pública que disputa espaço. Na França, onde a primeira cadeia de TV foi privatizada, é a cadeia pública, hoje, que tem a liderança. Lá, foi privatizada a cadeia pública de maior audiência e a cadeia pública remanescente acabou assumindo a liderança em pouco tempo. Isso não se discute, isso é banal na estrutura da televisão europeia, por exemplo.
No Brasil a TV pública ainda fica na discussão filosófica. A TV pública deve transmitir novela? Acho que deve. E deve produzir novela de qualidade, porque faz parte do padrão cultural do povo brasileiro. Agora, com um canal só, fica difícil. Então, acho que essa preocupação não existe ainda. O que houve foi um rearranjo, até interessante do ponto de vista institucional, porque precisamos de um canal centralizado e isso foi feito. Mas não mudou o panorama da TV brasileira. Se a televisão brasileira está mudando é por força de outras questões que atuam no nível do mercado e não por força de uma TV pública diferente.

E-Fórum - Na sua opinião, um Conselho Nacional de Comunicação com caráter deliberativo deve fazer parte de um conjunto de políticas públicas para o setor?
Bolaño - Eu apoio a ideia do Conselho de Comunicação Social desde o início, na Constituinte (1988). Acho que foi uma conquista, mas que aconteceu muito tempo depois, de forma limitada e por um curto espaço de tempo. Acabou até cumprindo a proposta de debate, que se processou muito em função, inclusive, da atuação de algumas pessoas, do Daniel Herz, particularmente, que teve papel fundamental neste processo, mas em seguida acabou.
O que nós precisamos é de um verdadeiro processo de democratização da comunicação. Um conselho com as características (deliberativo, autônomo) propostas originalmente pelo setor progressista é um dos elementos importantes pelos quais se deve lutar ainda hoje.
Isso tem que ser realizado através do debate político e da hegemonia. Nossa estrutura hegemônica até hoje não permitiu que se avançasse muito nesse processo.

E-Fórum - Na busca de construir políticas de comunicação para o país, então, qual seria o próximo passo?
Bolaño - Acho que a grande questão é o novo marco regulatório, recuperando os debates da Conferência. O debate foi realizado, os documentos existem. Agora é dar consequência a isto, porque se mobilizou recurso público, inteligência brasileira. Um monte de gente participou, se chegou a algumas conclusões e esse material tem que ser trabalhado. O movimento deveria estar focado nisso.
É preciso que o novo governo - porque este já não poderá fazer, evidentemente - assuma isso. Que os candidatos assumam esse compromisso e que o próximo governo faça o que não foi feito até agora. Se o novo governo fizer, a gente até vai poder dizer que o governo Lula fez uma coisa importante na Comunicação, que foi a Conferência. Se não acontecer nada, é porque de fato não houve nada. Acho até que o governo Lula e quem o apoiou deveria assumir esse compromisso, mesmo se estiver na oposição, de ajudar a implementar uma nova política de comunicação no Brasil.

*César Ricardo Siqueira Bolaño é jornalista, autor, entre outras obras, do livro “Qual a lógica das políticas de comunicação no Brasil? (Ed. Paulus, SP/2007). Doutor em Economia, professor adjunto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFS e do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB). Foi o primeiro presidente da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e da Cultura (ULEPICC)

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=572511

sábado, 14 de agosto de 2010

Comunicador da Rádio Rainha ingressa no grupo teatral do Ponto de Cultura


O Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana (GETI) ganhou mais um componente, com o ingresso do multimídia Marcos Cunha, recifense radicado na cidade. Marcos é radialista, exercendo suas funções de disc jokei na Rádio Comunitária Rainha. Ele tem formação superior em comunicação pela Universidade Federal da Paraíba, com especialização em teatro.

Marcos Cunha disse que está à disposição do grupo para ajudar no “ateliê de criação” e nos cursos básicos que são ministrados periodicamente pelo GETI, a cargo dos atores Edglês Gonçalves e Fred Borges.

Marcos Cunha é uma das personalidades que mais se destacam no meio artístico e de comunicação em Itabaiana, apoiando os artistas locais e dando sustentação técnica para projetos de mídia, com bem equipado estúdio de áudio e vídeo, além de hospedagem de sites.

“O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar recebe com apreço o nosso Marcos Cunha, que vem para somar esforços em busca de incentivar nossa cultura”, afirmou Maria das Dores Neta, coordenadora do Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ministério da Cultura libera recursos para projeto editorial de Fábio Mozart


Nesta quinta-feira (12), o Ministério da Cultura, através do Programa de Apoio a Microprojetos Culturais no Estado da Paraíba, em parceria com a Subsecretaria Executiva de Cultura da Paraíba, liberou os recursos referentes ao projeto “A voz de Itabaiana e outras vozes”, proposto por Fábio Mozart, para publicação de livro contendo crônicas sobre a cidade de Itabaiana, Paraíba.

A obra deverá ser editada nos próximos 60 dias. Conforme Fábio Mozart, parte da tiragem deste livro será distribuída na rede pública municipal, com vendagem da edição em prol do projeto “Cantiga de Ninar” através de recursos para as atividades do Ponto de Cultura, “o maior projeto cultural do município", observou o autor.

