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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ministério da Cultura lança o Programa de Estímulo e Fomento ao Rádio Brasileiro


O Ministério da Cultura, por meio das Secretarias do Audiovisual, da Articulação Institucional e de Políticas Culturais lança o Programa de Estímulo e Fomento ao Rádio Brasileiro - Rádio Brasil. A portaria nº 126 foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2009.
O programa vai contribuir para o desenvolvimento das emissoras públicas, educativas, culturais, comunitárias, universitárias e legislativas de radiodifusão sonora em ondas médias, curtas, tropicais, em frequência modulada e de rádio em plataformas digitais.

O MinC quer fomentar a criação e a difusão de conteúdo radiofônico, com ênfase na produção independente. Para isso, pretende capacitar radialistas profissionais e demais realizadores ligados ao rádio brasileiro, além de investir na recuperação e preservação da memória do rádio nacional.
A Secretaria do Audiovisual ficará responsável pela coordenação do Programa e caberá às Secretarias de Articulação Institucional e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura a implantação das ações indicadas nos artigos 1º e 2º da Portaria.
O Secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin terá competência para assinar planos de trabalho, convênios, instrumentos de cessão e demais atos necessários à implantação, execução, acompanhamento, fiscalização e análise de prestação de contas das ações do Programa de Estímulo e Fomento ao Rádio Brasileiro.

Nossa Onda

Dentro das ações do Rádio Brasil está o Programa Nossa onda. A iniciativa visa revitalizar a cultura radiofônica, preferencialmente, junto às comunidades integrantes dos Territórios da Cidadania ou do Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária (Pró Jovem) em que existam emissoras do campo público de rádio.

Nos próximos meses será lançado um edital de seleção que visa fomentar a produção de 26 radiocontos e 26 radiodocumentários, sobre o tema Diversidade Cultural, com duração de 15 minutos, no valor de R$ 10 mil cada, destinado aos jovens entre 17 e 29 anos, das classes C, D ou E.

ÓRGÃOS REPRESSORES CONTINUAM PERSEGUINDO RADIALISTAS COMUNITÁRIOS

POR Dalmo Oliveira (De Brasíla, na cobertura alternativa da 1ª CONFECOM)

Enquanto transcorre o derradeiro dia da CONFECOM, em Brasília, a Polícia Federal e Anatel continuam intimidando e perseguindo os radialistas comunitários pelo Brasil afora. A última vítima foi a Rádio Nova, única emissora na pequena cidade de Santana do Acaraú (CE), há vários anos no ar com uma programação inteiramente voltada para os interesses daquela localidade.

Na noite de ontem, agentes e funcionários das duas instituições repressoras promoveram uma batida nos estúdios da emissora comunitária, filiada à ABRAÇO, lacraram os equipamentos e indiciaram os comunicadores. O informe foi dado ainda pouco durante reunião dos delegados da ABRAÇO na CONFECOM, na capital federal.
O deputado federal pelo PT de Pernambuco, Fernando Ferro, antigo aliado do movimento de Radcoms, também participou da reunião. Na sua avaliação, os setores empresariais que não aceitaram participar do debate sobre democratização da comunicação são aqueles que “(...) não se acostumaram ainda com a os ideais democráticos”.
O coordenador-executivo da ABRAÇO, José Sóter, anunciou que o Ministério das Comunicações está sinalizando com uma verba específica para que a entidade promova, a partir do ano que vem, ações de formação e capacitação em todo Brasil. A ABRAÇO obteve a assinatura de um termo de compromisso de setores do governo federal garantindo vários pontos de reivindicação da entidade, inclusive a descriminalização da atividade de radiodifusão comunitária.

“Na Paraíba vamos tentar usar parte desses recursos para a formação de comunicadores populares nas comunidades quilombolas já reconhecidas pelo INCRA”. Informa o jornalista Dalmo Oliveira, coordenador de secretaria da ABRAÇO-PB.
Ele diz ainda que a entidade nacional deve fortalecer o envolvimento de mulheres nos movimentos comunitários de radiodifusão. A entidade também fechou parceria com a FUNJOPE, da Prefeitura de João Pessoa, para uma série de eventos e capacitações na área.

Confecom termina aprovando 672 propostas para a área de comunicação


A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) terminou no começo da noite desta quinta-feira (17), aprovando 672 propostas que podem, no futuro, virar projetos de lei ou balizar políticas públicas da área. Entre elas, estão a que estabelece um “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular” em atividades da mídia; a que cria os conselhos Nacional de Comunicação e Federal de Jornalismo; a que defende uma nova lei de imprensa e a volta da exigência de diploma para o exercício do jornalismo; e a que tenta proibir que políticos sejam donos de emissoras de TV.

A conferência aconteceu em Brasília entre os dias 14 e 17 de dezembro. As propostas, encaminhadas por grupos de estados e municípios, foram analisadas por outros grupos de trabalho formados pelos participantes do encontro. As que tiveram aprovação de mais de 80% dentro dos grupos não foram votadas na plenária, sendo encaminhadas diretamente ao relatório final. As com menos de 30% de aprovação foram automaticamente rejeitadas e as outras, votadas em plenário.

No total, mais de 6.000 propostas foram apresentadas e logo compiladas em cerca de 1.500. Cerca de 800 foram rejeitadas. Das 672 que ficaram, 71 foram a votação e as 601 restantes tiveram mais de 80%. As decisões tomadas na conferência não têm poder deliberativo –ou seja, não passam a valer imediatamente. As propostas serão reunidas num relatório final , que deve ser divulgado na sexta (18). A ideia é usar o conteúdo deste relatório como base para futuras iniciativas

A Confecom teve orçamento de R$ 8,2 milhões e foi coordenada pela Secretaria-geral da Presidência, a Secretaria de Comunicação e o Ministério das Comunicações, que cuidou da parte orçamentária. A conferência contou apenas com recursos do orçamento da União contigenciados pelo Ministério da Previdência. Os delegados receberam passagem aérea ou terrestre- dependendo do estado de origem- hospedagem, e alimentação diária (café da manhã no hotel e demais refeições na conferência). A Confecom teve a participação de 2,1 mil pessoas, entre delegados, convidados e espectadores.

A Confecom não teve a participação dos principais veículos de comunicação do Brasil. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Brasileira de Internet, a Associação Brasileira de TV por Assinatura, a Associação de Jornais e Revistas do Interior do Brasil, a Associação Nacional dos Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais consideram que as propostas de estabelecer um controle social da mídia são uma forma de censurar os órgãos de imprensa, cerceando a liberdade de expressão, o direito à informação e a livre iniciativa - todos previstos na Constituição.

Veja algumas das propostas aprovadas:

Controle social e participação popular: a proposta estabelece uma “garantia de mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular” no financiamento das emissoras e nos conteúdos de promoção de cidadania, no cumprimento de “percentuais educativos” e de produções nacionais. Durante o debate em plenário, a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) disse que já existe uma forma de fiscalização por parte do governo; para o representante da sociedade civil, a proposta abre a possibilidade para maior participação da sociedade nos meios de comunicação.

Conselho Federal de Jornalismo e Conselho Nacional de Comunicação: a proposta aprovada estimula a criação do Conselho de Jornalismo, para, de acordo com o vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, “qualificar” o exercício da profissão; o conselho é visto por ele como uma “demanda corporativa dos jornalistas”. A proposta da criação do Conselho de Comunicação estimula a criação de um órgão, composto por setores da sociedade que poderia, por exemplo, segundo Schröder, regular a compra e a aquisição de canais de TV e aplicar a legislação existente na área em outros casos. Segundo a presidente da ANJ, Judith Brito, “Essa proposta dos conselhos de jornalismo é uma tentativa de retornar com algo que já foi refutado pela sociedade brasileira. Em 2004, pretendeu-se criar o Conselho Federal de Jornalismo, com o objetivo de “orientar, disciplinar e fiscalizar” o trabalho dos jornalistas. A sociedade reagiu e a idéia foi abandonada. A atividade jornalística pressupõe liberdade de expressão e não tutela. A sociedade e os cidadãos é que são os grandes beneficiários dessa liberdade, que lhes dá o direito de terem acesso a todas as informações de seu interesse, sem controles ou tutelas. Quando se vê os abusos cometidos contra o livre exercício do jornalismo em diversos países latino-americanos, essa idéia de criar conselhos exige da sociedade um grau de alerta ainda maior. Se estamos numa democracia, o que precisamos é exercê-la em sua plenitude, praticá-la, e não cogitar de instâncias ou autarquias para abafar a liberdade de expressão”