O Programa de Microprojetos na região do Semiárido Brasileiro tem como objetivo fomentar e incentivar artistas independentes e pequenos produtores culturais, no sentido de promover a diversidade cultural.

Fábio Mozart é autor dos livros "Pátria armada", "História de Itabaiana em versos", Manoel Xudu, o príncipe dos poetas repentistas", Biu Pacatua" e "Democracia no ar", sobre rádios comunitárias na Paraíba.

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Rádio Comunitária pode ser questionada pela Justiça Eleitoral


A Rádio Comunitária Araçá FM de Mari-PB, poderá ser questionada pela justiça eleitoral. O assunto foi citado ontem (10) pelos locutores da Rádio Constelação FM, da cidade de Guarabira, durante o programa Jornal da Manhã, que é apresentado pelos radialistas Michele Marques e Humberto Santos.

O motivo seria a participação de um ouvinte do programa "jornalístico" da Rádio Comunitária, que de forma livre participou por cerca de 3 minutos e manifestou comentários que traziam insinuações e acusações contra o Ex-Prefeito da cidade. Como o ex-prefeito mantém registro de candidatura homologado no TRE, o mesmo continua sob proteção da legislação eleitoral e por isso não poderia ser citado com comentários que possam favorecê-lo ou prejudicá-lo no pleito eleitoral.

A lei é clara e diz que a rádio (ou meio de comunicação) que pratique certos tipo de conduta durante o período eleitoral, estará sujeita a multa automática, que seria de no mínimo 20 mil reais. O próprio TRE é responsável por avaliar casa caso e aplicar ou não multa ou punição aos meios de comunicação que extrapolem os limites da legislação eleitoral.

De acordo com informações recebidas, a Rádio Comunitária Araçá FM poderá ser denunciada formalmente ao TRE. Apenas não sabemos se a denúncia seria feita pela própria Assessoria do Ex-Prefeito.


Da Redação do Mari Fuxico


Comentário do Blog Mari Fuxico: Não queremos aqui dizer se a referida rádio cometeu ou não o tipo de conduta vedada pela legislação eleitoral. Se foi ou for denunciado, caberá a Corte competente julgar o teor do ocorrido e dar seu veredicto. O que não podemos deixar de expor é que um grande problema é que os próprios ouvintes não costumam respeitar os limites impostos pela Lei Eleitoral e por isso, com o objetivo de agir pelos interesses próprios ou de determinado grupo político, colocam os meios de comunicação em maus lençóis. Cabe a cada um, lembrar que a Lei está aí para todos e tentar agir com ética e respeito ao que ela determina é indiscutível. Estar sempre atento, nunca é demais!

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Rebento sivucano


Hugo Tavares entrevista Fábio Mozart na Rádio Comunitária Santa Rita

Tenho dois programas de rádio: Matinada (FM Comunitária Santa Rita) em Santa Cruz-RN e o Conexão Cidadã (Rádio Potengi, em São Paulo do Potengi- Rádio AM). Neles, elegi a música Feira de Mangaio, e diga-se de passagem há muito tempo, para servir de BG para esses dois programas. É o meu reconhecimento pessoal ao talento do grande Sivuca. Tenho acompanhado essa "querela" envolvendo a mulher de Sivuca e Fábio Mozart. A memória de Sivuca não merece passar por essa falta de sensibilidade. Ele é músico do mundo, não apenas da Paraíba ou de Itabaiana, muito menos de sua digníssima esposa. Acho falta de propósito.

Louvo a todos aqueles conterrâneos ou não que tentam perpetuar a memória desse cidadão do mundo. Louvo a atitude de Fábio, conheço o seu caráter, a sua lavra poética, a sua história. Creio que está havendo um mal entendido, que logo será dissipado em nome da dignidade dos que fazem arte, que lutam pela arte em todas as suas formas, com dignidade e respeito.

Ainda brotam rebentos sivucanos pelo mundão de meu Deus, eu sou um deles. Fábio também, e jamais sairia desse pernambucano da Paraíba qualquer acorde dissonante contra a memória do nosso Sivuca nem contra sua esposa.

Um abraço,

Hugo Tavares Dutra

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Congresso no Rio Grande do Sul discute organização das rádios comunitárias


Dias 13 e 14 de agosto serão as datas de realização do Congresso Estadual de Rádios Comunitárias no Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Cruz do Sul. O evento prestará homenagem ao comunicador popular Roque de Oliveira e entregará certificados de reconhecimento à luta pelas rádios comunitárias a diversas personalidades e entidades gaúchas.

Para discussão na plenária, estão pautados temas importantes para o movimento, tais como legislação, limites e entraves na radiodifusão comunitária, o ciclo da repressão, do cerceamento do direito a uma rádio à indústria das multas e financiamento público. Também deverá estar em discussão a questão de gênero e organização nacional das rádios comunitárias.

Garantir direitos, construir democracia. É possível fazer rádio “COMUNITÁRIA”!