Lei de imprensa: A Confecom também aprovou uma proposta que defende a criação de uma outra lei de imprensa, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que a tornou inválida. De acordo com o vice-presidente da Fenaj, a retirada da lei “é um desastre” para os jornalistas e as empresas que, segundo ele, “ficaram sem proteção.” O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor da ação que provocou a derrubada da lei da imprensa no STF, vê com desconfiança a sugestão da conferência. “Não há possibilidade de uma lei de imprensa que não seja restritiva de direitos. Todas as leis de imprensa no Brasil até hoje foram assim e não vejo a menor possibilidade de se extrair esta lei do trilho da história, talvez tenha uma redação sofisticada, mas a restrição permaneceria” . Miro destaca não ter conhecido o teor da resolução da conferência, mas ressaltou que não há garantia que o texto defendido para a lei seja mantido no Congresso. “As pessoas de boa fé falam de uma lei como se pudessem garantir seu conteúdo. Você sabe como entra um projeto no Congresso, mas ninguém é capaz de garantir como ela sairá”. O deputado enfatiza que a Constituição já é definitiva sobre o tema ao garantir a liberdade de imprensa e o direito de resposta e a indenizações.

Diploma para jornalista: entre as propostas aprovadas automaticamente, sem necessidade de crivo do plenário, está a que estabelece que a “formação superior específica é necessidade essencial ao exercício do jornalismo profissional” . A necessidade do diploma foi derrubada pelo STF em junho deste ano. O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, já falou sobre as tentativas de recriar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. “Foi dito na decisão [do STF] sobre os jornalistas, que o jornalista é livre para exercer a sua profissão e que outras pessoas habilitadas também o poderão fazer em nome da liberdade profissional e da própria liberdade de imprensa”, diz Mendes.

Políticos donos de emissoras: a Confecom aprovou por consenso a proibição de que políticos possuam emissoras de rádio e TV. O senador Lobão Filho (PMDB), proprietário de uma rede de televisão e rádio no Maranhão, acredita que a mudança na legislação seria “inócua”. Ele ressalta que uma lei não poderia retroagir a situações já existentes, como a sua. Afirma ainda que as leis eleitorais já impedem que os políticos usem suas concessões para tirar proveito eleitoral. “Primeiro, nenhuma lei pode prejudicar uma situação já consolidada. Isso valeria só daqui para frente. Em segundo lugar, a legislação eleitoral hoje já é extremamente rígida. Eu tenho televisão e rádio e afirmou que o proprietário de concessão que se arriscar a utilizar o veículo num processo eleitoral é, no mínimo, maluco. As multas são altíssimas e a possibilidade de cassação é altíssima, a justiça eleitoral está cassando por qualquer coisa. Então, para mim, esta mudança seria inócua”, disse Lobão Filho.

Observatório de Mídia: foi aprovada também a criação de um “Observatório Nacional de Mídia e Direitos Humanos”, para monitorar “desrespeito aos direitos do cidadão nas diferentes mídias brasileiras”. Pela proposta, esse observatório teria um departamento jurídico para resolver os “casos gritantes de desrespeito aos direitos humanos.” A justificativa utilizada é de que existe a “necessidade de estruturação” de práticas que acompanhem estes casos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

João Pessoa terá seminário de rádios comunitárias

Poeta e multimídia Pedro Osmar

No dia 23 de dezembro, no mini auditório da Fundação de Cultura de João Pessoa, Casarão 34, Rua Visconde de Pelotas, no centro da capital, será realizado seminário para discutir temas referentes às rádios comunitárias no Estado. O evento está sendo organizado pelo músico e poeta Pedro Osmar, com apoio da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO.

Na ocasião, será lançado o livro “Democracia no Ar – Histórias de lutas pela radiodifusão communitária na Paraíba”, de autoria de Fábio Mozart. Pedro Osmar informou que o seminário servirá para se fazer “uma espécie de avaliação do ano de 2009 na ótica dos comunicadores comunitários paraibanos”. Ainda segundo ele,
a idéia é aproveitar a oportunidade do encontro para fazer a filmagem de um curta metragem documental sobre o assunto, enfocando o caso paraibano.

O seminário ocorrerá nos três turnos, com apoio da Funjope. No turno da tarde, haverá debate com técnicos da área. Será instalada rádio para transmitir o evento, que ainda contará com exibição de filme sobre o tema, com rodas de diálogo à noite, a partir dos filmes exibidos: Rádio Novela e Uma Onda no Ar.

“Será um encontro para discutir o tema rádio em sua abragencia humana, a partir do depoimento de seus personagens centrais em avaliações importantes para fechar o ano de 2009, reunindo os militantes que ‘ousaram’ viver rádio livre em suas comunidades e hoje podem falar de suas experiências para seus pares e afins”, afirmou Pedro Osmar.

Contatos: Pedro Osmar (83 - 9182.9867)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Comunicador argentino defende participação da sociedade nas comunicações

O respeito legal pela liberdade de expressão foi o tema central da palestra proferida pelo assessor jurídico da Federação Argentina de Trabalhadores de Imprensa, Damián Loretti, nesta terça-feira, dia 15, no segundo dia da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom). Loretti, que também é advogado e doutor em ciência da informação, historiou o processo de discussão da comunicação na Argentina para demonstrar a importância de o debate sobre o tema envolver toda a sociedade.

Professor de direito à informação da Universidade de Buenos Aires, Loretti fez uma palestra didática, explicando que a legislação argentina estava extremamente defasada. “Estávamos regidos por um decreto-lei de radiodifusão da época do regime militar, que só admitia emissoras comerciais e do Estado”, comentou Loretti, acrescentando que a nova legislação, recém-aprovada pelo Parlamento argentino, agora prevê também a existência legal de emissoras sem fins de lucro.

Para Loretti, o processo na Argentina foi longo e proveitoso, com a participação de toda a sociedade. “Foram feitos encontros em que a sociedade pôde oferecer sugestões. Com base nisso, o governo fez uma proposta de lei e a devolveu à sociedade, para que ela pudesse avaliar se suas sugestões foram atendidas. Houve mais encontros, e por fim um projeto de lei foi proposto. A Câmara dos Deputados fez audiências públicas e o Senado convidou especialistas. Deste debate todo surgiu a atual legislação”, historiou Loretti.

Segundo o palestrante, a sociedade continua participando do processo da comunicação, principalmente no que diz respeito à renovação de licença para emissoras de radiodifusão. “Cada renovação deve ser apreciada em audiência pública”, explicou Loretti, que acha importante a possibilidade de aumentar o espaço ocupado pelas emissoras regionais e canais universitários.

Lula faz discurso que desqualifica Radcoms

por Dalmo Oliveira (direto do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília)


Presidente se mostrou deslumbrado com tecnologias digitais na abertura da CONFECOM

A primeira conferência de comunicação não podia ter começado pior. O presidente Lula fez uma longo discurso ontem à noite na abertura do evento, onde exibiu todo seu deslumbramento com as possibilidades das novas tecnologias digitais para a comunicação. Em relação às rádios comunitárias, Lula fez um discurso equivocado, depois que ativistas cobraram uma fala sobre o assunto. Ele disse que as emissoras estão nas mãos de políticos, desqualificando a luta histórica do movimento comunitário em busca de democratização na comunicação.

Parte da plenária ainda vaiou o ministro Hélio Costa e o presidente do Grupo Bandeirantes, Jonny Saad. O presidente foi aplaudido ao dizer que lastimava a ausência de setores empresariais que não vieram à conferência com medo da discussão.

O presidente do FNDC, Celso Schoreder, lembro em seu discurso que a luta recente pela democratização tem um herói, o também jornalista gaúcho Daniel Herz. "A sociedade pavimentou o caminho até aqui", disse Celso, que chamou os filhos de Herz para uma homenagem póstuma. Ele defendeu o fim da criminalização das Radcoms e disse que o Brasil não pode mais admitir que a liberdade de expressão seja apenas para alguns setores da sociedade.

Movimentos sociais em conflito

Depois da abertura solene ocorreu uma plenária dos movimentos sociais. A reunião mostrou a fragilidade do entendimento entre as organizações, que se acusaram mutuamente, principalmente, por algumas aceitarem as condições do empresariado para a conferência. Ativistas do Intervozes e de outros setores mais autônomos acusaram a CUT, FENAJ, FITTERT e ABRAÇO de cederem e "trairem" os demais movimentos, ao aceitarem novo acordo com governo e empresários que determina o quórum qualificado e a adoção de "temas sensíveis" também nos GTs, que iniciam hoje à tarde. Várias entidades abandonaram a plenária antes do final.
Postado por Dalmo Oliveira da Silva às 08:44 0 comentários
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Projeto de rádio comunitária é aprovado pela prefeitura de João Pessoa

A Fundação de Cultura de João Pessoa aprovou o Projeto Feminino Plural, apresentado pela professora e radialista comunitária Mércia Chaves, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, do bairro do Geisel, na Capital.

O Projeto Feminino Plural pretende trabalhar com um grupo de mulheres das comunidades Ernesto Geisel, Grotão, Citex, Funcionários e Tancredo Neves, em João Pessoa, qualificando-as para criar, produzir e dirigir documentário em vídeo sobre programas radiofônicos com perspectiva de gênero nas rádios comunitárias da grande João Pessoa.

Como objetivo básico, o projeto pretende contribuir para a luta pela democratização dos meios de comunicação, fortalecendo o papel das mulheres nos meios radiofônicos alternativos, valorizando o papel da mulher na transformação para uma sociedade mais igualitária, e criando uma rede de mulheres radialistas, para repercutir divulgações de ações de saúde, direitos da criança e adolescente e outros temas ligados à cidadania, conforme proposta do projeto.

“O projeto, enquanto oferece ferramentas para a produção da comunicação comunitária a partir da realidade das pessoas e das necessidades da comunidade, vai envolver diretamente um grupo de 18 mulheres, que por sua vez atuarão como multiplicadoras para um universo de cerca de 15 mil pessoas”, estima Mércia Chaves.

A professora Mércia Chaves produziu e apresentou durante vários anos o programa “Feminino Plural”, tratando de questões relacionadas, principalmente, com o gênero feminino, sendo considerado referência na radiodifusão comunitária da região. O programa discutia temas como mulher e saúde preventiva, meio ambiente, direitos sociais, educação e comunicação popular, entre outros temas urgentes.

Atualmente, Mércia faz um trabalho de apoio à Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, contribuindo na sensibilização da população para a construção da emissora comunitária, partindo de uma reflexão coletiva. Como a rádio comunitária é um espaço essencialmente amador, onde as pessoas trabalham a partir da experimentação, já que não existe uma capacitação técnica, pretende-se qualificar as mulheres envolvidas, visando jogar um maior número de vozes na interlocução social, daí surgindo novos líderes, novos comunicadores que jamais encontrariam espaços na grande mídia para dialogar com seus pares e movimentar o subterrâneo da produção cultural e da organização social da periferia onde a rádio é sintonizada, produzindo conteúdos de qualidade e dando respostas às necessidades da população.